Casos de pneumonia crescem quase 77% na Bahia e atingem principalmente crianças e idosos
Estado já soma mais de 4 mil registros de síndromes respiratórias em 2026
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Os casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs), associadas à pneumonia, registraram um aumento alarmante de 76,95% na Bahia entre maio de 2025 e maio de 2026. Segundo dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica (Sivep), divulgados pelo Portal A Tarde, crianças de até 9 anos e idosos são os grupos mais atingidos. O avanço é impulsionado principalmente pelo vírus sincicial respiratório e pelo metapneumovírus, que juntos somaram 1.166 diagnósticos em 2026, superando significativamente os números do ano anterior.
- No total, a Bahia contabilizou 4.247 casos de SRAGs e 137 mortes até 25 de maio de 2026, com as crianças concentrando quase 70% das infecções (2.995 casos) e 31 óbitos. Embora o número de mortes de idosos tenha diminuído em relação a 2025, 91 pessoas com mais de 60 anos faleceram neste ano, representando 59,1% dos óbitos estaduais. Salvador lidera as notificações com 1.435 casos, um crescimento de 22,9% em relação a 2025, e também as mortes. A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) não se manifestou sobre os dados.
Foto: Reprodução | Freepik
Os casos de vírus associados à pneumonia dispararam na Bahia e cresceram 76,95% no período de maio de 2025 a maio de 2026. O avanço das Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs) tem atingido principalmente crianças de até 9 anos e idosos, segundo dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica (Sivep). As informações foram divulgadas pelo Portal A Tarde. O levantamento mostra que dois agentes infecciosos puxam o aumento: o vírus sincicial respiratório, que registrou 745 diagnósticos neste ano, e o metapneumovírus, com 421 casos. Em 2025, os números eram bem menores — 359 e 62 registros, respectivamente. Ao todo, a Bahia contabiliza 4.247 casos de SRAGs em 2026, com 137 mortes até 25 de maio. No mesmo período do ano anterior, foram 4.071 diagnósticos e 160 óbitos. As crianças de até 9 anos concentram a maior parte das infecções: 2.995 casos, o equivalente a 69,7% de todas as notificações. Esse grupo também registrou 31 mortes neste ano, número superior ao de 2025, quando foram 29 óbitos. Os idosos seguem entre os mais vulneráveis. Em 2026, 91 pessoas com 60 anos ou mais morreram em decorrência das SRAGs, representando 59,1% dos óbitos no estado. Apesar disso, houve queda em relação ao ano passado, quando 121 idosos perderam a vida no mesmo período. Salvador lidera as notificações no estado. Até a Semana Epidemiológica 20, a capital registrou 1.435 casos, aumento de 22,9% em relação a 2025. Desse total, 328 diagnósticos foram de influenza ou Covid-19. Na sequência aparecem Vitória da Conquista (32), Eunápolis (27), Lauro de Freitas (26) e Feira de Santana (24). A capital também lidera em mortes, com seis óbitos registrados até 25 de maio. A reportagem tentou contato com a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), mas não obteve retorno até o fechamento da matéria.
Alta de casos respiratórios pressiona Hospital do Oeste em Barreiras
Alta de casos respiratórios pressiona Hospital do Oeste em Barreiras
Unidade em Barreiras aponta aumento entre janeiro e abril; Fiocruz coloca estado em alerta máximo para SRAG
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Hospital do Oeste em Barreiras registrou um aumento de 120% nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre janeiro e abril deste ano. De acordo com a unidade, as notificações passaram de 15 casos em janeiro para 33 em abril. Ao longo do período, foram contabilizados 10 casos em fevereiro e 24 em março, indicando tendência de alta na demanda por atendimento, especialmente na emergência e na ala pediátrica. A direção alerta para a necessidade de encaminhamento adequado dos pacientes, priorizando os casos mais graves.
- Dados da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) mostram que, até a 12ª semana epidemiológica, foram registrados 1.732 casos de SRAG no estado. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) classifica a Bahia em nível de alerta máximo para incidência da síndrome. A SRAG é caracterizada por agravamento de sintomas gripais, como febre, tosse e coriza, evoluindo para dificuldade respiratória e necessidade de internação.
- A unidade segue priorizando casos de maior complexidade para evitar superlotação. A orientação é que pacientes com sintomas leves procurem unidades de atenção primária. O aumento dos casos tem impactado diretamente o atendimento pediátrico, com registro frequente de crianças em estado grave, algumas com necessidade de ventilação mecânica e internação em UTI.
Foto: SESAB
O Hospital do Oeste (HO), em Barreiras, registrou aumento de 120% nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre janeiro e abril deste ano, em meio à maior circulação de vírus respiratórios na região. De acordo com a unidade, as notificações passaram de 15 casos em janeiro para 33 em abril. Ao longo do período, foram contabilizados 10 casos em fevereiro e 24 em março, indicando tendência de alta na demanda por atendimento, especialmente na emergência e na ala pediátrica.O hospital é referência para 36 municípios do oeste baiano e tem operado com alta procura por assistência respiratória. A direção alerta para a necessidade de encaminhamento adequado dos pacientes, priorizando os casos mais graves. Dados da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) mostram que, até a 12ª semana epidemiológica, foram registrados 1.732 casos de SRAG no estado. Desse total, 254 tiveram confirmação para Influenza.O avanço ocorre em um contexto de sazonalidade dos vírus respiratórios e da circulação do subtipo Influenza A H3N2, incluindo o subclado K. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) classifica a Bahia em nível de alerta máximo para incidência da síndrome. A SRAG é caracterizada por agravamento de sintomas gripais, como febre, tosse e coriza, evoluindo para dificuldade respiratória e necessidade de internação.Segundo a direção do Hospital do Oeste, a unidade segue priorizando casos de maior complexidade para evitar superlotação. A orientação é que pacientes com sintomas leves procurem unidades de atenção primária. Na avaliação de profissionais da unidade, o aumento dos casos tem impactado diretamente o atendimento pediátrico, com registro frequente de crianças em estado grave, algumas com necessidade de ventilação mecânica e internação em UTI.























