Avaliação negativa do governo Lula se mantém em 40%, indica pesquisa
Levantamento indica queda na aprovação e aumento de avaliações regulares; percepção varia entre grupos sociais.
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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil
Pesquisa do Datafolha aponta que a avaliação negativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manteve estável em 40%, mesmo com a proximidade do período eleitoral. O levantamento mostra queda na avaliação positiva, que passou de 32% para 29%. Já a parcela que considera o governo regular subiu de 26% para 29%.Na avaliação pessoal do presidente no terceiro mandato, a reprovação variou de 49% para 51%, enquanto a aprovação recuou de 47% para 45%, dentro da margem de erro. A pesquisa também indica diferenças entre grupos. A avaliação positiva é mais presente entre pessoas mais velhas, com menor escolaridade e moradores do Nordeste. Já a avaliação negativa é maior entre entrevistados com maior nível de instrução, residentes do Sul, evangélicos e pessoas com renda acima de dez salários mínimos.O levantamento traz ainda comparação com o mesmo período do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, que registrava índices mais elevados de avaliação negativa e menor aprovação, segundo a série histórica.
Bahiafarma vai fabricar fármacos para câncer e doenças raras
Produção inclui fármacos usados em tratamentos oncológicos e doenças raras, aprovados pelo Ministério da Saúde dentro da Parceria para o Desenvolvimento Produtivo.
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Foto: Fidelis Melo | GOVBA
A Bahia passará a produzir quatro medicamentos biológicos destinados ao tratamento de câncer e de doenças raras por meio da Bahiafarma (Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico). A aprovação dos projetos, vinculados à Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), foi anunciada nesta segunda-feira (24) durante reunião do Grupo Executivo do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (GECEIS), no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, com a presença do governador Jerônimo Rodrigues. Segundo o governo estadual, o investimento federal permitirá ampliar a oferta de medicamentos do SUS fabricados no estado. As PDPs aprovadas contemplam a produção de quatro biológicos: Bevacizumabe, usado no tratamento de degeneração macular e de diversos tipos de câncer; Eculizumabe, voltado à Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN); Nivolumabe, indicado para melanoma avançado e Câncer de Pulmão de Células Não Pequenas; e Pertuzumabe, utilizado em casos de câncer de mama inicial e metastático.A secretária da Saúde da Bahia, Roberta Santana, afirmou que os biológicos representam tecnologia de alta complexidade no setor farmacêutico e reforçam a inserção do estado na área de biotecnologia. A reunião do GECEIS integra uma ação interministerial do Ministério da Saúde para ampliar produção nacional de insumos e fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS). A iniciativa busca desenvolver tecnologias estratégicas e garantir abastecimento ao SUS por meio de linhas produtivas distribuídas pelo país.A aprovação encerra um processo iniciado em 2024, quando a Bahiafarma encaminhou 18 propostas ao Ministério da Saúde — 15 ao Programa de PDP e três ao Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL) — como parte da estratégia de reestruturação da Fundação e de expansão produtiva no Nordeste. Visita à BionovisNa parte da tarde, o governador Jerônimo Rodrigues, a secretária Roberta Santana e a presidente da Bahiafarma, Ceuci Nunes, visitaram a planta da Bionovis, fábrica brasileira de biomedicamentos que passa a integrar a parceria com a Bahiafarma após assinatura firmada nesta segunda (24).De acordo com Ceuci Nunes, a meta é consolidar a Fundação entre os principais laboratórios públicos do país. A Bahiafarma deverá operar como uma unidade reduzida da estrutura apresentada pela Bionovis, responsável por transferir tecnologia para a produção dos quatro biomedicamentos incluídos nas PDPs.
TRE-BA anula cassação de Cleiton Vieira por suposta compra de votos em Tanque Novo
Corte considerou frágeis as provas apresentadas e entendeu que não houve dolo ou participação direta do vereador nas transferências apontadas como irregulares
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Foto: Reprodução | Redes Sociais
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) reformou a decisão de primeira instância que havia cassado o mandato do vereador Cleiton Vieira Batista (PP), do município de Tanque Novo, no Sertão Produtivo, região sudoeste da Bahia. A Corte também anulou a multa de R$ 30 mil e revogou a inelegibilidade de oito anos que havia sido imposta ao parlamentar por suposta captação ilícita de sufrágio. Cleiton foi eleito em sua primeira candidatura, nas eleições de 2024, com 1.346 votos, sendo o mais votado do pleito.De acordo com o relator do processo, o juiz Mauricio Kertzman, as provas apresentadas não sustentam a condenação. O magistrado destacou que não houve comprovação de participação direta do vereador nas transferências financeiras investigadas e que faltam indícios claros de intenção de obter votos em troca de vantagens. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que atribuiu a Cleiton o uso da empresa Diamantina Atacadista, da qual seria sócio-administrador, para realizar transferências via Pix a eleitoras, com intermediação do apoiador político Adilton Lopes Cardoso.Em primeira instância, Adilton foi absolvido, mas Cleiton teve o mandato cassado com base em áudios e mensagens de WhatsApp, considerados indícios de tentativa de disfarçar a finalidade eleitoral das transferências. No julgamento no TRE-BA, a Corte seguiu o parecer da Procuradoria Regional Eleitoral e julgou improcedente a representação. Durante o processo, testemunhas ouvidas em juízo enfraqueceram a acusação, negando qualquer vínculo entre o recebimento de valores e pedidos de voto.Uma das depoentes, Katrielly Silva Gomes, declarou de forma objetiva que a ajuda financeira recebida “não foi em troca de voto”. A Corte destacou que a condenação por compra de votos exige provas concretas e irrefutáveis, não sendo suficientes indícios não confirmados judicialmente. Com a decisão, Cleiton Vieira recupera plenamente o mandato e permanece apto a exercer funções públicas e disputar futuras eleições.























