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João Gumes foi pioneiro na imprensa no interior da Bahia ao lançar o extinto jornal "A Penna". Além disso, Gumes era multifacetado: músico, advogado, servidor público e artista eram algumas de suas ta
Por: Willian Silva
Foto: André Koehne
- Através de projeto de decreto legislativo nº 907/2020 de autoria do vereador Mário Rebouças (PC do B), a Câmara de Caetité aprovou, na sua sessão desta segunda-feira (7), o nome do escritor e pesquisador João Antônio dos Santos Gumes, pioneiro da imprensa no interior da Bahia para o novo teatro, que está localizado no Centro Administrativo de Caetité, no bairro Prisco Viana, e deverá ser entregue à comunidade caeteense em breve. O projeto de iniciativa popular, com o apoio de entidades culturais da cidade, como a Academia Caetiteense de Letras (ACL), Associação da Memória e Patrimônio Cultural (AMPC), Instituto D. Alberto, Associação dos Amigos do Museu do Alto Sertão, Arquivo Público Municipal, Museu da Imagem e do Som e do Conselho Municipal de Cultura, todos representados na sessão. O nome de João Gumes não foi unanimidade na Câmara. O vereador Moacir José dos Santos (PT) tinha lançado um projeto indicando o nome do radialista Zé Vieira, para ser colocado no teatro municipal. Vendo que o nome de Gumes era consenso dos demais vereadores, Moacir retirou o seu projeto. Representando a família, Sadi Frota Gumes, bisneto de João assinalou que por ter sido uma proposta apoiada pelas instituições culturais de Caetité, a indicação iria além do laço familiar e “fez valer a cultura e arte para todo o município de Caetité”.
Sobre o homenageado
João Gumes nasceu em Caetité, no ano de 1855, e faleceu em 1930; sua produção jornalística e literária é objeto de estudos acadêmicos em universidades do país e constituem um dos principais acervos da memória do Alto Sertão. Segundo André Koehne, advogado e defensor do projeto, João Gumes foi pioneiro em diversas áreas, a exemplo do registro, há cerca de 100 anos, dos sítios arqueológicos da Moita dos Porcos, que vieram a ser estudados somente agora, no atual século. Para o professor João Santana Gomes, João Gumes desempenhou “papel de relevância na vida social, pública e cultural de nossa cidade.” O professor afirma que Gumes esteve presente na defesa dos mais carentes, minorias e escravizados. Como já citado, João observa que o jornalista realizou outras atividades como músico, tipógrafo, desenhista, dramaturgo, tradutor, escritor, arquiteto, escrivão da Coletoria Geral (cargo correspondente de auditor fiscal), tesoureiro, secretário da Intendência (atualmente Prefeitura), secretário da Câmara Municipal, advogado provisionado, professor, dentre outras. O multifacetado caetiteense foi um dos idealizadores do Teatro Centenário construído em 1922 e demolido na década de 1970 para dar lugar ao Banco Brasileiro de Descontos (Bradesco). Para saber mais sobre João Gumes, consulte a sua página na Wikipédia clicando aqui.
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