Homem é preso por descumprir medida protetiva e ameaçar ex-companheira em Bom Jesus da Lapa
Suspeito possui mais de 10 registros policiais relacionados à violência contra mulheres.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Um homem de 36 anos foi preso na tarde de 2 de setembro em Bom Jesus da Lapa por descumprir medidas protetivas e agredir novamente a ex‑companheira. A prisão preventiva foi realizada pelo Núcleo Especial de Atendimento à Mulher (NEAM), com apoio do GATTI São Francisco e da 24ª Coorpin, após a vítima relatar novas ameaças apesar da ordem judicial vigente desde 2025.
- O caso, que soma mais de dez ocorrências de violência contra mulheres, reforça o compromisso das autoridades no combate à violência doméstica e na garantia da segurança das vítimas. O suspeito foi conduzido à delegacia e permanece à disposição da Justiça.
Foto: Divulgação | Polícia Civil
Um homem de 36 anos foi preso na tarde desta quarta-feira (2), em Bom Jesus da Lapa, suspeito de descumprir medidas protetivas e voltar a ameaçar e agredir a ex-companheira. A prisão preventiva foi cumprida por equipes do Núcleo Especial de Atendimento à Mulher (NEAM), com apoio do GATTI São Francisco e do Serviço de Investigação da 24ª Coorpin. Segundo a Polícia Civil, o investigado acumula mais de dez ocorrências relacionadas à violência contra mulheres, além de registros por descumprimento de medidas protetivas. A vítima, de 33 anos, procurou o NEAM em agosto e denunciou novas ameaças, apesar de uma decisão judicial, em vigor desde 2025, que proibia qualquer contato do suspeito com ela. Durante o cumprimento do mandado, o homem resistiu à prisão e precisou ser contido pelos policiais. Após ser detido, ele foi encaminhado à delegacia e permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil destacou que a ação faz parte do trabalho de enfrentamento à violência doméstica e de garantia do cumprimento das medidas protetivas em favor das vítimas.
Denúncias de violência digital contra mulheres crescem 188%
Denúncias de violência digital contra mulheres crescem 188%
Central Ligue 180 recebeu mais de 16 mil denúncias entre janeiro e maio; aumento pode indicar redução da subnotificação.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- As denúncias de violência contra mulheres em ambientes digitais dispararam 188,6% nos cinco primeiros meses de 2026, com 16.725 registros na Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, em comparação com 5.795 no mesmo período de 2025. Dados do Ministério das Mulheres revelam que plataformas como redes sociais, aplicativos de mensagens e jogos online têm sido usadas para ameaçar, perseguir, humilhar e expor mulheres e meninas. A ministra Márcia Lopes atribui parte do aumento à redução da subnotificação, indicando maior confiança no serviço de denúncias.
- Diante do cenário, o governo federal tem agido, promovendo a capacitação de cerca de 350 atendentes do Ligue 180 para identificar e encaminhar casos de violência digital. A entrada em vigor do Decreto nº 12.976/2026, que exige a remoção de imagens íntimas sem consentimento em até duas horas por plataformas digitais, e o lançamento da campanha “O Digital é Nosso Lugar” são outras iniciativas. A violência digital agora ocupa a quinta posição entre as denúncias da central, e em 2025, quase metade das vítimas eram mulheres negras, com a faixa etária de 35 a 44 anos sendo a mais afetada.
Foto: Ministério das Mulheres
As denúncias de violência contra mulheres em ambientes digitais cresceram 188,6% nos cinco primeiros meses de 2026, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (22) pelo Ministério das Mulheres. Entre janeiro e maio deste ano, a Central de Atendimento à Mulher — Ligue 180 registrou 16.725 denúncias desse tipo, contra 5.795 no mesmo período de 2025. De acordo com o levantamento, redes sociais, aplicativos de mensagens, jogos online e outras plataformas digitais têm sido utilizados para ameaçar, perseguir, humilhar, chantagear, expor indevidamente e intimidar mulheres e meninas. A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, afirmou que o aumento dos registros pode estar relacionado à redução da subnotificação. Segundo ela, mais mulheres estão confiando no serviço e se sentindo seguras para denunciar. “Ter os dados da realidade é muito importante. A gente só vai acertar nas respostas pelos governos e políticas públicas quando tiver mais realismo nas informações”, destacou. Para melhorar o atendimento às vítimas, o Ministério das Mulheres e a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) promoveram a capacitação de cerca de 350 atendentes do Ligue 180. O treinamento teve foco na identificação e no encaminhamento de casos de violência digital. Os dados mostram ainda que esse tipo de violência já ocupa a quinta posição entre as denúncias recebidas pela central. Em 2025, estava em sétimo lugar. Segundo o ministério, quase metade das vítimas registradas no ano passado eram mulheres negras. A faixa etária com maior número de denúncias foi a de 35 a 44 anos. O crescimento das ocorrências acontece no momento em que entra em vigor o Decreto nº 12.976/2026, que estabelece regras para o combate à violência contra mulheres na internet. Entre as medidas, está a obrigação de plataformas digitais removerem, em até duas horas, imagens íntimas divulgadas sem consentimento. O governo federal também lançou a campanha nacional “O Digital é Nosso Lugar”, que incentiva a denúncia e o enfrentamento da violência contra mulheres nos ambientes virtuais.
























