Erro faz homem ficar preso por quase 500 dias após ordem de soltura em Irecê
Justiça apura falha que manteve detento no Conjunto Penal de Irecê por mais de um ano depois da expedição do alvará de soltura29 Jul 2026 / 14h30
O empresário Marcos Valério de Souza acusou o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva de ser o chefe do mensalão. Ele disse ainda que o PT usou R$ 350 milhões no esquema de compra de votos de deputados em 2003 e 2004. As afirmações estão na revista “Veja” desta semana.
Valério já foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e desvio de dinheiro, todos os crimes cometidos como um dos operadores do mensalão. Ele ainda será julgado por evasão de dívidas e formação de quadrilha.
Segundo a revista, a reportagem foi feita a partir de revelações de parentes, amigos e outros associados de Valério.
“Não podem condenar apenas os mequetrefes. Só não sobrou para Lula porque eu, o Delúbio (Soares, ex-tesoureiro do PT) e o Zé (Dirceu, ex-ministro) não falamos”, teria dito Valério.
Lula não foi acusado
O ex-presidente Lula não foi acusado pela Procuradoria-Geral da República de participar do esquema. A denúncia da PGE diz que o esquema do mensalão consumiu R$ 136 milhões, número inferior aos R$ 350 milhões apontados por Valério. O registro do dinheiro estaria em um livro guardado por Delúbio Soares.
Segundo a matéria, o empresário não havia comentado o assunto porque fez um acordo com o PT para não revelar detalhes em troca de impunidade. Mas agora, com a condenação, ele estaria desabafando com amigos.
Valério teme ser assassinado. “Vão me matar. Tenho de agradecer por estar vivo até hoje”, disse o empresário
Procurado pela Folha Online, o advogado Marcelo Leonardo, que representa Valério, negou que o cliente tenha sido entrevistado pela “Veja”, mas não confirmou nem negou as acusações que ele teria feito.
Já o advogado de José Dirceu, apontado por Valério como “um braço que comandava”, criticou a matéria. “É no mínimo estranho que, na véspera do início do julgamento do meu cliente e próximo do primeiro turno da eleição municipal, a revista ‘Veja’ venha com matéria leviana, desprovida de fatos, depoimentos e documentos”, disse José Luis de Oliveira Lima.
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