Lula deve anunciar Desenrola 2.0 nesta semana, diz Durigan
Ministro se reuniu com representantes de divernos bancos do país para acordo final das condições do novo programa de renegociação de dívidas27 Abr 2026 / 18h00

Segundo parlamentares, redução da jornada sem corte salarial é o principal ponto de debate
Foto: Letycia Bond | Agência Brasil
A proposta que prevê o fim da escala 6x1 avançou no Congresso Nacional e abriu um dos debates mais polarizados sobre jornada de trabalho nos últimos anos. O tema mobiliza parlamentares, governo, trabalhadores e setores produtivos, que divergem sobre os impactos econômicos e sociais da mudança. Segundo a Câmara dos Deputados, diferentes textos tratam da redução da jornada semanal sem diminuição de salários, com possibilidade de adoção de modelos como a escala 5x2. As propostas foram apresentadas pelos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP), enquanto o governo federal também decidiu enviar um projeto próprio. O relator, deputado Paulo Azi (União Brasil-BA), deu parecer favorável à admissibilidade da matéria e defendeu que eventuais mudanças sejam implementadas de forma gradual. Já o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a tramitação ocorrerá “sem atropelos” e pode avançar ainda no primeiro semestre. Defensores da proposta afirmam que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida e aumentar a produtividade. Experiências adotadas por empresas brasileiras, como a rede de restaurantes Gurumê, são citadas como exemplo de queda na rotatividade e melhora no ambiente de trabalho após a adoção da escala 5x2. Por outro lado, entidades empresariais alertam para possíveis impactos no custo do emprego. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a redução da jornada para 40 horas semanais, sem corte salarial, pode elevar os gastos das empresas em até R$ 267 bilhões por ano. Representantes do setor de bares e restaurantes afirmam que a mudança pode exigir contratações adicionais e afetar preços e horários de funcionamento. O texto ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), por uma comissão especial e pelo plenário da Câmara antes de seguir ao Senado.
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