FICCO bloqueia R$ 102 milhões ligados ao PCC e ao CV na Bahia
Força integrada coordenada pela Polícia Federal cumpriu centenas de mandados e intensificou o combate ao tráfico, à lavagem de dinheiro e às lideranças criminosas.01 Jun 2026 / 05h30
Por: Matheus Simoni
Foto: Reprodução
Papel do corregedor era abrir inquérito sobre desvios de conduta de membros do MPF, mas Barbosa deu o caso por encerrado sem investigação formal
O procurador Diogo Castor de Mattos confessou ao corregedor-geral do Ministério Público Federal (MPF), Oswaldo Barbosa, que pagou por um outdoor para promover a Operação Lava Jato. A informação foi divulgada pelo portal The Intercept Brasil com base em mensagens obtidas por uma fonte anônima envolvendo o caso conhecido como "Vaza Jato". A peça de publicidade foi instalada em março ao lado do aeroporto de Curitiba e tinha caráter ilegal. O papel do corregedor era abrir inquérito sobre desvios de conduta de membros do MPF, mas Barbosa deu o caso por encerrado sem investigação formal. Áudios revelados pelo Intercept mostram que ele omitiu a confissão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que também poderia punir o procurador. O material mostra que membros da força-tarefa sabiam da confissão e o episódio causou preocupação: nos bastidores, o grupo atuou para esvaziar a apuração e a publicidade do caso. As conversas para intermediar diálogos de Castor de Mattos com o CNMP foram feitas pelo coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, que já sabia da confissão. As mensagens indicam que o corregedor disse a Dallagnol que iria suspender apurações e manter o caso em segredo. O lobby foi bem-sucedido. Nenhum procedimento foi instaurado para apurar a conduta do procurador, que se afastou da operação logo depois da confissão apresentando um atestado médico. O pedido de investigação foi arquivado o CNMP. Segundo o órgão, não haviam indícios da participação de membros do MPF no aluguel do outdoor, mesmo com a confissão. Em conversas reservadas no Telegram obtidas pelo Intercept, Dallagnol e outros procuradores da força-tarefa também recomendaram “sigilo total” aos colegas, para o caso não ganhar repercussão na imprensa. Pelo menos três procuradores mencionaram a confissão de Castor de Mattos em áudios anexados às conversas. Confira a reportagem completa.
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