Temer busca diálogo para reduzir tensão entre ministros do STF
Temer busca diálogo para reduzir tensão entre ministros do STF
Ex-presidente almoçou com aliados de André Mendonça em São Paulo; encontro ocorreu em meio à crise envolvendo Alexandre de Moraes e o caso Banco Master.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O ex‑presidente Michel Temer, que indicou Alexandre de Moraes ao STF, reuniu‑se nesta quarta‑feira (16) em São Paulo com aliados do ministro André Mendonça, durante visita institucional ao Tribunal de Contas do Estado, para tentar conter a tensão que se instalou entre os ministros da Corte. Temer afirmou que o encontro foi “apenas um almoço entre amigos”, mas a reunião reflete a preocupação com a crise no Supremo, que também se manifesta em São Paulo após a operação do ministro Flávio Dino contra o deputado Cezinha de Madureira (PL‑SP), investigado por suposta tentativa de influenciar decisões judiciais e por movimentação de R$ 510 mil em dinheiro vivo.
- A defesa de Cezinha não foi citada, e o parlamentar espera que a apuração siga sem interferência política ou eleitoral, enquanto a tensão entre os ministros continua a impactar o cenário político nacional.
Foto: Reprodução
O ex-presidente Michel Temer (MDB), responsável pela indicação de Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Federal (STF), se reuniu nesta quarta-feira (16) com aliados do ministro André Mendonça, em São Paulo, em uma tentativa de reduzir a tensão entre integrantes da Corte. O encontro ocorreu durante uma visita institucional ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP), onde Temer almoçou com conselheiros. Segundo interlocutores, o ex-presidente demonstrou preocupação com a crise no Supremo e conversou com o grupo de Mendonça para evitar uma escalada do conflito. Temer, porém, afirmou à reportagem que foi “apenas um almoço entre amigos”. Entre os presentes estavam conselheiros próximos a Mendonça, como Maxwell Borges e Wagner Rosário. A tensão entre os ministros também repercute em São Paulo após uma operação determinada pelo ministro Flávio Dino contra o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP), aliado do governador Tarcísio de Freitas. O parlamentar é investigado por suspeita de tentar influenciar decisões judiciais, mas nega irregularidades. A apuração teve origem em uma investigação sobre o transporte de R$ 510 mil em dinheiro vivo. A defesa de Cezinha não foi mencionada no relato, que informa que o deputado espera uma investigação sem interferência política ou eleitoral.
Vorcaro afirma em delação que R$ 5 milhões em doações a Bolsonaro e Tarcísio eram propina
Ex-banqueiro afirmou que valores seriam contrapartida para manter contrato do Credcesta em São Paulo.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O ex‑banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em proposta de delação premiada, que R$ 5 milhões doados às campanhas de Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas eleições de 2022 fariam parte de um suposto esquema de propina ligado ao programa Credcesta e a negociações envolvendo o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Segundo Vorcaro, parte dos recursos teria sido paga em dinheiro e outra parte encaminhada como doações oficiais às campanhas e partidos aliados.
- A colaboração premiada foi rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria‑Geral da República. Gilberto Kassab e a defesa de Tarcísio de Freitas negaram qualquer participação nas tratativas, ressaltando que a campanha de 2022 recebeu mais de 600 doadores, cumpriu a legislação eleitoral e teve as contas aprovadas pela Justiça Eleitoral.
Foto: Reprodução
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em proposta de delação premiada, que R$ 5 milhões doados às campanhas de Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), nas eleições de 2022, fariam parte de um suposto esquema de propina. As informações foram divulgadas pelo UOL nesta quinta-feira (3). Segundo o relato, R$ 3 milhões teriam sido destinados à campanha de Bolsonaro e R$ 2 milhões à de Tarcísio. Vorcaro alegou que os repasses seriam uma contrapartida para garantir a permanência do programa Credcesta no Governo de São Paulo, em uma suposta negociação envolvendo o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. O ex-banqueiro afirmou ainda que o pagamento seria feito inicialmente em dinheiro, mas que interlocutores ligados a Kassab teriam solicitado que parte dos valores fosse repassada por meio de doações oficiais às campanhas e partidos aliados. A proposta de colaboração premiada, no entanto, foi rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Em nota, Gilberto Kassab negou qualquer participação nas tratativas e afirmou que nunca discutiu doações com Daniel Vorcaro ou Augusto Lima. A defesa do governador Tarcísio de Freitas também negou qualquer vínculo com o ex-banqueiro e informou que a campanha de 2022 recebeu mais de 600 doadores, cumpriu a legislação eleitoral e teve as contas aprovadas pela Justiça Eleitoral.
Governo de SP aciona STF contra demora da União em empréstimo e alega questões políticas
Estado afirma que aguarda há mais de 70 dias autorização do governo federal para operação destinada a obras de mobilidade.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O governo de São Paulo acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a União para acelerar a liberação de uma garantia federal para um empréstimo de R$ 5,45 bilhões junto ao Banco do Brasil, que será destinado a obras de transporte e mobilidade urbana. A gestão paulista alega que a operação aguarda a assinatura do Ministério da Fazenda há mais de 70 dias e pede uma decisão liminar para obrigar a liberação em até 48 horas, sob o risco de perder o prazo limite estabelecido por resolução do Senado.
- Por outro lado, o Ministério da Fazenda argumenta que o processo segue o trâmite regular e está em fase final de análise, destacando que a União já concedeu cerca de R$ 30 bilhões em crédito para São Paulo desde 2023. A disputa judicial intensifica o embate político entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador Tarcísio de Freitas, com a petição paulista mencionando uma possível 'conveniência política' no atraso e a disparidade no tempo de atendimento em relação a outros estados.
Foto: Reprodução
O governo de São Paulo acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a União para tentar acelerar a liberação de uma garantia federal para um empréstimo de R$ 5,45 bilhões junto ao Banco do Brasil. A ação foi apresentada pela procuradora-geral do Estado, Inês Coimbra. Segundo o governo paulista, a operação aguarda há mais de 70 dias uma autorização do Ministério da Fazenda. Os recursos serão destinados a obras de transporte e mobilidade urbana. De acordo com o processo, a Secretaria do Tesouro Nacional deu parecer favorável ao empréstimo em 19 de maio. Desde 10 de junho, porém, a operação estaria aguardando a assinatura do ministro da Fazenda, Dario Durigan. O governo de São Paulo pediu ao STF uma decisão provisória para obrigar a União a liberar a operação. Caso o ministro não assine o documento em 48 horas, o Estado quer que a autorização seja concedida judicialmente. Governo federal contesta: Em nota, o Ministério da Fazenda afirmou que a operação segue o trâmite regular e está na fase final de análise. A pasta também informou que houve troca de documentos e pedidos de informações entre o Tesouro Nacional e o governo paulista desde novembro de 2025. Segundo o ministério, desde 2023 a União já concedeu aval para cerca de R$ 250 bilhões em operações de crédito de estados e municípios. Desse total, R$ 30 bilhões foram destinados ao governo de São Paulo. Prazo aumenta pressão: A pressa do governo paulista tem relação com um prazo previsto em uma resolução do Senado. Caso a autorização não seja publicada até 7 de setembro, a operação ficará impedida de ser contratada durante o restante do mandato. Na ação, São Paulo também compara o processo com outras operações semelhantes e afirma que 61 empréstimos foram autorizados, em média, em menos de um mês. O governo paulista cita ainda uma operação de R$ 2 bilhões para a Bahia, liberada em nove dias, como exemplo de diferença no tempo de análise. A ação não acusa diretamente o governo Lula de atrasar o empréstimo por razões políticas, mas menciona a possibilidade de “conveniência política” e questiona a diferença de tratamento entre os estados. O caso ocorre em meio ao embate político entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que deve disputar a reeleição em 2026.
























