MPBA recomenda reforço na proteção de crianças e adolescentes durante a Micaguanambi 2026
Recomendação prevê fiscalização da venda de bebidas alcoólicas, equipes de proteção e reforço policial durante o evento em Guanambi
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) emitiu uma recomendação para garantir a proteção de crianças e adolescentes durante o aniversário de Guanambi e a Micaguanambi 2026. O documento, expedido pelo promotor de Justiça Alex Bezerra Bacelar, estabelece diretrizes rigorosas para coibir a venda de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos e prevenir ocorrências de abuso, exploração sexual, violência e desaparecimentos ao longo das festividades.
- Entre as medidas solicitadas, a Prefeitura de Guanambi deverá exigir um plano específico de proteção à infância dos organizadores, além de instalar placas informativas e manter equipes do Conselho Tutelar e da Assistência Social de plantão. As polícias Militar e Civil reforçarão a fiscalização nos pontos de venda, enquanto os comerciantes, proprietários de camarotes e ambulantes deverão obrigatoriamente exigir documento oficial com foto antes de comercializar bebidas alcoólicas.
Foto: Adriano Cardoso/ Cecom Imprensa MPBA
O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) recomendou a adoção de medidas de proteção a crianças e adolescentes durante as comemorações do aniversário de Guanambi e a realização da Micaguanambi 2026. A recomendação foi expedida nesta segunda-feira (10) pelo promotor de Justiça Alex Bezerra Bacelar e direcionada ao poder público municipal, forças de segurança, organizadores e comerciantes. O documento estabelece medidas para impedir a venda e o fornecimento de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos e prevenir casos de abuso, exploração sexual, violência, desaparecimento e outras situações de vulnerabilidade durante os festejos. A recomendação tem como base a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O MPBA alerta que vender, fornecer ou entregar bebida alcoólica a menores de idade configura crime, conforme o artigo 243 do Estatuto, sujeito a detenção e multa. Entre as medidas indicadas à Prefeitura de Guanambi está a exigência de um plano específico de proteção à infância por parte dos organizadores do evento. O município também deverá instalar placas informativas sobre a proibição da venda de bebidas a menores, promover campanhas educativas e disponibilizar pontos de acolhimento e proteção. Outra orientação é a adoção de mecanismos para facilitar a identificação de crianças e adolescentes durante os eventos. A Secretaria Municipal de Assistência Social e o Conselho Tutelar deverão manter equipes de plantão, incluindo psicólogos e assistentes sociais, nas áreas de maior concentração de público. As equipes também deverão realizar busca ativa de crianças desacompanhadas e atuar em situações que possam representar risco ou violação de direitos. Às polícias Militar e Civil, o MPBA recomendou o reforço do policiamento ostensivo e da fiscalização nos pontos de venda de bebidas alcoólicas. Os órgãos também deverão dar prioridade à apuração de ocorrências e à adoção das medidas cabíveis em casos de infrações envolvendo crianças e adolescentes. Comerciantes, responsáveis por camarotes, bares e vendedores ambulantes cadastrados deverão exigir documento oficial com foto no momento da venda de bebidas alcoólicas. Em caso de dúvida sobre a idade do consumidor, a orientação é que a venda seja recusada. O Ministério Público estabeleceu prazo de dois dias úteis para que os órgãos e responsáveis notificados confirmem o recebimento da recomendação e apresentem o planejamento das ações de fiscalização e proteção que serão adotadas durante a Micaguanambi 2026.
Foto: Divulgação | Governo de Igaporã
A Prefeitura de Igaporã, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, promoveu ao longo do mês de maio a Campanha Maio Laranja, iniciativa voltada ao combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. Com o slogan “Juntos por um futuro seguro para nossas crianças. Não se cale, denuncie!”, a mobilização envolveu diversas ações educativas e de conscientização realizadas na sede e na zona rural do município. A campanha contou com o apoio das demais secretarias municipais e de entidades da sociedade civil, reforçando o compromisso coletivo com a proteção da infância e da adolescência. As atividades foram desenvolvidas em todas as escolas da rede municipal, no colégio estadual e em instituições de ensino privadas, além de intervenções em espaços públicos, como a caminhada realizada no dia 18 de maio, data alusiva à luta nacional contra a violência sexual infantojuvenil. De acordo com o secretário municipal de Assistência Social, Marcos André, a campanha foi realizada de forma integrada, com a participação do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e do Conselho Tutelar. “Com uma política de proteção social fortalecida e presente onde mais precisa, conseguimos levar informação e conscientização a toda a comunidade. Proteger nossas crianças é um dever de todos, e o sucesso da campanha reflete o empenho das equipes e o apoio das demais secretarias”, destacou. Além da Secretaria de Assistência Social, também participaram da organização servidores das áreas de Educação, Saúde, Cultura e Turismo, Esporte e Lazer, demonstrando a importância da atuação intersetorial na promoção de políticas públicas eficazes. A gestão municipal priorizou ações voltadas à conscientização, prevenção e proteção, com o objetivo de fortalecer o cuidado, o respeito e a garantia de direitos das crianças e adolescentes. A Prefeitura de Igaporã agradece a todos os profissionais, parceiros, instituições de ensino e à comunidade que contribuíram para o êxito da campanha, reafirmando o compromisso de seguir promovendo iniciativas que assegurem mais informação, respeito e segurança para o público infantojuvenil.
Senado suspende resolução do Conanda sobre aborto legal
Senado suspende resolução do Conanda sobre aborto legal
Medida aprovada pelos senadores revoga resolução que orientava o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual; decisão divide parlamentares e entidades.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (2) a suspensão da Resolução nº 258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), norma que estabelecia diretrizes para o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. A decisão, tomada por meio do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 3/2025, de autoria da deputada federal Chris Tonietto e com parecer favorável da senadora Damares Alves, gerou forte repercussão entre parlamentares, governo e entidades ligadas à defesa da infância. A resolução visava regulamentar procedimentos de acolhimento e encaminhamento de vítimas, incluindo casos de gravidez resultante de estupro e anencefalia fetal.
- A anulação da norma foi defendida sob o argumento de que o Conanda teria extrapolado suas competências legais, visão compartilhada por parlamentares favoráveis ao projeto. Em contrapartida, entidades de direitos humanos, organizações da sociedade civil, o próprio Conanda e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania criticaram a medida, classificando-a como um retrocesso e afirmando que a resolução apenas organizava procedimentos para garantir a legislação já existente. O tema promete continuar gerando debates nos próximos dias, dada a divergência sobre os impactos da decisão na rede de proteção às vítimas de violência sexual no país.
Foto: Roque de Sá | Agência Senado
O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (2) a suspensão da Resolução nº 258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), norma que estabelecia diretrizes para o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. A decisão provocou forte repercussão entre parlamentares, integrantes do governo federal e entidades ligadas à defesa dos direitos da infância. A resolução, aprovada pelo Conanda em dezembro de 2024, regulamentava procedimentos de acolhimento e encaminhamento de vítimas, além de orientar a atuação dos órgãos da rede de proteção em situações já previstas pela legislação brasileira, incluindo casos de gravidez resultante de estupro, risco à vida da gestante e anencefalia fetal. A revogação ocorreu por meio da aprovação do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 3/2025, de autoria da deputada federal Chris Tonietto (PL-RJ). A matéria recebeu parecer favorável da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que defendeu a anulação da norma sob o argumento de que o conselho teria ultrapassado suas competências legais. A votação foi realizada de forma simbólica e em tramitação acelerada no plenário da Casa. Após a aprovação, o texto segue para promulgação pelo Senado. A decisão foi comemorada por parlamentares favoráveis ao projeto, que afirmam que a resolução continha dispositivos que extrapolavam a função normativa do Conanda. Por outro lado, a medida gerou críticas de entidades de defesa dos direitos humanos, organizações da sociedade civil e integrantes do governo federal. Em nota oficial, o Conanda classificou a derrubada da resolução como um retrocesso na proteção de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. O órgão argumenta que a norma não criava novos direitos, mas apenas organizava procedimentos para garantir o cumprimento da legislação já existente. O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania também manifestou preocupação com a decisão. A pasta afirmou que continuará atuando na defesa dos direitos das vítimas e na promoção de políticas públicas voltadas ao acolhimento e à proteção de crianças e adolescentes. O tema deve continuar gerando debates nos próximos dias, diante da divergência entre setores políticos e instituições sobre os impactos da medida na rede de proteção às vítimas de violência sexual no país.
17º BPM participa de fórum sobre proteção de crianças em Guanambi
17º BPM participa de fórum sobre proteção de crianças em Guanambi
Evento reuniu representantes da segurança pública, Justiça, Educação e sociedade civil para fortalecer ações de combate à violência sexual infantojuvenil.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- A Polícia Militar participou do 1º Fórum Municipal "Romper o Silêncio" em Guanambi, reforçando o compromisso com ações preventivas contra abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. O evento contou com palestras e apresentações educativas para debater o enfrentamento à violência sexual e incentivar a participação da comunidade na construção de uma rede de apoio no município.
- Além de promover ações preventivas, o fórum buscou ampliar o debate sobre o enfrentamento à violência sexual e fortalecer as políticas públicas de proteção à infância e adolescência. A Polícia Militar destaca que a participação reforça o compromisso da corporação com ações que visam conscientizar a população sobre a importância de denunciar e trabalhar juntos para proteger os menores.
Foto: Divulgação | Polícia Militar - 17ºBPM
O 17º Batalhão da Polícia Militar participou, nesta segunda-feira (25), do 1º Fórum Municipal “Romper o Silêncio e Fortalecer a Rede de Proteção”, realizado na Câmara de Vereadores de Guanambi. O encontro integrou as ações da campanha “Faça Bonito”, mobilização nacional voltada ao combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, lembrado anualmente em 18 de maio. O evento reuniu representantes das áreas de segurança pública, saúde, educação, Justiça e sociedade civil com o objetivo de fortalecer o trabalho integrado da rede de proteção no município. Durante a programação, o promotor de Justiça Miller Castro ministrou uma palestra sobre os aspectos legais relacionados ao enfrentamento da violência sexual infantojuvenil. Na apresentação, ele destacou a importância das denúncias e da atuação conjunta entre os órgãos responsáveis pela proteção de crianças e adolescentes. O fórum também contou com uma apresentação teatral educativa, abordando de maneira sensível os sinais de abuso e a necessidade de romper o silêncio diante de situações de violência. Segundo a Polícia Militar, a participação do 17º BPM reforça o compromisso da corporação com ações preventivas, educativas e de conscientização social, além do fortalecimento das políticas públicas de proteção à infância e adolescência. A iniciativa buscou ampliar o debate sobre o enfrentamento à violência sexual e incentivar a participação da comunidade na construção de uma rede de apoio mais efetiva no município.























