Dia dos Namorados: tradição brasileira une amor e devoção ao santo casamenteiro
Celebrada em 12 de junho, a data foi criada no Brasil e ganhou força por anteceder o dia dedicado a Santo Antônio.12 Jun 2026 / 06h00

Por: Juliana Almirante
Foto: Marcello Casal Jr | Arquivo Agência Brasil
Parcela de desalentados no país mais do que triplicou no período de cinco anos
O perfil dos desalentados no Brasil é de mulher jovem, preta ou parda e com baixa escolaridade. A parcela de desalentados no país mais do que triplicou no período de cinco anos e chegou a quase cinco milhões de pessoas, quase 5% da população economicamente ativa. As informações fazem parte do estudo “Quem são os desalentados do Brasil?”, dos pesquisadores Paulo Peruchetti e Laísa Rachter, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, com base nos números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Desalentadas são aquelas pessoas que desistiram de procurar emprego, porque não têm mais de esperanças de que irão encontrar, mesmo com disponibilidade e vontade de trabalhar. Os pesquisadores ainda estimaram qual a probabilidade de esses fatores socioeconômicos levarem o indivíduo à condição de desalentado. O modelo aponta que mulheres têm probabilidade 2,1 pontos percentuais maior de se declararem desalentadas que os homens. Aqueles que completaram pelo menos o ensino médio, por outro lado, têm probabilidade três pontos percentuais menor de serem desalentados que indivíduos sem ensino médio completo. “Esse é um efeito considerável, levando em conta que a probabilidade de desalento é de cerca de 4,2% no período mais recente”, afirmam os pesquisadores. A principal razão declarada pelos que desistiram de procurar emprego foi a falta de trabalho na localidade onde moram: 63% afirmaram que desistiram de procurar emprego por esse motivo. Outros 20% não encontraram trabalho adequado, 10% apontaram a idade como motivo e 8% citaram a falta de qualificação ou experiência. Regionalmente, destacaram-se os aumentos da participação, no total de desalentados, de moradores do Maranhão (de 8,9% para 12,1%) e de São Paulo (de 5,7% para 9,6%). A participação da Bahia registrou a maior queda (de 19,2% para 15,7%), no entanto, ainda é a maior do país. Entre o segundo trimestre de 2014 e o mesmo período de 2019, houve aumento na parcela de homens (de 40% para 45% do total), pretos (de 7,6% para 11,2%) e pessoas com ensino médio completo (de 21,4% para 25%) ou superior incompleto ou completo (de 2,6% para 6,7%) no total de desalentados. Os pesquisadores dizem, no entanto, que homens e pessoas com nível mais alto de instrução continuam sendo minoria entre desalentados.
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