Mesmo com Zé Cocá, o PT sempre venceu em Jequié
Mesmo com sua expressiva votação local, o fato é que o PT e seus aliados mantêm uma invencibilidade histórica em todos os 20 municípios da região.
Por: Yuri Almeida
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Foto: Yuri Almeida | Arquivo pessoal
No xadrez político da Bahia, o Vale do Jiquiriçá consolidou-se como uma das peças mais resilientes do tabuleiro governista. Enquanto a oposição tenta personificar em Zé Cocá uma ameaça à hegemonia petista, os dados revelam uma realidade distinta: o que existe é um "cinturão governista" que não apenas resiste, mas isola o prefeito de Jequié (que pertence ao Médio Rio de Contas) em um enclave geográfico e político. Mesmo com sua expressiva votação local, o fato é que o PT e seus aliados mantêm uma invencibilidade histórica em todos os 20 municípios da região. A força de Zé Cocá, embora robusta em Jequié — onde saltou de 38,29% em 2020 para 91,97% em 2024 —, carece de capilaridade regional. Ao analisarmos o mapa do Vale, (afinal, Zé Cocá iniciou sua vida política como prefeito de Lafaiete Coutinho) Jequié aparece como um ponto fora da curva em um oceano de domínio governista. O isolamento de Cocá é acentuado pelo cerco estratégico de Jerônimo Rodrigues, que já garantiu o apoio de 14 das 20 prefeituras da região e deixa o projeto da oposição restrito a Jequié e pequenos satélites como Lafaiete Coutinho e Itiruçu. O segredo da "blindagem" do Vale reside no fenômeno do lulismo. Lula não é apenas um nome na cédula; é um traço cultural consolidado na região. Com uma média de votação superior a 76% e picos de 84,62% (Santa Inês) e 84,40% (Cravolândia), Lula funciona como um motor de alta tração que puxa as candidaturas de Jerônimo, Wagner e Rui Costa. Essa fidelidade inabalável cria uma correlação de votos forte (0,76). A série histórica (2002-2022) mostra que, mesmo quando o cenário nacional foi adverso, o eleitor do Vale nunca flertou com a oposição majoritária. Para Zé Cocá e ACM Neto, o desafio não é apenas vencer o PT, mas vencer a conexão emocional e histórica que o povo do Jiquiriçá mantém com o projeto federal e estadual de Lula. Os dados de 2024 confirmam que a base governista não sofreu erosão. A vitória de prefeitos aliados em dois terços da região (PT, PSD, Avante e PSB) assegura o controle das máquinas municipais e a capilaridade direta em cada distrito. A correlação é cirúrgica: Desempenho dos prefeitos da base (2024): média de 65%. Desempenho de Jerônimo (2022): média de 65,9%. Essa estabilidade demonstra que o capital político está preservado. Enquanto a oposição celebra números isolados em Jequié, o governo Jerônimo opera uma estrutura homogênea que cobre a vasta maioria do território. Com o controle de 14 prefeituras estratégicas, incluindo o contrapeso de Jaguaquara (onde o PT venceu com 66,7%), o governo estadual bloqueia as rotas de expansão da oposição. Zé Cocá é um líder forte em uma cidade forte, mas sua influência termina onde começa o cinturão de prefeitos aliados a Jerônimo. O cenário para 2026 no Vale do Jiquiriçá é de uma blindagem profunda com a vitória provável de Jerônimo em todos os 20 municípios, feito já realizado na eleição anterior. Vale lembrar que, mesmo com Zé Cocá prefeito, em 2022, Jerônimo venceu ACM Neto em Jequié, com 51,41%. A oposição entra na disputa tentando transformar uma "onda localizada" em Jequié em uma maré regional, mas os dados mostram que o mar continua sendo do PT. Com Lula como o grande eleitor e uma rede de prefeitos resilientes, o governo entra na próxima disputa com o Vale do Jiquiriçá como um território de vitória muito provável, deixando Zé Cocá isolado na tarefa hercúlea de tentar furar uma das bases mais sólidas do petismo na Bahia.
*Yuri Almeida é professor, estrategista político e especialista em campanhas eleitorais.
PRF encontra mulher desaparecida na BR-116 em Jaguaquara
Ela caminhava desorientada no acostamento e foi levada para atendimento médico.
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Foto: Polícia Rodoviária Federal - Vitória da Conquista
A Polícia Rodoviária Federal localizou, na tarde de domingo (15), uma mulher que estava desaparecida na BR-116, em Jaguaquara, região Sudoeste da Bahia. Por volta das 14h, durante patrulhamento no km 647 da rodovia, os agentes avistaram a pedestre caminhando de forma desorientada pelo acostamento, em trecho com intenso tráfego de caminhões. Segundo a corporação, ela corria risco de atropelamento.Na abordagem, os policiais constataram sinais de confusão mental, cansaço e desidratação. A mulher chegou a se deitar no acostamento e recusou comunicação. Uma equipe de resgate que presta serviço ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes foi acionada e realizou o encaminhamento para atendimento médico. Durante o atendimento, um familiar informou que a mulher estava desaparecida havia dois dias e faz uso de medicação controlada. A família já realizava buscas após relatos de que ela teria sido vista às margens da rodovia.A ocorrência foi registrada como localização de pessoa desaparecida. A mulher foi encaminhada a uma unidade de pronto atendimento, acompanhada por familiares.
Em menos de 24h, BR-116 tem dois acidentes graves no trecho de Jaguaquara
Motorista de 66 anos morreu no local após colisão entre van e carreta; passageiros ficaram feridos.
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Foto: Reprodução
Um motorista de van morreu em um acidente na manhã desta segunda-feira (10) em um trecho da BR-116, entre os municípios de Jaguaquara e Irajuba, no Vale do Jiquiriçá. Segundo informações, a colisão ocorreu menos de 24 horas após outro acidente envolvendo uma carreta e um micro-ônibus, que deixou dois feridos. Desta vez, a batida foi entre uma van e uma carreta-baú, no km 619 da rodovia, próximo à entrada de Itaquara — a cerca de um quilômetro do ponto do acidente anterior.De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a van seguia sentido Irajuba–Jaguaquara quando colidiu frontalmente com a carreta. O impacto foi violento e o motorista, identificado como Carlito Gonçalves de Oliveira, de 66 anos, morreu no local.
Foto: reprodução
Os passageiros da van ficaram feridos e foram socorridos por equipes do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) para unidades de saúde da região. Até o momento, não há informações oficiais sobre o número de feridos nem sobre o estado de saúde deles. Com a colisão, a pista ficou parcialmente interditada até a remoção dos veículos e liberação do tráfego.A sequência de acidentes em um intervalo tão curto reforça o alerta sobre as condições da via e a segurança no trecho da BR-116, uma das rodovias de maior fluxo de veículos pesados na Bahia.























