Erro faz homem ficar preso por quase 500 dias após ordem de soltura em Irecê
Justiça apura falha que manteve detento no Conjunto Penal de Irecê por mais de um ano depois da expedição do alvará de soltura29 Jul 2026 / 14h30
Preso desde 15 de março, após explodir a agência bancaria do banco do Brasil do município de Malhada, no sudoeste da Bahia, Eduardo Franklin Teixeira dos Santos, (Dudú), ganhou a liberdade provisória na tarde desta terça-feira, 30 de julho. O alvará de soltura foi concedido pelo juiz de Direito em Exercício de Carinhanha, Almir Edson Lélis Lima.
A defesa alegou que não houve provas suficientes para manter o acusado na cadeia e que na verdade quem saqueou o dinheiro foi à população de Malhada, após a explosão. As alegações da defesa foram aceitas pelo magistrado que deferiu o alvará de soltura imediatamente.
Eduardo é acusado de formação de quadrilha, destruição ou rompimento de obstáculo e assalto aos caixas eletrônicos. Como se trata de furto qualificado, o mesmo poderia pegar uma pena de 4 a 10 anos de reclusão, além de multa. Franklin mesmo ferido devido às fortes explosões dirigiu um veiculo até o município de Serra do Ramalho, também no oeste, aonde foi preso quando procurava atendimento médico. O outro comparsa identificado por Diego morreu antes de dar entrada ao hospital do referido município.
Segundo a polícia, o bando que Eduardo fazia parte ainda levou mais de 90 mil reais, sendo pouco mais de 22 mil apreendidos na agência de Malhada.
O que mais chama atenção da sociedade é o fato do magistrado ter concedido a liberdade provisória de um homem considerado de alta periculosidade e manter Eliziano Pereira de Oliveira (Lincon), acusado de roubar arroz, feijão e óleo. Lincon foi preso um dia após Eduardo, no dia 16 de março. Qual dos dois acusados oferece maior risco a sociedade?
No dia 13 de julho, o mesmo juiz decidiu colocar Jerfeson Paixão Oliveira de 18 anos (Jefinho) entendendo que a prisão do acusado de tráfico foi irregular. No dia 19 de julho, o magistrado resolveu rever a decisão e emitir um mandado de prisão contra Jefinho.
João Miguel
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