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Governador de Goiás afirma que derrota eleitoral indica falhas na gestão federal26 Abr 2026 / 07h50

Grupos de trabalho vão coordenar ações contra o crime organizado e acompanhar regras eleitorais até 2027.
Foto: Reprodução | Agência Brasil
O Ministério Público Eleitoral (MPE) colocou em funcionamento, desde 1º de janeiro, dois grupos de trabalho (GTs) com atuação prevista até 31 de outubro de 2027. A iniciativa tem como objetivo coordenar a atuação do MP durante o processo eleitoral, que deve levar mais de 150 milhões de brasileiros às urnas, em outubro, para a escolha de presidente da República, governadores, deputados e senadores.Um dos grupos é o GT de Combate ao Crime Organizado no Âmbito Eleitoral, composto por quatro procuradores regionais eleitorais e dois membros auxiliares da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE). A principal atribuição é elaborar estudos e um plano de ação nacional para orientar o enfrentamento à infiltração de organizações criminosas nas disputas eleitorais.O grupo também prestará apoio técnico a promotores e procuradores, fará o levantamento de informações e atuará de forma integrada com os Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecos) e os Núcleos de Inteligência dos Ministérios Públicos Federal e estaduais. As atribuições estão previstas na Resolução nº 297/2024 do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Entre as funções, está ainda o acompanhamento da jurisprudência e das normas eleitorais, com possibilidade de emissão de notas técnicas.De acordo com o MPE, procuradores de diversos estados têm manifestado preocupação com denúncias de interferência de milícias e do crime organizado no processo eleitoral. O órgão lembra que, nas últimas eleições, conseguiu impedir o registro de candidaturas a vereador em municípios como Belford Roxo e Niterói, no Rio de Janeiro, por vínculos com grupos criminosos. A atuação se baseia na Constituição Federal e na Lei dos Partidos Políticos, que vedam candidaturas ligadas a organizações paramilitares.O segundo grupo criado é o GT de Acompanhamento Legislativo e Jurisprudencial, formado por oito procuradores regionais eleitorais e dois membros auxiliares da PGE. A função será monitorar propostas legislativas, debates no Congresso e normas editadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além de emitir notas técnicas e manifestações institucionais.Esse GT também ficará responsável por reunir mensalmente jurisprudência de interesse do MP Eleitoral e encaminhá-la ao Grupo Executivo Nacional da Função Eleitoral (Genafe). O objetivo é subsidiar a fiscalização de abusos e irregularidades, bem como definir teses jurídicas a serem defendidas nos tribunais.Os dois grupos foram instituídos pelas Portarias PGE nº 65/2025 e nº 66/2025, assinadas pelo vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa.
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