Flávio Dino apresenta pacote de mudanças para Justiça e cita problemas estruturais
Ministro defende mudanças estruturais, mais rigor disciplinar e revisão de regras em meio a debates internos na corte20 Abr 2026 / 15h00

Durante a solenidade, o ministro Edson Fachin também assumiu a vice-presidência da Corte
Por: Juliana Rodrigues
Foto: Valter Campanato | Agência Brasil
- O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, foi empossado nesta quinta-feira (28) como novo presidente da Corte e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), assumindo os postos que eram ocupados pela ministra Rosa Weber. Já o ministro Edson Fachin tomou posse como vice-presidente do Supremo. A cerimônia de posse ocorreu na sede do STF, em Brasília, com a presença de aproximadamente 1,2 mil convidados e a interpretação especial do Hino Nacional feita pela cantora Maria Bethânia. Diversas autoridades compareceram à solenidade, entre elas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente da Câmara, Arthur Lira e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD). Em seu discurso, Barroso relembrou os ataques golpistas que ocorreram no dia 8 de janeiro, em Brasília, assim como fez alusão ao trabalho das instituições para preservar o estado democrático brasileiro. “Em todo o mundo, a democracia constitucional viveu momentos de sobressalto, com ataques às instituições e perda de credibilidade. Por aqui, as instituições venceram, tendo ao seu lado a presença indispensável da sociedade civil, da Imprensa e do Congresso Nacional. E, justiça seja feita, na hora decisiva, as Forças Armadas não sucumbiram ao golpismo. Costumamos identificar os culpados de sempre: extremismo, populismo, autoritarismo… E de fato eles estão lá”, afirmou o ministro. “Mas a recessão democrática fluiu, também, pelos desvãos da democracia: as promessas não cumpridas de oportunidades, prosperidade e segurança para todos. As democracias contemporâneas precisam equacionar e vencer os desafios da inclusão social, da luta contra as desigualdades injustas e do aprimoramento da representação política”, concluiu.
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