Acidente entre carro e moto deixa uma pessoa morta na BA‑245, em Ibipitanga
Outra vítima foi socorrida e levada ao hospital da cidade22 Fev 2026 / 08h00

MPF apura fraude em dados da EJA que teriam inflado repasses do Fundeb e do Pnae no município baiano
Foto: Reprodução | Redes Socias
O prefeito afastado de Ibipitanga, no sudoeste da Bahia, Humberto Raimundo Rodrigues de Oliveira (PT), é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) por suspeita de fraudes no sistema Educacenso para inflar o número de estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e, assim, aumentar os repasses do Fundeb e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Segundo as investigações, entre 2023 e 2024 teriam sido criadas turmas fictícias em escolas municipais como Padre Aldo Coppola, de Lágrimas e de 1º Grau de Lagoa de Dentro. Em 2024, o município, que tem cerca de 14 mil habitantes, recebeu R$ 687 mil do Pnae, sendo R$ 147 mil destinados apenas à EJA. Para justificar esse valor, Ibipitanga precisaria ter aproximadamente 360 mil alunos matriculados na modalidade, o que representa 25 vezes mais do que sua população. Em cinco anos de gestão, Humberto já recebeu mais de R$ 90,2 milhões via Fundeb, com um salto de R$ 6,9 milhões em 2021 para R$ 40,7 milhões em 2023. Apenas nos seis primeiros meses de 2024, os repasses somam R$ 22,9 milhões. O MPF já identificou cinco pessoas ligadas ao suposto esquema e determinou a abertura de inquérito civil para apurar o caso. A Prefeitura de Ibipitanga ainda não se pronunciou.
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