Flávio Bolsonaro faz novas críticas ao governo Lula: "roubou até a esperança do povo"
Senador do PL fez declarações sobre segurança pública, carga tributária, fraudes no INSS e educação durante transmissão nas redes sociais.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, fez críticas ao presidente Lula em transmissão ao vivo. Ele denunciou o aumento da carga tributária, a política econômica do governo e a investigação sobre descontos indevidos no INSS. Além disso, ele atribuiu ao presidente uma declaração sobre investimentos na educação.
Foto: Fábio Porciúncula | AFP
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, voltou a fazer críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante uma transmissão ao vivo realizada na segunda-feira (13). Em sua fala, o parlamentar abordou temas como segurança pública, carga tributária, fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e educação. Ao comentar a segurança pública, Flávio afirmou que o governo federal adota medidas que, segundo ele, favorecem criminosos. “Como que pode alguém que sofre com a violência votar nesse cara? Que defende bandido”, declarou. O senador também criticou a política econômica do governo e o aumento da carga tributária. “Você está feliz com a quantidade de imposto que paga? Foi esse governo aí aumentou 37 novos impostos, está metendo a mão no bolso de vocês com imposto. Arreaga o país com corrupção roubando as estatais, qual lógica de continuar acreditando no mentiroso desses?”, afirmou. Durante a transmissão, Flávio citou ainda as investigações sobre descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. Sem apresentar provas, o parlamentar mencionou suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. “Alguém que roubou até a esperança do povo brasileiro, seu governo roubou os velhinhos do INSS e a suspeita é que uma parte foi parar na conta do filho dele. Não é possível que você não enxergue isso, é inacreditável a que ponto chega esse país”, disse. Na área da educação, o senador também atribuiu ao presidente uma declaração sobre investimentos no setor. “O Lula falou que não investe em educação porque ele quer as pessoas ignorantes para continuarem votando nele, para não perceberem o mal que o governo dele faz para o país. Para manter as pessoas na dependência”, afirmou. Até o momento, a Presidência da República não havia se manifestado sobre as declarações do senador.
Despesa com juros cresce 116% na gestão Jerônimo Rodrigues
Despesa com juros cresce 116% na gestão Jerônimo Rodrigues
Proposta orçamentária de 2026 reserva R$ 1,9 bilhão para juros e encargos, maior valor desde o início da série histórica das LOAs.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A gestão do governador Jerônimo Rodrigues na Bahia registrou um aumento significativo na previsão de gastos com juros e encargos da dívida, com um crescimento de 116% desde 2023. Isso significa que o Estado terá um custo maior para manter empréstimos e financiamentos. Além disso, a proposta orçamentária de 2026 prevê um aumento nos novos empréstimos, o que pode aumentar os gastos futuros com juros.
- Essa tendência segue o crescimento das operações de crédito previstas pelo Estado e também a intensificação dos pedidos de autorização para contratação de empréstimos junto à Assembleia Legislativa da Bahia. Especialistas alertam que o aumento do endividamento pode elevar os gastos futuros com juros.
Foto: Divulgação
A previsão de gastos do Governo da Bahia com juros e encargos da dívida mais que dobrou durante a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e alcançou o maior valor da série histórica dos orçamentos estaduais iniciada em 2007. Os dados constam nas Leis Orçamentárias Anuais (LOAs) e mostram que a despesa prevista passou de R$ 864,9 milhões em 2023 para R$ 1,868 bilhão na proposta orçamentária de 2026, um crescimento de 116%. Os valores se referem apenas aos juros e demais encargos da dívida pública, sem incluir o pagamento do principal. Na prática, representam o custo que o Estado tem para manter empréstimos e financiamentos contratados ao longo dos anos. O aumento supera o registrado nas gestões anteriores. Durante o governo Jaques Wagner, a previsão caiu de R$ 671,8 milhões para R$ 546,5 milhões, redução de 18,66%. Já no governo Rui Costa, houve alta de 26,51%, passando de R$ 608 milhões para R$ 769,1 milhões. O avanço acompanha o crescimento das operações de crédito previstas pelo Estado. A LOA de 2023 estimava R$ 1,395 bilhão em novos empréstimos. Na proposta enviada para 2026, esse valor sobe para R$ 1,910 bilhão. Desde o início do mandato, Jerônimo Rodrigues também intensificou os pedidos de autorização para contratação de empréstimos junto à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Com um novo pedido de R$ 5,5 bilhões encaminhado neste ano, o governo chegou a 24 solicitações, que somam cerca de R$ 32,2 bilhões. Embora parte dessas operações ainda dependa de contratação e algumas tenham o Estado apenas como garantidor, especialistas apontam que o aumento do endividamento tende a elevar os gastos futuros com juros. Na comparação entre os dois últimos orçamentos, a previsão para juros da dívida passou de R$ 1,358 bilhão em 2025 para R$ 1,868 bilhão em 2026, alta de 37,5% em apenas um ano, estabelecendo um novo recorde nas contas públicas estaduais.
Senado desafia governo e aprova renegociação bilionária
Senado desafia governo e aprova renegociação bilionária
Equipe econômica estima impacto de R$ 817 bilhões em 13 anos e já prevê veto presidencial caso proposta seja aprovada pela Câmara.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira, um projeto que amplia as condições de renegociação de dívidas de grandes produtores rurais, impondo uma nova derrota ao governo Lula no Congresso Nacional. A proposta é considerada uma "pauta-bomba" pela equipe econômica do Ministério da Fazenda, com potencial para gerar um custo de até R$ 817 bilhões para a União nos próximos 13 anos. Com alterações feitas pelos senadores, o texto retornará à Câmara dos Deputados para nova análise antes de seguir para sanção presidencial.
- Integrantes do governo já trabalham com a possibilidade de veto por parte do presidente Lula, devido ao receio de que os benefícios comprometam o equilíbrio fiscal e aumentem a pressão orçamentária. O projeto também gera preocupação no sistema financeiro, que alerta para possíveis efeitos negativos sobre o mercado de crédito rural, como o incentivo à inadimplência. Caso um eventual veto presidencial seja derrubado pelo Congresso, o governo não descarta recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a constitucionalidade da medida.
Foto: Roque de Sá | Agência Senado
O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (10) o projeto que amplia as condições de renegociação de dívidas de grandes produtores rurais, impondo uma nova derrota ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso Nacional. Considerada uma das principais preocupações da equipe econômica, a proposta é classificada pelo Ministério da Fazenda como uma "pauta-bomba" devido ao potencial impacto nas contas públicas. Segundo estimativas do governo federal, a medida poderá gerar um custo de até R$ 817 bilhões para a União ao longo dos próximos 13 anos. A aprovação ocorreu mesmo após articulações do Palácio do Planalto para barrar o avanço do texto. Como os senadores fizeram alterações na proposta, o projeto precisará retornar à Câmara dos Deputados para uma nova rodada de análise antes de seguir para sanção presidencial. Nos bastidores, integrantes do governo já trabalham com a possibilidade de veto por parte do presidente Lula caso a matéria seja aprovada em definitivo pelo Congresso. A avaliação é de que os benefícios previstos para a renegociação das dívidas podem comprometer o equilíbrio fiscal e aumentar a pressão sobre o orçamento federal nos próximos anos. Além da resistência do governo, o projeto também gera preocupação no sistema financeiro. Instituições bancárias alertam para possíveis efeitos negativos sobre o mercado de crédito rural. O receio é que as condições consideradas mais flexíveis incentivem a inadimplência e provoquem insegurança jurídica nos contratos firmados entre produtores e agentes financeiros. Caso o veto presidencial seja derrubado pelo Congresso, integrantes do governo não descartam recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a constitucionalidade da medida. O tema deve seguir no centro do debate político e econômico nas próximas semanas, diante dos impactos que poderá provocar tanto para o agronegócio quanto para as contas públicas do país.
Governo prepara crédito para motoboys comprarem motos
Governo prepara crédito para motoboys comprarem motos
Programa deve oferecer até R$ 20 mil por trabalhador, com juros de 12,6% ao ano.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O governo federal está preparando uma linha de crédito de R$ 4 bilhões para financiar a compra de motocicletas por entregadores de aplicativos, com limite de R$ 20 mil por trabalhador e juros de 12,6% ao ano. A medida visa facilitar o acesso ao crédito, incluindo a possibilidade de eliminar a exigência de entrada, e seguirá modelo semelhante ao adotado para motoristas de aplicativo.
- A proposta, batizada de Move Motos, integra um pacote de crédito lançado pelo governo para diferentes categorias profissionais e visa atender aos cerca de 485 mil trabalhadores de aplicativos de entrega no Brasil
Foto: Reprodução - PR
O governo federal prepara uma nova linha de crédito para financiar a compra de motocicletas por entregadores de aplicativos. A expectativa é disponibilizar cerca de R$ 4 bilhões em financiamentos, com limite de aproximadamente R$ 20 mil por trabalhador. A proposta prevê juros próximos de 12,6% ao ano e garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO). O governo também avalia medidas para facilitar o acesso ao crédito, incluindo a possibilidade de eliminar a exigência de entrada. As regras devem seguir modelo semelhante ao já adotado para motoristas de aplicativo, com a elegibilidade dos trabalhadores sendo validada pelas próprias plataformas. Batizado de Move Motos, o programa integra um pacote de crédito lançado pelo governo para diferentes categorias profissionais. Segundo o IBGE, o Brasil tinha cerca de 485 mil trabalhadores de aplicativos de entrega em 2024.
MP de Lula zera taxa das blusinhas sobre importações de até US$ 50
MP de Lula zera taxa das blusinhas sobre importações de até US$ 50
Medida provisória assinada pelo presidente elimina imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50 em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma Medida Provisória que revoga o imposto federal de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, popularmente conhecido como “taxa das blusinhas”. A decisão, que entra em vigor imediatamente após a publicação no Diário Oficial da União, anula a cobrança estabelecida em 2025 sobre produtos adquiridos em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. O anúncio foi feito no Palácio do Planalto, ressaltando o impacto da medida para o consumo popular.
- Durante o comunicado, foi enfatizado que a revogação visa reduzir impostos sobre produtos consumidos pela população de baixa renda, conforme apontado pelo ministro Bruno Moretti. A medida, no entanto, vinha gerando divisão interna no governo, com a ala política defendendo o fim da taxação, enquanto setores como o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços resistiam à revogação, argumentando que a taxação ajudava a proteger a indústria nacional da concorrência estrangeira.
Foto: Ricardo Stuckert | PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira uma medida provisória que revoga o imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecido popularmente como “taxa das blusinhas”. A medida entra em vigor imediatamente após a publicação no Diário Oficial da União. O anúncio foi feito no Palácio do Planalto pouco antes da ida de Lula à posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques. A chamada “taxa das blusinhas” havia sido criada em 2025 por meio de lei aprovada pelo Congresso Nacional. A regra estabelecia cobrança de 20% sobre compras internacionais de pequeno valor feitas em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. O comunicado foi feito pelos ministros Miriam Belchior, da Casa Civil, Bruno Moretti, do Planejamento e Orçamento, e pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron. Durante o anúncio, Moretti afirmou que a medida reduz impostos sobre produtos consumidos pela população de baixa renda. “O que importa mesmo, presidente, é que são produtos de consumo popular”, disse. “O senhor está retirando impostos federais do consumo popular, das pessoas mais pobres.” A ministra Miriam Belchior também comentou críticas associadas ao nome popular da medida e mencionou a primeira-dama Rosângela da Silva ao falar sobre o perfil dos consumidores que utilizam plataformas internacionais. Nos bastidores, o tema vinha provocando divisão dentro do governo. Integrantes da ala política, como Guilherme Boulos e José Guimarães, defendiam o fim da cobrança. Por outro lado, setores ligados ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços resistiam à revogação e argumentavam que a taxação ajudava a proteger a indústria nacional diante da concorrência estrangeira.























