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Levantamento ouviu 1.200 pessoas entre 23 e 27 de abril29 Abr 2026 / 09h00

Ação cumpriu 57 mandados de busca, interditou quatro clínicas de estética e apreendeu medicamentos sem registro e produtos vencidos.
Foto: Polícia Civil da Bahia
A Polícia Civil da Bahia prendeu 13 pessoas durante a Operação Peptídeos, deflagrada nesta quarta-feira (11) para combater a comercialização irregular de medicamentos usados no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. Segundo a corporação, quatro pessoas foram presas em flagrante e outras nove por determinação judicial. A investigação é conduzida pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), por meio da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon). Foram cumpridos 57 mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari e Feira de Santana, além da capital paulista, São Paulo. Durante as diligências, quatro clínicas de estética foram interditadas.
Foto: Polícia Civil da Bahia
Nas fiscalizações, os agentes encontraram medicamentos vencidos, produtos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e substâncias sem autorização para comercialização no Brasil. Também foram identificadas práticas consideradas irregulares, como a manipulação de medicamentos em larga escala e em doses não individualizadas — atividade permitida apenas em ambiente industrial autorizado.Entre os itens apreendidos estão canetas emagrecedoras, ampolas com diferentes substâncias, medicamentos controlados e produtos utilizados em procedimentos estéticos. As equipes também recolheram celulares, computadores, máquinas de cartão, documentos, materiais descartáveis e um veículo. Todo o material será analisado pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT).Os investigados podem responder por crimes como falsificação ou adulteração de produtos destinados a fins terapêuticos, além de comercialização de medicamentos sem registro ou sem origem comprovada.Mais de 200 policiais civis participaram da operação, com apoio de diversas unidades especializadas e de órgãos como a Polícia Militar da Bahia, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap) e a vigilância sanitária municipal. As investigações seguem em andamento e aguardam a conclusão dos laudos periciais, que poderão apontar novos desdobramentos e a identificação de outros envolvidos no esquema.
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