Moraes editou contrato de R$ 130 milhões entre Vorcaro e escritório da esposa, diz PF
Registros digitais obtidos durante investigações indicam que o ministro aparece como responsável pela última modificação do documento; escritório afirma que consulta ocorreu para verificar possíveis impedimentos legais
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, foi vinculado à edição digital de um contrato de cerca de R$ 130 milhões entre o empresário Daniel Vorcaro e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes. Metadados encontrados em conversas recuperadas do celular de Vorcaro apontam que o ministro realizou a última alteração no documento, referente à prestação de serviços advocatícios e consultoria estratégica.
- Em resposta, o escritório Barci de Moraes esclareceu que a participação de Moraes se deu estritamente em uma análise de compliance para checar eventuais impedimentos éticos ou legais sob sua relatoria no STF. A defesa informou que nenhuma restrição foi identificada, que o magistrado nunca julgou ações ligadas ao Banco Master e que o acordo não contemplava atuações perante o Supremo Tribunal Federal.
Foto: Ricardo Stuckert | PR
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), aparece ligado à edição de um contrato de cerca de R$ 130 milhões firmado entre Daniel Vorcaro e o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, comandado por sua esposa, Viviane Barci de Moraes. A informação foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta terça-feira (1º) e confirmada pela TV Globo. O documento fazia parte de conversas recuperadas durante investigações a partir do celular de Vorcaro. Os registros digitais do arquivo indicam que Alexandre de Moraes aparece como responsável pela última alteração feita no contrato. O acordo estabelecia a prestação de serviços advocatícios e de consultoria estratégica pelo escritório da esposa do ministro. O valor total previsto para os honorários chegava a aproximadamente R$ 130 milhões. Em nota, o Barci de Moraes afirmou que a participação de Alexandre de Moraes ocorreu no contexto de uma consulta feita pelo setor de compliance do escritório. Segundo a banca, o ministro foi questionado sobre a existência de qualquer impedimento legal que pudesse inviabilizar a contratação. A consulta, de acordo com o escritório, buscava verificar se havia processos envolvendo o possível cliente sob relatoria de Moraes no STF ou outros interesses que pudessem gerar impedimento. A banca afirma que nenhuma restrição foi identificada. O escritório também declarou que Alexandre de Moraes nunca julgou uma causa envolvendo o Banco Master e que o contrato não previa atuação da banca no Supremo Tribunal Federal. Com isso, segundo a nota, o acordo foi assinado e os serviços foram prestados.
























