Erro faz homem ficar preso por quase 500 dias após ordem de soltura em Irecê
Justiça apura falha que manteve detento no Conjunto Penal de Irecê por mais de um ano depois da expedição do alvará de soltura29 Jul 2026 / 14h30
Por: Clara Rellstab
Foto: Reprodução
Em relatório de um dos inquéritos que investigam o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), a Polícia Federal (PF) aponta indícios de que as campanhas do democrata receberam dinheiro de empresas a mando da Odebrecht – a prática é chamada de “caixa três”. As delações de donos e executivos da empreiteira apontam a Cervejaria Petrópolis, fabricante da Itaipava, como a principal parceira da construtora no esquema. De acordo com as revelações, a companhia de bebidas doou nas eleições de 2008, 2010, 2012 e 2014 cerca de R$ 120 milhões a diversos políticos. As investigações têm buscado os beneficiários, que não foram devidamente identificados nas delações. Maia – No relatório, a PF destacou ter localizado na prestação de contas da campanha de Maia de 2014 uma doação de R$ 200 mil da empresa Praiamar Indústria Comércio e Distribuição, ligada à Cervejaria Petrópolis – a doação foi direcionada ao diretório nacional do DEM, que repassou ao deputado. Também em relação a 2014, a PF anotou haver doações da Cervejaria Petrópolis ao diretório nacional do DEM, no valor de R$ 6,1 milhões. Em família – Investigado no mesmo inquérito, o pai do presidente da Câmara, o vereador do Rio de Janeiro Cesar Maia (DEM), também recebeu doação de R$ 50 mil da cervejaria. O repasse foi via diretório nacional do DEM em 2014, quando ele disputou uma vaga no Senado e perdeu. O relatório da PF é de 28 de junho e se tornou acessível no inquérito no final de novembro.
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