Lula sanciona lei do frete mínimo com reajuste automático e veta anistia a caminhoneiros
Presidente vetou trechos que previam anistia a caminhoneiros envolvidos nos bloqueios de 2022 e mudanças nas regras de fiscalização.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que estabelece novas diretrizes para o transporte rodoviário de cargas no Brasil, incluindo um reajuste automático da tabela de frete mínimo com base na variação do preço dos combustíveis. Sob a fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a legislação determina que todas as operações sejam previamente cadastradas via Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e mantém duras penalidades, como multas de até R$ 1 milhão, para empresas que descumprirem o piso mínimo.
- Durante a sanção, Lula vetou a anistia a caminhoneiros envolvidos em bloqueios de rodovias após as eleições de 2022, além de barrar alterações na fiscalização de excesso de peso por razões de segurança viária. Por outro lado, a nova legislação cria o Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Transporte de Cargas Nacional (Procargas) para modernizar a frota e melhorar a infraestrutura de apoio, atendendo a demandas do setor após pressões e paralisações de entidades representativas.
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta quarta-feira (5), a lei que cria novas regras para o transporte rodoviário de cargas no país, incluindo uma tabela de frete mínimo com reajuste automático baseado nos custos operacionais do setor. Pela nova legislação, a tabela deverá ser atualizada em até três dias úteis sempre que o preço dos combustíveis variar 5% ou mais. A responsabilidade pelo reajuste ficará a cargo da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A lei também determina que todas as operações de transporte sejam cadastradas previamente por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), mecanismo utilizado para registrar e fiscalizar os serviços de frete. Durante a sanção, Lula vetou o trecho que concedia anistia aos caminhoneiros que participaram dos bloqueios em rodovias após as eleições de 2022. O dispositivo havia sido incluído na Câmara dos Deputados durante a tramitação do projeto e não tinha relação direta com o tema principal da proposta. Outro veto atingiu o trecho que alterava as regras de fiscalização do excesso de peso dos veículos de carga. Segundo o governo, a mudança contrariava padrões internacionais de segurança e poderia comprometer a conservação das rodovias. O presidente também manteve as penalidades para empresas que descumprirem a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. Com isso, continuam valendo sanções como multas de até R$ 1 milhão, além da suspensão ou cancelamento do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) para operações realizadas abaixo do valor mínimo estabelecido. A nova lei ainda cria o Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Transporte de Cargas Nacional (Procargas), voltado à modernização da frota, à melhoria da infraestrutura logística e à ampliação dos Pontos de Parada e Descanso (PPDs) para caminhoneiros. Em nota, o governo afirmou que os vetos buscam preservar a fiscalização, garantir segurança jurídica e evitar renúncia de receita sem previsão de impacto financeiro. A proposta foi aprovada pelo Congresso Nacional após pressão de entidades de caminhoneiros, que chegaram a realizar paralisações em cidades como Santos (SP) e Salvador para defender a votação do texto.
Cachorrinha morre após ser atingida por tiro em Brumado
Cachorrinha morre após ser atingida por tiro em Brumado
Animal foi encontrado ferido dentro da propriedade da família; moradores suspeitam que disparo tenha sido feito por um caçador.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Uma cachorrinha foi atingida por um disparo de arma de fogo na zona rural de Brumado, Bahia. O animal morreu gravemente ferido em sua própria propriedade, levantando suspeitas de que o disparo tenha sido efetuado por uma pessoa que praticava caça ilegal.
- As autoridades competentes estão investigando o caso e reaberto o debate sobre crimes de maus-tratos contra animais, tendo em vista a legislação brasileira que prevê pena de reclusão e multa para casos de violência praticados contra cães e gatos.
Foto Ilustrativa
A morte de uma cachorrinha na comunidade de Queimada Grande, região do Fundão, zona rural de Brumado, causou comoção entre moradores e familiares. O animal, descrito pelos tutores como dócil e muito querido, morreu após ser atingido por um disparo de arma de fogo na madrugada desta segunda-feira (22). Segundo relatos da família, a principal suspeita é de que o tiro tenha sido efetuado por uma pessoa que praticava caça ilegal na região. No entanto, as circunstâncias do caso e a autoria do disparo ainda deverão ser apuradas pelas autoridades competentes. A cachorrinha vivia dentro da propriedade da família e costumava permanecer nas proximidades da residência. Ela foi encontrada gravemente ferida após o disparo e não resistiu aos ferimentos antes de receber atendimento. Abalados com a perda do animal, os tutores lamentaram o ocorrido e cobraram esclarecimentos sobre o caso. O episódio também gerou preocupação entre moradores da localidade, que relatam receio com a presença de pessoas armadas circulando por propriedades rurais sem autorização. Além da comoção provocada pela morte da cachorrinha, o caso reacendeu o debate sobre crimes de maus-tratos contra animais. A legislação brasileira prevê pena de reclusão e multa para casos de violência praticados contra cães e gatos. Qualquer informação que possa ajudar na identificação do responsável pelo disparo pode ser repassada às autoridades policiais ou por meio do Disque Denúncia, através do telefone 181. O sigilo do denunciante é garantido.
Senado suspende resolução do Conanda sobre aborto legal
Senado suspende resolução do Conanda sobre aborto legal
Medida aprovada pelos senadores revoga resolução que orientava o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual; decisão divide parlamentares e entidades.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (2) a suspensão da Resolução nº 258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), norma que estabelecia diretrizes para o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. A decisão, tomada por meio do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 3/2025, de autoria da deputada federal Chris Tonietto e com parecer favorável da senadora Damares Alves, gerou forte repercussão entre parlamentares, governo e entidades ligadas à defesa da infância. A resolução visava regulamentar procedimentos de acolhimento e encaminhamento de vítimas, incluindo casos de gravidez resultante de estupro e anencefalia fetal.
- A anulação da norma foi defendida sob o argumento de que o Conanda teria extrapolado suas competências legais, visão compartilhada por parlamentares favoráveis ao projeto. Em contrapartida, entidades de direitos humanos, organizações da sociedade civil, o próprio Conanda e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania criticaram a medida, classificando-a como um retrocesso e afirmando que a resolução apenas organizava procedimentos para garantir a legislação já existente. O tema promete continuar gerando debates nos próximos dias, dada a divergência sobre os impactos da decisão na rede de proteção às vítimas de violência sexual no país.
Foto: Roque de Sá | Agência Senado
O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (2) a suspensão da Resolução nº 258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), norma que estabelecia diretrizes para o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. A decisão provocou forte repercussão entre parlamentares, integrantes do governo federal e entidades ligadas à defesa dos direitos da infância. A resolução, aprovada pelo Conanda em dezembro de 2024, regulamentava procedimentos de acolhimento e encaminhamento de vítimas, além de orientar a atuação dos órgãos da rede de proteção em situações já previstas pela legislação brasileira, incluindo casos de gravidez resultante de estupro, risco à vida da gestante e anencefalia fetal. A revogação ocorreu por meio da aprovação do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 3/2025, de autoria da deputada federal Chris Tonietto (PL-RJ). A matéria recebeu parecer favorável da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que defendeu a anulação da norma sob o argumento de que o conselho teria ultrapassado suas competências legais. A votação foi realizada de forma simbólica e em tramitação acelerada no plenário da Casa. Após a aprovação, o texto segue para promulgação pelo Senado. A decisão foi comemorada por parlamentares favoráveis ao projeto, que afirmam que a resolução continha dispositivos que extrapolavam a função normativa do Conanda. Por outro lado, a medida gerou críticas de entidades de defesa dos direitos humanos, organizações da sociedade civil e integrantes do governo federal. Em nota oficial, o Conanda classificou a derrubada da resolução como um retrocesso na proteção de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. O órgão argumenta que a norma não criava novos direitos, mas apenas organizava procedimentos para garantir o cumprimento da legislação já existente. O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania também manifestou preocupação com a decisão. A pasta afirmou que continuará atuando na defesa dos direitos das vítimas e na promoção de políticas públicas voltadas ao acolhimento e à proteção de crianças e adolescentes. O tema deve continuar gerando debates nos próximos dias, diante da divergência entre setores políticos e instituições sobre os impactos da medida na rede de proteção às vítimas de violência sexual no país.























