EUA atacam Pix e acusam Brasil de favorecimento
EUA atacam Pix e acusam Brasil de favorecimento
Documento do governo norte-americano cita prejuízos a empresas como Visa, MasterCard e WhatsApp Pay e pode resultar em novas medidas comerciais contra o Brasil.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O sistema de pagamentos instantâneos Pix voltou ao centro de uma disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos após relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) acusar o governo brasileiro de conceder tratamento preferencial ao mecanismo. O relatório afirma que o Pix recebe vantagens consideradas "injustas e discriminatórias", afetando empresas americanas do setor de pagamentos eletrônicos como Visa, MasterCard e WhatsApp Pay.
- As medidas propostas pelo USTR incluem a possibilidade de aplicação de tarifas de até 25% sobre determinados produtos brasileiros, o que gerou reações críticas de especialistas que afirmam que o avanço do Pix representa uma alternativa pública e gratuita aos sistemas privados de pagamento, reduzindo custos para consumidores e comerciantes.
Foto: Marcello Casal jr | Agência Brasil
O sistema de pagamentos instantâneos Pix voltou ao centro de uma disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos. Em relatório divulgado nesta segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) acusou o governo brasileiro de conceder tratamento preferencial ao mecanismo criado pelo Banco Central, o que, segundo o órgão, prejudicaria empresas americanas do setor de pagamentos eletrônicos. O documento afirma que o Pix recebe vantagens consideradas "injustas e discriminatórias", afetando companhias como Visa, MasterCard e WhatsApp Pay. Para o governo norte-americano, as regras adotadas pelo Banco Central favorecem o sistema brasileiro em detrimento de concorrentes privados. A investigação foi iniciada há cerca de um ano durante o governo do presidente Donald Trump e integra uma análise mais ampla sobre supostas práticas comerciais consideradas desleais por parte do Brasil. Entre as recomendações apresentadas no relatório está a possibilidade de aplicação de tarifas de até 25% sobre determinados produtos brasileiros. O USTR também questiona o papel do Banco Central como regulador e operador do Pix, apontando um possível conflito de interesses. Segundo o órgão, a obrigatoriedade de participação de grandes instituições financeiras no sistema e a oferta gratuita do serviço seriam fatores que ampliam a vantagem competitiva da ferramenta brasileira. Especialistas, no entanto, contestam a avaliação americana. Para o economista Pedro Paulo Zahluth Bastos, da Unicamp, o avanço do Pix representa uma alternativa pública e gratuita aos sistemas privados de pagamento, reduzindo custos para consumidores e comerciantes. Agora, o governo brasileiro e empresas afetadas terão até o dia 15 de julho para apresentar manifestações sobre o relatório. Após esse prazo, os Estados Unidos poderão decidir pela adoção de medidas comerciais relacionadas ao caso.
Lula defende Pix e rebate críticas dos EUA
Lula defende Pix e rebate críticas dos EUA
Declaração foi feita durante agenda em Salvador após relatório americano apontar suposto favorecimento do Banco Central ao sistema de pagamentos brasileiro.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o Pix em evento em Salvador, após críticas dos Estados Unidos sobre o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro. Lula afirmou que o Pix continuará sendo aperfeiçoado e é importante para milhões de brasileiros, e rechaçou a ideia de que o sistema teria tratamento preferencial.
- O governante também destacou que o sistema será continuado a evoluir para atender às necessidades da população, e rebateu críticas de empresas norte-americanas sobre uma suposta desvantagem competitiva do Pix em relação a outros meios de pagamento.
Foto: Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu em defesa do Pix nesta terça-feira (2) e rebateu as críticas feitas pelos Estados Unidos ao sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. Durante evento realizado em Salvador, o chefe do Executivo afirmou que a ferramenta continuará sendo aperfeiçoada e destacou sua importância para milhões de brasileiros. “O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”, declarou o presidente. A manifestação ocorre após a divulgação de um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que apontou preocupações de empresas norte-americanas sobre um suposto tratamento preferencial concedido pelo Banco Central ao sistema brasileiro. Segundo o documento, o fato de o Banco Central criar, operar e regulamentar o Pix poderia gerar vantagens competitivas em relação a outros meios de pagamento oferecidos por empresas privadas. O relatório também cita a obrigatoriedade de adesão ao sistema por instituições financeiras com mais de 500 mil contas. Ao comentar o tema, Lula reforçou que o Pix se consolidou como uma das principais ferramentas financeiras do país e indicou que o sistema continuará evoluindo para atender às necessidades da população. Lançado pelo Banco Central em 2020, o Pix revolucionou as transações financeiras no Brasil ao permitir transferências instantâneas, gratuitas para pessoas físicas e disponíveis 24 horas por dia. Atualmente, a plataforma é utilizada por milhões de brasileiros e movimenta volumes superiores aos registrados por diversos meios tradicionais de pagamento. A discussão sobre o sistema ocorre em meio às análises do governo norte-americano sobre práticas comerciais envolvendo o Brasil. O relatório ainda poderá receber manifestações do governo brasileiro antes da definição de eventuais medidas por parte dos Estados Unidos.























