Arrecadação federal alcança R$ 280 bilhões e bate recorde histórico em janeiro
O resultado foi registrado após uma série de alterações nas regras de tributos aprovadas em 2023 pela equipe econômica
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Foto: Reprodução | Agência Brasil
- No primeiro mês de 2024, a arrecadação do governo federal subiu 6,67% em termos reais, chegando a R$ 280,36 bilhões, de acordo com as informações divulgadas pela Secretaria da Receita Federal nesta quinta-feira (22). É o maior valor para todos os meses da série histórica do Fisco — que tem início em 1995. Ou seja, foi o valor mais alto em quase 30 anos, já considerando a correção pela inflação. O resultado foi registrado após uma série de alterações nas regras de tributos aprovadas em 2023 pela equipe econômica. O Fisco confirmou que a tributação de fundos exclusivos ajudou no aumento da arrecadação em janeiro deste ano, no valor de R$ 4,1 bilhões, assim como a retomada da tributação integral sobre combustíveis. A tributação do alto lucro dos bancos também contribuiu para o aumento.
Denúncias de exploração sexual de crianças na internet bate recorde em 2023 e registram aumento de 77%
Dados são referentes ao Brasil e foram divulgados pela ONG Safernet; Canal de Ajuda registrou aumento de 125% nos primeiros dias de 2024
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Foto: Reprodução
- O número de denúncias de exploração sexual infantil na internet bateu recorde em 2023, com 71.867 novos registros. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6) pela organização não governamental (ONG) brasileira Safernet. As queixas representam um aumento de 77% em relação ao ano anterior (2022) e o maior número da série histórica, que começou em 2005. A ONG responsável pelo estudo monitora violações de direitos humanos na internet com foco em crianças. As denúncias são ainda 28% superior ao recorde anterior, registrado em 2008, com 56.115 denúncias. De acordo com a organização, três fatores principais motivaram o aumento: as demissões em massa realizadas pelas big techs, que atingiram as equipes de segurança, integridade e moderação de conteúdo de algumas plataformas; a proliferação da venda de imagens de nudez e sexo autogeradas por adolescentes; e o uso de inteligência artificial para a criação desse tipo de conteúdo. O Canal de Ajuda da Safernet, Helpline, também registrou nos primeiros dias de 2024 aumentos em pedidos de ajuda relacionados a aliciamento sexual infantil, com disparo de 125%, e de casos relacionados à imagens de abuso e exploração sexual infantil na internet (alta de 5,88%). As denúncias são pré-processadas e disponibilizadas ao Ministério Público Federal para análise e investigação.
"Emendas Pix" para prefeituras e governos batem recorde e somam mais de R$ 8 bi
São somados R$8,2 bilhões correspondentes a um terço do valor de R$25,1 bilhões que é concedido aos deputados e senadores
Por: redação do Sudoeste Bahia
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Foto: Reprodução | Agência Brasil
- Um montante recorde será destinado por deputados e Senadores aos estados e prefeituras neste ano de eleição. São as chamadas “emendas Pix” ao Orçamento da União. No total, R$8,2 bilhões serão enviados para os governos locais por esse tipo de transferência, que é considerada a menos transparente entre as opções. O valor é quase um terço dos R$25,1 bilhões que os deputados e senadores podem indicar como "emendas individuais" que possuem cumprimento obrigatório, ou seja, não podem ser ignoradas ou canceladas pelo governo federal. Originalmente, o parlamentar precisava indicar a área e o serviço que a emenda irá custear. Através das chamadas “emendas Pix”, criadas em 2019, essas informações não são cobradas, o dinheiro vai diretamente para o caixa da prefeitura ou do governo estadual, que por conta própria, decide qual o destino do recurso disponibilizado. Oficialmente, esse mecanismo é chamado de "emenda individual de transferência especial". O apelido, no entanto, se tornou "emenda Pix" por se tratar de uma transferência simplificada.
Brasil registra recorde de crimes sexuais, com mais de 205 estupros por dia
Foram 74.930 casos em 2022, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira
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Foto: Divulgação
- O Brasil chegou ao maior número de estupros da série histórica, medida pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública desde 2011. Foram 74.930 em 2022, o que equivale a 205 estupros por dia. As informações são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (20). Os números representam um aumento de 8,2% em relação ao ano de 2021, e são apenas os casos notificados às autoridades policiais. Apenas 4,2% dos casos estão registrados no sistema de saúde. Um estudo recente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) indicou que só 8,5% dos estupros no Brasil são reportados à polícia. Dos notificados, 61,4% envolvem crianças e adolescentes até 13 anos.
Com R$188,3 bi, Petrobras registra lucro recorde em 2022
Mais de R$200 bilhões já foram distribuídos em dividendos pelo resultado do ano
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Foto: Reprodução
- Se o ano de 2022 foi bom para alguém, com certeza, foi para a Petrobras. A estatal anunciou, nesta quinta-feira (1º), que registrou um recorde histórico em seu lucro líquido. Foram R$ 188,328 bilhões no ano passado, o maior da sua história. A cifra é 76,6% maior do que os R$ 106,6 bilhões apurados em 2021, até então recorde. Apesar disso, analistas tinham uma expectativa de que o lucro líquido anual fosse cerca de R$10 bilhões maior. A companhia considera que todas as metas de produção para o ano foram atingidas, tendo atingido recorde anual na produção operada. No trimestre, a produção total própria no pre-sal foi 1,5% acima do registrado nos três meses anteriores e o lucro ficou em R$ 43,341 bilhões, alta de 37%. Para o quarto trimestre, a previsão era de ganhos entre R$ 40 bilhões e R$ 52 bilhões. O lucro recorde permitiria uma distribuição de mais R$35,8 bilhões em dividendos. A nova gestão, no entanto, propôs a retenção de R$6,5 bilhões em reserva estatutária. A medida ainda será avaliada pelos acionistas em assembleia, mas, mesmo se for acatada, mais de R$200 bilhões já foram distribuídos pelo resultado do ano. A elevada distribuição de dividendos foi alvo de fortes críticas no último ano, quando a companhia se tornou a segunda maior pagadora do mundo. A estatal atribui o resultado à alta do preço do petróleo no exterior, maiores margens de derivados, melhor resultado financeiro e os ganhos com acordos de coparticipação em campos da Cessão Onerosa, quando uma fatia foi vendida para os chineses.
Brasil bate recorde em geração de energia renovável
Foram quase 62 mil megawatts médios por mês em 2022
Por: Luciano Nascimento
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A geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis no ano passado alcançou a marca de 92%. O resultado, divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), na última quarta-feira (1°), mostra que a participação das usinas hidrelétricas, eólicas, solares e de biomassa no total de energia gerado pelo Sistema Interligado Nacional (SIN) foi a maior dos últimos 10 anos. No total, em 2022, foram gerados quase 62 mil megawatts médios por mês de energia. Segundo a CCEE, o resultado se deu, entre outros fatores, a um cenário hídrico climático mais favorável, que contribuiu para a recuperação dos reservatórios de água e da expansão das usinas movidas pelo vento e pelo sol. No ano passado, as usinas hidrelétricas responderam por 73,6% do total gerado (45.613 MW médio). As eólicas por 14,6% (9.066 MW médio). Já as demais fontes, como biomassa, pequenas centrais elétricas (PCH), solar e as centrais geradoras hidrelétricas (CGH) foram responsáveis por 11,8% (7.291 MW médio). Com relação à geração hidráulica, as chuvas de 2022 contribuíram para um aumento de 17,1% na produção das hidrelétricas, para 48 mil MW médios. Os estados que apresentaram o maior crescimento na produção de energia hidráulica em 2022 foram: Mato Grosso com aumento de 44 MW médio, São Paulo (219 MW médio), Tocantins (51 MW médio), Pará (599 MW médio), Goiás (194 MW médio ), Sergipe (176 MW médio), Rio Grande do Sul (366 MW médio), Paraná (1.728 MW médio), Minas Gerais (1.178 MW médio), Santa Catarina (545 MW médio) e Alagoas (484 MW médio). “A reversão do cenário crítico de 2021 deixa o país em uma situação muito mais confortável para 2023. Hoje a capacidade instalada desta fonte é de 116.332 MW”, informou a CCEE. Já a geração solar centralizada foi o maior destaque. Este tipo de fonte teve o maior aumento de geração em 2022, de 64,3% na comparação com o ano anterior. Ao todo foram produzidos mais de 1,4 mil MW médios. Fazendas solares - De acordo com a CCEE, a chegada de 88 novas fazendas solares ao SIN fez com que o segmento alcançasse 4% de representatividade na matriz nacional. Os estados do Rio Grande do Norte (178 MW médio), da Bahia (666 MW médio) e do Piauí (340 MW médio) forma os que apresentaram aumento na geração por fonte eólica. A geração eólica cresceu 12,6% no comparativo anual, fornecendo à rede elétrica mais de 9 mil megawatts médios. Atualmente, o país conta com 891 parques eólicos, que juntos somam mais de 25 mil megawatts de capacidade instalada. A produção de energia a partir da biomassa, que tem como principal matéria-prima o bagaço da cana-de-açúcar, registrou um leve aumento de 0,3%. Com isso, este tipo de fonte entregou ao sistema quase 3 mil MW médios em 2022. Atualmente existem 321 usinas deste tipo, com capacidade instalada total de 14.927 MW. Fontes não renováveis - Em relação à geração por fontes não renováveis foi de 5.373 MW médio, a maior participação foi por fonte térmica a gás, com 45,0% (2.419 MW médio), seguidp de fonte nuclear com 28,3% (1.522 MW médio), carvão mineral com 12,8% (690 MW médio) e as demais fontes (térmica, GNL, óleo, gás/óleo, importação e reação exotérmica) com 13,8% (743 MW médio).
Aprovação de agrotóxicos no Brasil bate recorde anual pelo sétimo ano consecutivo
22 novos agrotóxicos são classificados como "muito perigosos ao meio ambiente" pelo Ibama
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Em 2022, 652 agrotóxicos foram liberados no Brasil. O número representa uma alta de 16% em relação ao ano de 2016, quando foi registrada uma alta histórica da Coordenação-Geral de Agrotóxicos e Afins (CGAA) do Ministério da Agricultura. O volume foi 14% superior ao de 2020 e 16% maior que em 2021, quando foram liberados, respectivamente, 493 e 562 pesticidas. Desde 2016, o número de agrotóxicos autorizados cresce exponencialmente. Ao g1, uma fonte do Ministério da Agricultura disse que o aumento das liberações está relacionado a uma reorganização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável por analisar os riscos dos agrotóxicos à saúde humana. Houve uma aceleração das análises. O levantamento também mostra que 43 dos 652 agrotóxicos liberados no ano passado são inéditos. Oito foram para as indústrias e 35 para uso dos agricultores - 22 deles são classificados como "muito perigosos ao meio ambiente" pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Os outros 609 são considerados são "cópias" de matérias-primas inéditas ou produtos finais baseados que já existem no mercado.
Endividamento de brasileiros bate novo recorde e chega a 74,6% em outubro
o 11° mês seguido em que esse percentual aumenta. As dívidas com cartão de crédito aparecem na liderança, correspondendo a 84,9% do total de dívidas contratadas
Por: Maria Clara Andrade
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- A Confederação Nacional do Comércio (CNC) divulgou hoje dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplêmcia do Consumidor (Peic) do mês de outubro. O percentual de famílias que relataram ter dívidas a vencer chegou a 74,6%. O número representa uma alta de 0,6 ponto percentual em relação a setembro, o 11° aumento seguido do índice. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o aumento foi de 8,1 pontos. Segundo o CNC isso representa o segundo maior crescimento anual da série histórica. O índice de inadimplência, porém, apresentou redução em comparação com 2020. O percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso atingiu 25,6%, ficando 0,1 ponto acima do registrado no mês de setembro, e 0,5 ponto abaixo do apurado em outubro do ano passado. A quantidade de famílias que declararam não ter condições de pagar contas ou dívidas também apresentou leve queda. De 10,3% foi para 10,1% na passagem mensal e caiu 1,8% na compração anual.
Desemprego mantém recorde e atinge 14,8 milhões de brasileiros, diz IBGE
Resultado veio em linha com o esperado pelo mercado
Por: Luciane Freire
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Foto: Reprodução | Agência Brasil
- O desemprego no Brasil ficou em 14,7% no trimestre encerrado em abril e se manteve em patamar recorde, segundo divulgou nesta quarta (30) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No total, são 14,8 milhões de pessoas desempregadas. "Essa taxa e o contingente de desocupados mantêm o recorde registrado no trimestre encerrado em março, o maior da série desde 2012", destacou o IBGE. No mesmo período do ano passado, a taxa de desemprego era menor, de 12,6%. O resultado veio em linha com o esperado pelo mercado.
Pesquisa aponta rejeição recorde a Bolsonaro de 54% na gestão da pandemia
Por: Matheus Simoni
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Foto: Reprodução | Getty Images
- A pesquisa do instituto Datafolha apresentada hoje (17) aponta um recorde na rejeição do trabalho do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia da Covid-19. De acordo com o levantamento, 54% dos brasileiros veem sua atuação como ruim ou péssima. Na pesquisa passada, realizada em 20 e 21 de janeiro, 48% reprovavam o trabalho de Bolsonaro na pandemia.? A pesquisa desta semana aponta que o índice daqueles que acham sua gestão da crise ótima ou boa passou de 26% para 22%, enquanto quem a vê como regular foi de 25% para 24%. Não opinaram 1%.O instituto ouviu por telefone 2.023 pessoas nos dias 15 e 16 de março. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos. Consideram o presidente o principal culpado pela fase aguda da pandemia, que já matou mais de 280 mil no país e vê um colapso nacional do sistema de saúde devido ao pico de infecções, 43% dos ouvidos. Nesta semana, o quarto ministro da Saúde do governo Bolsonaro foi anunciado: Marcelo Queiroga assume a pasta que era ocupada por Eduardo Pazuello.Confira o detalhamento da pesquisa: 54% avaliam como ruim ou péssima a atuação de Bolsonaro na pandemia (janeiro: 48%; dezembro: 42%; agosto: 43%; junho: 49%; maio: 50%; abril: 45%; abril: 38%; abril: 39%; março: 33%). 22% avaliam como ótima ou boa a atuação de Bolsonaro na pandemia (janeiro: 26%; 27dezembro: 30%; agosto: 30%; junho: 27%; maio: 27%; abril: 27%; abril: 36%; abril: 33%; março: 35%). 24% avaliam como regular a atuação de Bolsonaro na pandemia (janeiro: 25%; dezembro: 27% agosto: 25%; junho: 23%; maio: 22%; abril: 25%; abril: 23%; abril: 25%; março: 26%). Não soube responder: 1%.
Desemprego no período da pandemia chega a 14,2% e atinge novo recorde
Por: Adele Robichez
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Foto: Reprodução | Agência Brasil
- O desemprego atingiu um novo recorde em novembro, segundo dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) da Covid-19 divulgados hoje (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e chegou a 14,2%. O levantamento acontece durante a crise causada pela epidemia do coronavírus no país. A pesquisa indica que o Brasil chegou ao final do mês de novembro com mais de 14 milhões de pessoas desempregadas. O número representa um crescimento de 2% em relação a outubro, quando ainda eram 13,8 milhões de desempregados. E de quase 40% considerando a pesquisa desde maio, quando o desemprego atingia 10 milhões de brasileiros. O índice de desemprego durante a pandemia, então, passou de 10,7% em maio para 14,2% em novembro. Desde julho, o país vem batendo recordes sucessivos de desemprego. Muitos trabalhadores vêm perdendo seus empregos devido a pandemia da Covid-19 e passaram a buscar um emprego após a flexibilização dos protocolos restritivos. De acordo com a coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Viera, o aumento da população desocupada ocorreu majoritariamente na região Nordeste.























