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Levantamento ouviu 1.200 pessoas entre 23 e 27 de abril29 Abr 2026 / 09h00

Organização criminosa atuava há mais de duas décadas em Feira de Santana e região com envolvimento de policiais militares; deputado estadual Binho Galinha é apontado como líder e está foragido.
Foto: Francis Juliano | BN
A Polícia Federal revelou nesta quarta-feira (1º) que uma organização criminosa com atuação em Feira de Santana e municípios do entorno operava há mais de 20 anos com envolvimento em atividades ilegais como jogo do bicho, agiotagem, extorsão, receptação qualificada, tráfico de armas e associação ao tráfico de drogas. O deputado estadual conhecido como Binho Galinha é apontado como o líder do grupo. Ele teve a prisão preventiva decretada, mas não foi localizado durante as diligências da Operação Estado Anômico, deflagrada na terça-feira (30). O parlamentar segue foragido. A ação é um desdobramento da Operação El Patrón, iniciada em dezembro de 2023.As informações foram divulgadas durante coletiva de imprensa na sede da Polícia Federal, em Salvador. O delegado Geraldo Almeida, responsável pela Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio e Repressão ao Tráfico de Armas, afirmou que o grupo agia de forma estruturada e armada, com divisão de funções entre os membros.“São diversos atos ilícitos cometidos por esse grupo criminoso: organização criminosa armada, extorsão majorada, lavagem de dinheiro majorada, contravenção penal do jogo do bicho, agiotagem e receptação qualificada”, detalhou o delegado.Sem citar o nome do deputado, o delegado confirmou que um dos alvos com mandado de prisão preventiva está foragido. “Há um investigado que não foi localizado em sua residência no momento das diligências. Por essa razão, está sendo considerado foragido”, disse.A PF também confirmou que policiais militares atuavam no núcleo armado da organização criminosa. Quatro PMs foram presos durante a operação.“Verificamos a participação de um grupo considerável de policiais militares, que integravam o braço armado da organização. Foram cumpridos quatro mandados de prisão contra esses agentes públicos”, informou Almeida.A investigação segue em andamento, com foco na responsabilização dos envolvidos e no bloqueio de ativos financeiros obtidos por meio das atividades ilícitas do grupo.
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