Lula e Trump conversam por mais de uma hora e defendem retomada do diálogo entre Brasil e EUA
Presidentes discutiram tarifas comerciais, combate ao crime organizado e conflitos internacionais durante ligação.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com Donald Trump, abordando relações comerciais, combate ao crime organizado e conflitos internacionais. A ligação, de cerca de 1h20, destacou a oposição de Lula às novas tarifas norte‑americanas e a necessidade de diálogo contínuo.
- Na esfera de segurança, Lula reforçou a cooperação bilateral, citando a Lei Antifacção e o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, enquanto Trump propôs novas negociações. Ambos discutiram a Ucrânia, o Oriente Médio e criticaram a atuação do Conselho de Segurança da ONU, defendendo soluções diplomáticas.
Foto: Ricardo Stuckert | PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone, na manhã desta sexta-feira (21), com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A ligação durou cerca de 1 hora e 20 minutos e teve como principais temas as relações comerciais entre os dois países, o combate ao crime organizado e os conflitos internacionais. Durante a conversa, Lula contestou os argumentos usados pelo governo norte-americano para impor novas tarifas sobre produtos brasileiros e afirmou que as medidas prejudicam tanto o Brasil quanto os Estados Unidos. Trump concordou com a necessidade de manter o diálogo e propôs um novo encontro entre as equipes diplomáticas dos dois países. Na área da segurança, Lula defendeu o fortalecimento da cooperação bilateral no combate ao crime organizado. O presidente destacou ações como a Lei Antifacção, a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia e informou que o bloqueio de recursos de organizações criminosas já alcançou cerca de R$ 17 bilhões. Trump afirmou que indicará representantes de alto escalão para dar continuidade às negociações. Os dois líderes também discutiram os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio e defenderam soluções por meio da diplomacia. Lula ainda criticou a atuação do Conselho de Segurança da ONU diante das guerras e afirmou que "os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos".
Lula diz que quer PF nos EUA para prender brasileiros
Lula diz que quer PF nos EUA para prender brasileiros
Em Nova Déli, presidente afirma que pretende obter aval de Trump para operações da Polícia Federal nos EUA contra crime organizado.
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende realizar operações da Polícia Federal nos Estados Unidos, com autorização do governo de Donald Trump, para combater o crime organizado e prender brasileiros envolvidos em atividades criminosas em solo norte-americano. A declaração foi feita neste domingo (22), em Nova Déli, onde Lula participava de uma cúpula sobre inteligência artificial e uma visita de Estado convidado pelo primeiro-ministro Narendra Modi.“Eu não quero recebê-los, eu quero prendê-los”, afirmou o presidente ao se referir aos criminosos brasileiros nos EUA.A proposta surge em meio à intenção de aprofundar a cooperação bilateral no enfrentamento ao crime organizado, inspirada em parte pela invasão americana à Venezuela que resultou na prisão do ex-presidente Nicolás Maduro sob alegação de narcotráfico e crime organizado — ação que gerou preocupação no governo brasileiro sobre instabilidade regional.Lula afirmou que o governo dos EUA já recebeu informações, como nomes e documentos da Receita Federal do Brasil, sobre suspeitos que vivem nos Estados Unidos. Ele disse que o tema será um dos principais na reunião bilateral prevista com Trump em março — encontro que deve contar com ministros, incluindo o da Justiça e representantes da PF e da Receita.O presidente também afirmou que a PF terá representantes em comitiva oficial e poderá expandir sua atuação em outros países, desde que haja autorização dos governos locais.A iniciativa sinaliza uma tentativa de intensificar o combate ao crime transnacional, mas depende de interlocução diplomática com Washington e de acordos formais sobre jurisdição e cooperação entre as forças de segurança dos dois países.
Encontro entre Lula e Trump gera recorde de engajamento e divide opiniões online
Encontro entre Lula e Trump gera recorde de engajamento e divide opiniões online
Publicação atingiu 72 milhões de visualizações e ultrapassou o recorde anterior do petista; levantamento da Quaest aponta maioria de reações neutras.
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)
Foto: Ricardo Stuckert | PR
A fotografia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o ex-presidente norte-americano Donald Trump registrou recorde de visualizações e engajamento nas redes sociais do petista, segundo levantamento da consultoria Quaest.Entre os dias 21 e 27 de outubro, a imagem acumulou 72 milhões de visualizações, 778 mil menções, 22 milhões de curtidas e 7,5 milhões de compartilhamentos no Instagram, X (antigo Twitter), TikTok e Facebook.A publicação superou o antigo recorde de engajamento de Lula, que pertencia à foto em que ele aparece de sunga ao lado da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, divulgada em agosto de 2021. Na época, a imagem havia alcançado 65 milhões de visualizações, 4,6 milhões de menções, 19 milhões de curtidas e 7 milhões de compartilhamentos.Ambas as fotos foram feitas pelo fotógrafo Ricardo Stuckert e publicadas nas redes do presidente.De acordo com a Quaest, 54% das menções sobre a nova imagem foram neutras, 26% positivas e 20% negativas. Para o diretor da consultoria, Felipe Nunes, o recorde evidencia “a política como imagem”.“O sorriso, a postura, o aperto de mão — tudo é simbólico. É resultado da guerra de narrativas: a direita tentando emplacar a menção a Bolsonaro e a esquerda comemorando a virada”, avaliou.O registro foi feito durante o encontro entre Lula e Trump em Kuala Lumpur, na Malásia, durante a cúpula da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático).Os dois líderes participaram de uma reunião bilateral de cerca de 50 minutos, em que discutiram as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil.Após o encontro, Trump afirmou ter “muito respeito pelo Brasil” e deixou aberta a possibilidade de trabalhar em novos acordos.“Acho que tudo é justo. Tenho muito respeito pelo seu presidente, tenho muito respeito pelo Brasil”, disse o republicano.Lula, por sua vez, afirmou que a pauta com os EUA será longa, mas demonstrou otimismo quanto a um entendimento.“Quando dois presidentes sentam à mesa e colocam seus pontos de vista, a tendência natural é chegar a um acordo”, declarou.Na terça-feira (8), Trump também parabenizou Lula pelo aniversário, mencionando a possibilidade de reduzir tarifas entre os dois países.
























