Senado desafia governo e aprova renegociação bilionária
Senado desafia governo e aprova renegociação bilionária
Equipe econômica estima impacto de R$ 817 bilhões em 13 anos e já prevê veto presidencial caso proposta seja aprovada pela Câmara.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira, um projeto que amplia as condições de renegociação de dívidas de grandes produtores rurais, impondo uma nova derrota ao governo Lula no Congresso Nacional. A proposta é considerada uma "pauta-bomba" pela equipe econômica do Ministério da Fazenda, com potencial para gerar um custo de até R$ 817 bilhões para a União nos próximos 13 anos. Com alterações feitas pelos senadores, o texto retornará à Câmara dos Deputados para nova análise antes de seguir para sanção presidencial.
- Integrantes do governo já trabalham com a possibilidade de veto por parte do presidente Lula, devido ao receio de que os benefícios comprometam o equilíbrio fiscal e aumentem a pressão orçamentária. O projeto também gera preocupação no sistema financeiro, que alerta para possíveis efeitos negativos sobre o mercado de crédito rural, como o incentivo à inadimplência. Caso um eventual veto presidencial seja derrubado pelo Congresso, o governo não descarta recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a constitucionalidade da medida.
Foto: Roque de Sá | Agência Senado
O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (10) o projeto que amplia as condições de renegociação de dívidas de grandes produtores rurais, impondo uma nova derrota ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso Nacional. Considerada uma das principais preocupações da equipe econômica, a proposta é classificada pelo Ministério da Fazenda como uma "pauta-bomba" devido ao potencial impacto nas contas públicas. Segundo estimativas do governo federal, a medida poderá gerar um custo de até R$ 817 bilhões para a União ao longo dos próximos 13 anos. A aprovação ocorreu mesmo após articulações do Palácio do Planalto para barrar o avanço do texto. Como os senadores fizeram alterações na proposta, o projeto precisará retornar à Câmara dos Deputados para uma nova rodada de análise antes de seguir para sanção presidencial. Nos bastidores, integrantes do governo já trabalham com a possibilidade de veto por parte do presidente Lula caso a matéria seja aprovada em definitivo pelo Congresso. A avaliação é de que os benefícios previstos para a renegociação das dívidas podem comprometer o equilíbrio fiscal e aumentar a pressão sobre o orçamento federal nos próximos anos. Além da resistência do governo, o projeto também gera preocupação no sistema financeiro. Instituições bancárias alertam para possíveis efeitos negativos sobre o mercado de crédito rural. O receio é que as condições consideradas mais flexíveis incentivem a inadimplência e provoquem insegurança jurídica nos contratos firmados entre produtores e agentes financeiros. Caso o veto presidencial seja derrubado pelo Congresso, integrantes do governo não descartam recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a constitucionalidade da medida. O tema deve seguir no centro do debate político e econômico nas próximas semanas, diante dos impactos que poderá provocar tanto para o agronegócio quanto para as contas públicas do país.
Governo prepara crédito para motoboys comprarem motos
Governo prepara crédito para motoboys comprarem motos
Programa deve oferecer até R$ 20 mil por trabalhador, com juros de 12,6% ao ano.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O governo federal está preparando uma linha de crédito de R$ 4 bilhões para financiar a compra de motocicletas por entregadores de aplicativos, com limite de R$ 20 mil por trabalhador e juros de 12,6% ao ano. A medida visa facilitar o acesso ao crédito, incluindo a possibilidade de eliminar a exigência de entrada, e seguirá modelo semelhante ao adotado para motoristas de aplicativo.
- A proposta, batizada de Move Motos, integra um pacote de crédito lançado pelo governo para diferentes categorias profissionais e visa atender aos cerca de 485 mil trabalhadores de aplicativos de entrega no Brasil
Foto: Reprodução - PR
O governo federal prepara uma nova linha de crédito para financiar a compra de motocicletas por entregadores de aplicativos. A expectativa é disponibilizar cerca de R$ 4 bilhões em financiamentos, com limite de aproximadamente R$ 20 mil por trabalhador. A proposta prevê juros próximos de 12,6% ao ano e garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO). O governo também avalia medidas para facilitar o acesso ao crédito, incluindo a possibilidade de eliminar a exigência de entrada. As regras devem seguir modelo semelhante ao já adotado para motoristas de aplicativo, com a elegibilidade dos trabalhadores sendo validada pelas próprias plataformas. Batizado de Move Motos, o programa integra um pacote de crédito lançado pelo governo para diferentes categorias profissionais. Segundo o IBGE, o Brasil tinha cerca de 485 mil trabalhadores de aplicativos de entrega em 2024.
MP de Lula zera taxa das blusinhas sobre importações de até US$ 50
MP de Lula zera taxa das blusinhas sobre importações de até US$ 50
Medida provisória assinada pelo presidente elimina imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50 em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma Medida Provisória que revoga o imposto federal de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, popularmente conhecido como “taxa das blusinhas”. A decisão, que entra em vigor imediatamente após a publicação no Diário Oficial da União, anula a cobrança estabelecida em 2025 sobre produtos adquiridos em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. O anúncio foi feito no Palácio do Planalto, ressaltando o impacto da medida para o consumo popular.
- Durante o comunicado, foi enfatizado que a revogação visa reduzir impostos sobre produtos consumidos pela população de baixa renda, conforme apontado pelo ministro Bruno Moretti. A medida, no entanto, vinha gerando divisão interna no governo, com a ala política defendendo o fim da taxação, enquanto setores como o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços resistiam à revogação, argumentando que a taxação ajudava a proteger a indústria nacional da concorrência estrangeira.
Foto: Ricardo Stuckert | PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira uma medida provisória que revoga o imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecido popularmente como “taxa das blusinhas”. A medida entra em vigor imediatamente após a publicação no Diário Oficial da União. O anúncio foi feito no Palácio do Planalto pouco antes da ida de Lula à posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques. A chamada “taxa das blusinhas” havia sido criada em 2025 por meio de lei aprovada pelo Congresso Nacional. A regra estabelecia cobrança de 20% sobre compras internacionais de pequeno valor feitas em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. O comunicado foi feito pelos ministros Miriam Belchior, da Casa Civil, Bruno Moretti, do Planejamento e Orçamento, e pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron. Durante o anúncio, Moretti afirmou que a medida reduz impostos sobre produtos consumidos pela população de baixa renda. “O que importa mesmo, presidente, é que são produtos de consumo popular”, disse. “O senhor está retirando impostos federais do consumo popular, das pessoas mais pobres.” A ministra Miriam Belchior também comentou críticas associadas ao nome popular da medida e mencionou a primeira-dama Rosângela da Silva ao falar sobre o perfil dos consumidores que utilizam plataformas internacionais. Nos bastidores, o tema vinha provocando divisão dentro do governo. Integrantes da ala política, como Guilherme Boulos e José Guimarães, defendiam o fim da cobrança. Por outro lado, setores ligados ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços resistiam à revogação e argumentavam que a taxação ajudava a proteger a indústria nacional diante da concorrência estrangeira.
























