Justiça condena cinco por esquema de desvio de dinheiro na Câmara de Correntina após quase nove anos
Sentença reconhece esquema de rachadinha, uso irregular de combustível e desvio de dinheiro público na Câmara de Correntina.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Justiça da Bahia condenou cinco pessoas, incluindo o ex-presidente da Câmara e três vereadores, por envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos na Câmara Municipal de Correntina, no oeste do estado. A decisão judicial ocorre quase nove anos após a deflagração da Operação Último Tango pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), que desmantelou crimes de organização criminosa e peculato na gestão do Legislativo local.
- Segundo as investigações, o grupo operava desvios por meio da devolução ilegal de gratificações de servidores, prática conhecida como 'rachadinha', além de utilizar cotas de combustível do órgão público para fins particulares. As penas aplicadas variam de cinco anos e 11 meses a seis anos e cinco meses de reclusão em regime inicial semiaberto, enquanto outros envolvidos tiveram os processos desmembrados ou extintos.
Foto: Leitor Sudoeste Bahia | Via WhatsApp
A Justiça da Bahia condenou cinco pessoas por participação em um esquema de desvio de recursos públicos na Câmara Municipal de Correntina, no oeste do estado. A sentença foi publicada nesta sexta-feira (31), quase nove anos após a Operação Último Tango, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), que investigou irregularidades na administração do Legislativo municipal. De acordo com a decisão, os condenados responderam por crimes relacionados à organização criminosa e peculato. As investigações apontaram que o grupo utilizava gratificações concedidas de forma irregular a servidores para promover um esquema de devolução de parte dos valores em dinheiro, prática conhecida como "rachadinha". Também foram identificados desvios envolvendo o uso de cotas de combustível da Câmara para fins particulares. Entre os condenados estão o ex-presidente da Câmara, Jean Carlos Pereira dos Santos, conhecido como "Jean da Guarda", e os vereadores Juvenil Araújo de Souza ("Babado Pimenta"), Adenilson Pereira de Souza ("Will") e Milton Rodrigues de Souza ("Miltão"). Erickson Linces Santos, conhecido como "Quinho", também foi condenado por participação no esquema. As penas variam entre cinco anos e 11 meses e seis anos e cinco meses de reclusão, todas em regime inicial semiaberto. Segundo a sentença, o grupo atuava de forma organizada, com divisão de funções para operacionalizar os desvios de recursos públicos. Outros quatro investigados não foram julgados nesta decisão. Em um dos casos, a punibilidade foi extinta por prescrição. Já os demais terão os processos analisados separadamente em ações desmembradas pela Justiça.
Coelba é condenada a pagar R$ 200 mil por mortes em choque elétrico que matou madrasta e enteado em Caculé
TJ‑BA mantém decisão que responsabiliza concessionária por falha na rede de alta tensão que provocou tragédia em 2016
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Justiça da Bahia manteve a condenação da Coelba ao pagamento de R$ 200 mil em indenização à família de uma mulher e de seu enteado, mortos em um choque elétrico em Caculé, no sudoeste da Bahia.
- A decisão foi tomada pela 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), rejeitando por unanimidade o recurso apresentado pela concessionária, que alegou que a rede atendia às normas técnicas e que o acidente teria ocorrido por culpa exclusiva das vítimas. No entanto, os desembargadores entenderam que a concessionária responde objetivamente pelos danos causados e que o dever de segurança inclui fiscalização, manutenção e adequação da rede às condições do ambiente.
Foto: Reprodução
A Justiça da Bahia manteve a condenação da Coelba ao pagamento de R$ 200 mil em indenização à família de uma mulher e de seu enteado, mortos em um choque elétrico em Caculé, no sudoeste da Bahia. A decisão foi tomada pela 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ‑BA), que rejeitou por unanimidade o recurso apresentado pela concessionária. O acidente ocorreu em 2016, em uma área de convívio familiar. Segundo o processo, a rede de alta tensão passava em altura inferior à recomendada. Durante o manuseio de uma antena usada para captar sinal de celular na zona rural, houve uma descarga elétrica que matou as duas vítimas no local. Ao recorrer, a Coelba alegou que a rede atendia às normas técnicas e sustentou que o acidente teria ocorrido por culpa exclusiva das vítimas, que manusearam um objeto metálico próximo à fiação. A empresa também pediu a redução do valor da indenização. Os desembargadores, porém, entenderam que a concessionária responde objetivamente pelos danos causados, conforme prevê a Constituição, e que o dever de segurança inclui fiscalização, manutenção e adequação da rede às condições do ambiente. No voto, o relator Eduardo Caricchio afirmou que manter a rede em altura inferior à segura configura falha na prestação do serviço. O magistrado também afastou a tese de culpa das vítimas ao considerar que o uso de antenas para captar sinal de celular em áreas rurais é uma prática previsível, reforçando que a omissão da concessionária foi determinante para a tragédia. O valor de R$ 200 mil, equivalente a R$ 100 mil por vítima, foi considerado proporcional à gravidade do caso e está alinhado a decisões de tribunais superiores. A Corte também determinou a aplicação de juros de mora desde a data do acidente, correção monetária a partir da sentença e majorou os honorários advocatícios para 15% sobre o valor atualizado da condenação.
Ex-vice-diretor é condenado por crimes contra adolescentes em Riacho de Santana
Ex-vice-diretor é condenado por crimes contra adolescentes em Riacho de Santana
Professor perdeu o cargo público e recebeu pena superior a seis anos
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Um ex-vice-diretor escolar foi condenado pela Justiça da Bahia por crimes envolvendo adolescentes em Riacho de Santana. A pena foi fixada em 6 anos, 1 mês e 22 dias de prisão em regime semiaberto.
- A decisão também condenou outra pessoa, que induzia adolescentes a encontros com homens em troca de bebidas alcoólicas e drogas. Outro acusado foi absolvido de exploração sexual, mas condenado por fornecer bebida alcoólica a menores.
Foto: Reprodução
Um ex-vice-diretor escolar foi condenado pela Justiça da Bahia por crimes envolvendo adolescentes em Riacho de Santana, no sudoeste do estado. A sentença determinou a perda do cargo público e fixou pena de 6 anos, 1 mês e 22 dias de prisão em regime semiaberto. Segundo a decisão, o réu F. de A. P. usou a função que exercia na escola para se aproximar de uma adolescente, o que agravou a pena. Após o trânsito em julgado, a Secretaria de Educação deverá ser comunicada para formalizar a exoneração do servidor, que atuava como professor no Estado e no município. No mesmo processo, F. N. R. N., que utiliza o nome social H., também foi condenada. A Justiça concluiu que ela induzia adolescentes a encontros com homens em troca de bebidas alcoólicas e drogas. A pena aplicada foi de 11 anos, 11 meses e 15 dias de reclusão. Outro acusado, J. D. O., proprietário de um bar, foi absolvido da acusação de exploração sexual, mas condenado por fornecer bebida alcoólica a menores. Ele recebeu pena de 2 anos e 8 meses, substituída por medidas restritivas de direitos. As defesas alegaram perseguição e irregularidades na investigação, mas as teses foram rejeitadas pelo Judiciário, que considerou suficientes os depoimentos e provas reunidas no processo. Os autos seguem agora para a fase de execução penal.
Criminoso procurado por estupro da filha é capturado em Portugal
Criminoso procurado por estupro da filha é capturado em Portugal
Operação da FICCO Bahia, em parceria com a Polícia Federal e Interpol, localiza indivíduo com dupla nacionalidade atuando como professor de capoeira em escola infantil.
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A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) da Bahia, em uma ação conjunta com a Polícia Civil (POLINTER), a Polícia Federal e a Interpol, prendeu na manhã de hoje (8) um criminoso que cometeu estupro de vulnerável contra a própria filha. A captura ocorreu em Lisboa, Portugal. A Operação Artemis, coordenada pela FICCO Bahia com apoio internacional da Difusão Vermelha, localizou o foragido, que abusou da filha por um período de dois anos. O mandado de prisão foi emitido pelo Tribunal de Justiça da Bahia devido ao crime sexual cometido em 2021. O homem, que possui dupla cidadania (francesa e brasileira), foi encontrado e preso em uma escola de capoeira para crianças, onde trabalhava como professor. "A cooperação entre as forças federais e estaduais, com o suporte internacional da Interpol, resultou nesta importante detenção. Desde junho, a Operação Artemis já capturou 131 criminosos envolvidos em crimes graves contra a vida", afirmou o delegado federal e coordenador da FICCO Bahia, Eduardo Badaró. O delegado ressaltou que a prisão deste foragido evita que outras crianças se tornem vítimas. "Não pouparemos esforços para capturar indivíduos procurados por crimes graves. Seja em outros estados ou em outro país, vamos alcançá-los e efetuar as prisões", concluiu Badaró.
























