Erro faz homem ficar preso por quase 500 dias após ordem de soltura em Irecê
Justiça apura falha que manteve detento no Conjunto Penal de Irecê por mais de um ano depois da expedição do alvará de soltura29 Jul 2026 / 14h30
Por: Adelia Felix
Foto: Reprodução | Lula Marques
Mais cedo, a Corte negou a revogação da decisão monocrática do ministro Félix Fischer
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), presidida pela ministra Cármen Lúcia, decidiu manter o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva preso enquanto o habeas corpus não é julgado. A sessão ocorreu nesta terça-feira (25). O petista cumpre pena desde abril do ano passado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do “tríplex do Guarujá”. A maioria dos ministros rejeitou a possibilidade de Lula ficar livre até a Segunda Turma concluir o julgamento sobre a atuação o ex-juiz federal Sergio Moro no caso do “triplex do Guarujá”. Foram contrários o relator da Lava Jato na Corte, Edson Fachin, a presidente Cármen Lúcia, e o ministro Celso de Mello. Os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski votaram para colocar Lula em liberdade. No início da sessão, o advogado Cristiano Zanin Martins, responsável pela defesa do ex-presidente, pediu a palavra e, da tribuna do colegiado, solicitou prioridade no julgamento do habeas corpus argumentando que o ex-presidente está preso há mais de 400 dias. Ao fim de sua sustentação, Zanin não citou diretamente a troca de mensagens entre Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, contudo, afirmou que a condenação de Lula foi tomada em ação “coordenada de juiz e acusação”. Foi o atual ministro da Justiça quem condenou Lula a 9 anos e 6 meses de prisão, na primeira instância. Esse processo culminou na prisão dele após a condenação ter sido confirmada em segunda instância em janeiro do ano passado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Mais cedo, a Corte negou a revogação da decisão monocrática do ministro Félix Fischer, relator da Operação Lava Jato no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que rejeitou a absolvição do ex-presidente no caso do tríplex em Guarujá (SP).
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