Alcolumbre promulga Lei da Dosimetria que pode reduzir pena de Bolsonaro
Texto foi publicado após derrubada de veto de Lula no Congresso e altera regras de cálculo e progressão de penas em crimes ligados aos ataques de 202308 Mai 2026 / 15h30

Por: Matheus Simoni
Foto: Zeca Ribeiro | Agência Câmara
Em agosto de 2016, Dallagnol participou ao lado de Onyx Lorenzoni de uma audiência na Comissão Especial sobre combate à corrupção na Câmara
O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, já sabia que Onyx Lorenzoni, o atual chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro e então deputado federal (DEM), seria investigado por corrupção em 2017, mas manteve a parceria para tramitação da campanha das 10 Medidas Contra a Corrupção no Congresso. A informação consta em uma troca de mensagens divulgada pelo site The Intercept Brasil. Em diálogo no dia 11 de abril de 2017 com Fábio Oliveira, do Instituto Mude, Dallagnol é indagado se sabia que Lorenzoni fazia parte da “lista do Fachin”, sobre políticos suspeitos de receber propina. Em tom sarcástico, o procurador responde que “já sabia”, mas fingia não saber. “Vi… (já sabia, mas tinha que fingir que não sabia, o que foi, na verdade, bom rsrsrs)”, respondeu Dallagnol. Onyx era um dos principais apoiadores da Lava Jato no Congresso para aprovação das chamadas “10 Medidas contra a Corrupção”. Em agosto de 2016, Dallagnol participou ao lado de Onyx Lorenzoni de uma audiência na Comissão Especial sobre combate à corrupção na Câmara.
1 - #VazaJato: @deltanmd confessou que já sabia que @onyxlorenzoni, atual chefe da Casa Civil de Bolsonaro, estava envolvido em corrupção. Mesmo assim, o procurador seguia trabalhando com ele – Onyx era o lobista das 10 Medidas Contra a Corrupção, ideia da Lava Jato. ???????? pic.twitter.com/IYhP5tbRe5
— The Intercept Brasil (@TheInterceptBr) August 12, 2019
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