Governo brasileiro barra entrada de autoridades dos EUA em meio a debate sobre eleições
Governo brasileiro avaliou que a visita poderia ser interpretada como interferência no processo eleitoral.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, negou os vistos de entrada para dois representantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos que pretendiam visitar o país para discutir temas relacionados às eleições de outubro. A decisão foi tomada sob a avaliação de que a presença da comitiva norte-americana poderia ser interpretada como uma interferência no processo eleitoral nacional, especialmente após reuniões em que se levantaram suspeitas infundadas sobre a segurança das urnas eletrônicas.
- O debate sobre a confiabilidade do sistema eleitoral foi reacendido por declarações do pré-candidato Flávio Bolsonaro, que associou os equipamentos à empresa venezuelana Smartmatic. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentiu a informação, reafirmando que as urnas e os softwares correspondentes são desenvolvidos e supervisionados de forma direta pela própria Justiça Eleitoral brasileira, assegurando a total integridade e transparência do pleito.
Foto: Reprodução
O governo brasileiro negou os vistos de entrada para dois representantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos que pretendiam visitar o país para tratar de temas relacionados às eleições de outubro. A decisão foi confirmada neste sábado (25) pelo Ministério das Relações Exteriores. Os vistos foram recusados na sexta-feira (24) e atingem Riley Barnes, subsecretário para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, e Samuel Samson, subsecretário adjunto do mesmo órgão. Segundo o Itamaraty, a intenção da comitiva era realizar reuniões com autoridades eleitorais brasileiras para discutir questões ligadas à liberdade de expressão durante o período eleitoral. De acordo com o governo, o pedido de visita ocorreu logo após um encontro entre políticos brasileiros e diplomatas estrangeiros em que foram levantadas suspeitas sobre a segurança das urnas eletrônicas. Diante desse contexto, o Executivo avaliou que a presença dos representantes norte-americanos poderia ser interpretada como uma interferência no processo eleitoral brasileiro e decidiu negar a autorização de entrada. O debate sobre a confiabilidade das urnas voltou ao centro das discussões depois que o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, sem apresentar provas, que os equipamentos utilizados nas eleições brasileiras seriam fornecidos pela empresa venezuelana Smartmatic. A informação foi desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em nota divulgada na quarta-feira (22), a Corte esclareceu que a Smartmatic nunca forneceu urnas eletrônicas nem softwares utilizados nas eleições brasileiras. O tribunal reforçou que os equipamentos foram desenvolvidos por técnicos da própria Justiça Eleitoral e são produzidos por empresas contratadas por meio de licitações públicas, sob supervisão direta do TSE, garantindo segurança e transparência ao processo eleitoral. As informações foram divulgadas pela Agência Brasil.
























