Operação da PF mira ex-secretário do Maranhão por suposto vazamento de informações sobre Flávio Dino
Investigação aponta que informações sigilosas teriam sido repassadas a um blogueiro para publicação de reportagens sobre o ministro Flávio Dino.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra o ex-secretário do Maranhão, Raimundo Cutrim, sob a suspeita de vazar informações restritas ao blogueiro Luís Pablo. A investigação, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes do STF, apura se Cutrim acessou sistemas confidenciais para subsidiar reportagens que questionavam o uso de veículos oficiais pelo ministro Flávio Dino.
- Em resposta, o jornalista Luís Pablo criticou a ação, classificando-a como uma tentativa de criminalização do exercício profissional e violação do sigilo de fonte. Além deste caso, o ex-secretário Raimundo Cutrim já era investigado em outra frente ligada à obstrução de Justiça no caso do homicídio do empresário João Bosco Sobrinho, ocorrido em 2022.
Foto: Gustavo Moreno | STF
A Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira (11), um mandado de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário do Governo do Maranhão, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação apura a suspeita de que Cutrim tenha obtido informações de acesso restrito e as repassado ao blogueiro Luís Pablo, responsável por publicações envolvendo o ministro Flávio Dino. Segundo a decisão de Moraes, o inquérito investiga a suposta obtenção e divulgação de informações relacionadas a Dino. A Polícia Federal afirma que a apuração começou em novembro do ano passado, após a divulgação de reportagens que questionavam o uso de veículos do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) e do Governo do Estado pelo ministro. De acordo com os investigadores, há indícios de que Raimundo Cutrim teria acessado sistemas restritos para obter os dados utilizados nas reportagens publicadas pelo blog, que se apresenta como um veículo de "jornalismo independente que incomoda o poder". Por meio da assessoria, Flávio Dino informou que solicitou o reforço das medidas de segurança para ele e seus familiares. O ministro também relatou a interlocutores ter sido alvo de perseguição no Maranhão. Em razão do sigilo do processo, a assessoria afirmou que não poderia comentar detalhes da investigação. Em nota, Luís Pablo declarou manifestar "profunda preocupação com os rumos da investigação conduzida pela Polícia Federal e, especialmente, com a tentativa de criminalizar o exercício da minha atividade jornalística". O blogueiro também afirmou causar "perplexidade que, após a identificação e violação do sigilo de uma fonte jornalística — garantia expressamente protegida pela Constituição Federal —, fatos e relações de natureza estritamente privada, sem qualquer vínculo com a produção ou publicação de conteúdo jornalístico, estejam sendo utilizados para tentar me atribuir uma conduta criminosa". Na mesma manifestação, o jornalista acrescentou que "criminalizar um jornalista, violar sua fonte e devassar relações privadas em razão do exercício de sua profissão representa uma grave ameaça às garantias asseguradas à imprensa e à própria sociedade". A defesa de Raimundo Cutrim foi procurada, mas não havia se pronunciado. O ex-secretário já havia sido alvo de outra decisão do ministro Flávio Dino em julho deste ano. Na ocasião, foram expedidos mandados de busca e apreensão, determinada sua prisão domiciliar e seu afastamento do cargo, sob suspeita de obstrução da Justiça. Durante a operação, a Polícia Federal apreendeu 26 armas em endereços ligados a Cutrim. Essa investigação também está relacionada ao homicídio do empresário João Bosco Sobrinho, ocorrido em 2022. Um dos elementos analisados é um áudio em que Raimundo Cutrim é suspeito de orientar familiares de Gilbson Cutrim a alterarem depoimentos prestados à polícia sobre o caso. Gilbson Cutrim foi apontado pela Justiça do Maranhão como executor do crime e acabou condenado a 13 anos de prisão. O episódio ganhou repercussão política e passou a integrar as disputas entre grupos ligados ao cenário pré-eleitoral do Governo do Maranhão, intensificando a troca de acusações entre aliados, dissidentes e adversários políticos. Em nota, a assessoria de Flávio Dino também rebateu as acusações envolvendo o uso de veículos oficiais. Segundo o comunicado, "jamais houve uso irregular de veículos oficiais do Tribunal de Justiça do Maranhão. Um carro blindado foi cedido por solicitação da Secretaria de Segurança do STF, no âmbito de acordo de cooperação vigente com todos os tribunais do país".
Mulher que enviou ovo envenenado é condenada a 66 anos no MA
Mulher que enviou ovo envenenado é condenada a 66 anos no MA
Duas crianças morreram após consumir chocolate com veneno; mãe sobreviveu após dias internada em UTI.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Justiça do Maranhão condenou Jordélia Pereira Barbosa a 66 anos de prisão em regime fechado pelo envenenamento de um ovo de Páscoa que resultou na morte de duas crianças, Luiz Fernando (7) e Evillyn Fernanda (13), e deixou a mãe, Mírian Lira Rocha, gravemente ferida em Imperatriz. O crime, ocorrido em abril de 2025, foi motivado por ciúmes e vingança contra Mírian, ex-companheira do então namorado da vítima, que enviou o chocolate contaminado com chumbinho.
- Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu duplo homicídio qualificado contra as crianças e tentativa de homicídio qualificado contra Mírian, com qualificadoras como motivo torpe, uso de veneno e dissimulação. Além da pena de prisão, a condenada foi sentenciada a pagar indenização por danos morais às vítimas, e sua prisão preventiva foi mantida, sem direito a recorrer em liberdade.
Foto: Reprodução
A Justiça do Maranhão condenou, na madrugada desta terça-feira (23), Jordélia Pereira Barbosa a 66 anos de prisão em regime fechado pelo envenenamento de um ovo de Páscoa que causou a morte de duas crianças e deixou uma mulher gravemente ferida em Imperatriz, no sudoeste do estado. As vítimas fatais foram Luiz Fernando Rocha Silva, de 7 anos, e Evillyn Fernanda Rocha Silva, de 13. A mãe das crianças, Mírian Lira Rocha, também consumiu o chocolate contaminado, ficou internada por vários dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas sobreviveu. Segundo o Ministério Público do Maranhão (MPMA), o crime ocorreu em abril de 2025 e foi motivado por ciúmes e vingança. Jordélia era ex-companheira do então namorado de Mírian e, de acordo com as investigações, enviou à residência da vítima um ovo de Páscoa contaminado com chumbinho, substância utilizada ilegalmente como veneno para ratos. As apurações apontaram que a acusada viajou de Santa Inês para Imperatriz, hospedou-se em um hotel utilizando nome falso e contratou um mototaxista para realizar a entrega do presente. O chocolate foi acompanhado por um bilhete com a mensagem: “Com amor para Mirian Lira. Feliz Páscoa!!!”. Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu que Jordélia cometeu duplo homicídio qualificado contra as duas crianças, com as qualificadoras de motivo torpe, uso de veneno, dissimulação e pelo fato de as vítimas serem menores de 14 anos. Os jurados também consideraram que houve tentativa de homicídio qualificado contra Mírian, pelos mesmos motivos. Conforme a decisão judicial, a morte da mulher só não ocorreu devido ao rápido atendimento médico recebido. Além da pena de 66 anos de prisão, a Justiça determinou o pagamento de indenização por danos morais equivalente a 100 salários mínimos para Mírian e 400 salários mínimos para os pais das crianças. O juiz manteve a prisão preventiva da condenada e negou o direito de recorrer em liberdade. Durante as investigações, Jordélia admitiu ter comprado e enviado o ovo de Páscoa, mas negou ter colocado veneno no alimento. A versão foi rejeitada pela acusação e considerada inconsistente pela Justiça diante das provas reunidas ao longo do processo.
Colisão entre veículos deixa prefeito maranhense e assessores feridos no oeste da Bahia
José Orlanildo Soares, o Zezão (MDB), permanece internado no Hospital do Oeste após colisão causada por motorista embriagado.
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O prefeito de Governador Luis Rocha (MA), José Orlanildo Soares de Oliveira, conhecido como Zezão (MDB), e outras duas pessoas ficaram gravemente feridas após uma colisão entre dois veículos na BR-135, próximo ao presídio de Barreiras, no oeste da Bahia. O acidente ocorreu na tarde de domingo (19), e as vítimas seguem internadas no Hospital do Oeste, nesta terça-feira (21). Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente aconteceu quando o condutor de uma caminhonete tentou realizar uma ultrapassagem. O motorista do outro veículo, ao tentar desviar para o acostamento, perdeu o controle da direção, retornou à pista e acabou colidindo com a caminhonete onde estava o prefeito, provocando o capotamento do automóvel.A caminhonete era ocupada por quatro pessoas, das quais três — incluindo o prefeito Zezão — sofreram ferimentos graves. O motorista do segundo veículo, que viajava sozinho, foi submetido ao teste do bafômetro, que indicou presença de álcool em seu organismo. Diante do resultado, o homem foi preso em flagrante por dirigir sob efeito de álcool e por lesão corporal culposa. Todas as vítimas foram socorridas e encaminhadas para atendimento médico em Barreiras.Até o momento, não há informações detalhadas sobre o estado de saúde dos feridos nem previsão de alta hospitalar. A reportagem tenta contato com a Prefeitura de Governador Luis Rocha para obter mais informações sobre a condição clínica do prefeito.
Bahia e Maranhão apresentam novos documentos para importar a Sputnik V
Bahia e Maranhão apresentam novos documentos para importar a Sputnik V
Por: Geovana Oliveira
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Foto: Reprodução | Agência Brasil
- Os governos da Bahia e do Maranhão apresentaram à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) novos documentos dentro de um processo de pedido de importação de doses da vacina Sputnik V. A informação é da Agência Brasil. Os dois estados entraram com a solicitação baseados na legislação que permite a importação pelo Brasil, em caráter excepcional, de vacinas permitidas por outras autoridades sanitárias. A Sputnik V já foi autorizada em diversos países, entre eles, a Rússia. A nova requisição foi apresentada depois que um pedido anterior, feito pelos governos do Maranhão, da Bahia, do Ceará, de Sergipe e de Pernambuco, foi negado pela Diretoria Colegiada da Anvisa em abril. Segundo a diretoria da agência, não houve comprovação de segurança e eficácia, especialmente que não houve evidência de que o adenovírus usado na fabricação do imunizante não teria capacidade de replicação no corpo dos pacientes.
























