Pastor e igreja são condenados após expor passado de fiel em culto
Pastor e igreja são condenados após expor passado de fiel em culto
Justiça entendeu que informações reveladas durante celebração violaram a intimidade e a honra do homem, que receberá indenização de R$ 5 mil.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Justiça de Santa Catarina condenou solidariamente um pastor e uma igreja de Joinville ao pagamento de R$ 5 mil por danos morais a um fiel que teve sua vida privada exposta durante um culto religioso em fevereiro de 2025. O pastor revelou publicamente que o homem já havia sido preso, informação que fora compartilhada de maneira estritamente confidencial durante um momento reservado de confissão e aconselhamento espiritual.
- A gravidade do caso aumentou devido à publicação do vídeo da celebração nas redes sociais da instituição, o que ampliou o alcance da exposição. O magistrado destacou na sentença que as liberdades religiosa e de expressão não podem violar direitos fundamentais como a intimidade, a imagem e a honra, configurando a conduta como um abuso que ultrapassou os limites da prática religiosa.
Foto: Reprodução | Getty Images
A Justiça de Santa Catarina condenou um pastor e uma igreja de Joinville, no norte do estado, ao pagamento de R$ 5 mil por danos morais a um fiel que teve informações sobre sua vida pessoal expostas durante um culto religioso. A decisão foi proferida pelo 2º Juizado Especial Cível e determina que a indenização seja paga de forma solidária pelos dois condenados. O caso ocorreu em fevereiro de 2025. Segundo a ação, durante a celebração, o pastor chamou o homem à frente da congregação e revelou que ele já havia sido preso. A informação, conforme o processo, havia sido compartilhada anteriormente pelo fiel apenas em um momento reservado de confissão e aconselhamento espiritual, sem qualquer autorização para divulgação pública. A situação ganhou ainda mais repercussão porque um vídeo da celebração foi publicado nas redes sociais da igreja, ampliando o alcance das declarações. Na sentença, o magistrado ressaltou que o julgamento não tratava dos motivos que levaram à prisão do fiel, mas da divulgação indevida de um dado pertencente à sua esfera privada. O juiz observou que o homem estava acompanhado de familiares durante o culto e que pessoas sem qualquer vínculo com sua história tiveram acesso às informações. A decisão destaca que a liberdade religiosa e a liberdade de expressão são direitos garantidos pela Constituição, mas não autorizam a violação de direitos fundamentais, como a intimidade, a honra, a imagem e a privacidade. Para a Justiça, a conduta do pastor ultrapassou os limites da prática religiosa ao expor um aspecto íntimo da vida do fiel sem consentimento. O magistrado entendeu que a própria violação da intimidade configura dano moral, dispensando a comprovação de prejuízos adicionais. Ao fixar a indenização em R$ 5 mil, o juiz considerou a gravidade da exposição, a presença de diversos fiéis, a divulgação do vídeo nas redes sociais e os princípios da razoabilidade e proporcionalidade.
Mulher de 37 anos presa por fingir ser adolescente de 12 usava mamadeira e chupeta para enganar família adotiva
Suspeita viveu 14 meses com identidade falsa em Joinville e adotava comportamento infantil para manter farsa
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Uma mulher de 37 anos foi presa em Joinville, Santa Catarina, após viver por 14 meses sob a falsa identidade de uma adolescente de 12 anos. Ela usava chupeta, mamadeira e adotava comportamentos infantilizados para convencer uma família a acolhê-la.
- A investigação revelou que a mulher já havia aplicado golpes semelhantes em outros estados, incluindo um caso registrado em Nova Iguaçu (RJ) em 2023. Ela confessou o crime e deve responder por estelionato e falsa identidade.
Foto: Reprodução
Uma mulher de 37 anos foi presa em Joinville, Santa Catarina, após viver por 14 meses sob a falsa identidade de uma adolescente de 12 anos. Segundo a Polícia Civil, ela usava chupeta, mamadeira e adotava comportamentos infantilizados para convencer uma família a acolhê‑la. O caso foi revelado pelo G1. A suspeita se apresentava como “Gabriela” e chegou à casa da família após pedir ajuda em uma igreja. Ela contou que havia fugido de casa por sofrer exploração sexual e justificou a aparência mais madura dizendo que usava hormônios. Sensibilizados, membros da comunidade ajudaram a encontrar um lar para ela. Durante mais de um ano, a mulher participou de festas, ganhou comemorações de aniversário e recebeu cuidados médicos pagos pelos responsáveis — incluindo o uso de tirzepatida (Mounjaro), medicamento usado no tratamento da obesidade. Para sustentar a farsa, ela dizia ser autista e portadora de outras condições de saúde. Segundo o delegado Rodrigo Bueno Gusso, a mulher afinava a voz, simulava crises de pânico, dizia ter medo do escuro e exigia mamadeira ou chupeta para dormir. Também usava objetos com cheiro específico para reforçar o comportamento infantil. A suspeita evitava qualquer tentativa de formalização da adoção, alegando que não queria que o suposto “pai biológico” descobrisse seu paradeiro. A versão foi mantida até o fim. A fraude começou a ruir após um parente da família desconfiar da história e procurar a 6ª Delegacia de Polícia de Joinville na última sexta‑feira (29). A investigação revelou que a mulher já havia aplicado golpes semelhantes em outros estados, incluindo um caso registrado em Nova Iguaçu (RJ) em 2023. Ela confessou o crime e deve responder por estelionato e falsa identidade. A Polícia Civil segue investigando se outras pessoas foram enganadas pela suspeita.























