Itamaraty vê risco de ação militar dos EUA em solo brasileiro após classificação terrorista
Ministro das Relações Exteriores afirma que medida adotada pelo governo Donald Trump pode abrir brechas para ações unilaterais e gerar impactos à soberania brasileira.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, alertou que a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas pode comprometer a soberania nacional. Em resposta à Câmara dos Deputados, o chanceler explicou que a legislação antiterrorista norte-americana possibilita o uso de força militar em território estrangeiro e acarreta severas sanções administrativas, financeiras e migratórias que podem impactar cidadãos e empresas brasileiras de forma unilateral.
- Vieira ressaltou que o governo brasileiro não foi consultado sobre a medida e se posiciona contra o enquadramento dessas facções como grupos terroristas, uma vez que a legislação nacional possui critérios distintos para essa tipificação. O Itamaraty defende que os mecanismos bilaterais de cooperação já existentes são suficientes para combater o crime organizado, tornando desnecessária a classificação imposta recentemente pelo governo de Donald Trump.
Foto: Reprodução
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira afirmou que a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas pode abrir espaço para o uso de força militar norte-americana em território brasileiro. A declaração foi feita em resposta a um pedido de informações encaminhado à Câmara dos Deputados. No documento enviado ao deputado federal Evair Vieira de Melo, o chanceler afirmou que a classificação adotada pelo governo do presidente Donald Trump pode produzir efeitos relevantes para a soberania nacional e para a cooperação internacional no combate ao crime organizado. Segundo Mauro Vieira, a legislação antiterrorismo dos Estados Unidos permite medidas administrativas e judiciais de alcance internacional, o que pode afetar cidadãos e empresas brasileiras nos campos financeiro, migratório e penal. Para o ministro, as ferramentas de cooperação entre os dois países, como troca de informações, combate à lavagem de dinheiro e recuperação de ativos, já existem e independem dessa classificação. O chefe do Itamaraty também informou que o Brasil não foi consultado formalmente antes da decisão norte-americana, classificando a medida como unilateral. De acordo com ele, o governo brasileiro mantém posição contrária ao enquadramento das facções como organizações terroristas. No Brasil, a legislação prevê a tipificação de terrorismo para atos motivados por xenofobia, discriminação ou preconceito com o objetivo de provocar terror social, definição diferente da adotada pelos Estados Unidos. Há cerca de um mês, o governo norte-americano anunciou a inclusão do PCC e do Comando Vermelho na lista de organizações terroristas estrangeiras. A medida permite sanções mais amplas, como bloqueio de bens, restrições financeiras e impedimentos migratórios contra integrantes e pessoas ou empresas que mantenham relações com esses grupos criminosos.
Brasil tenta acordo para evitar tarifas de 25% dos EUA
Brasil tenta acordo para evitar tarifas de 25% dos EUA
Alckmin criticou atuação de Flávio Bolsonaro sobre o tema
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O governo brasileiro está em intensas negociações com os Estados Unidos para evitar a aplicação de tarifas extras de 25% sobre produtos nacionais, com o prazo final para um acordo estabelecido em 15 de julho. Representantes dos dois países mantêm uma agenda de reuniões, buscando convencer os EUA de que um entendimento comercial é mais vantajoso do que a imposição das novas tarifas, recomendadas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). O Ministério das Relações Exteriores chegou a afirmar que a decisão norte-americana decorre de uma tentativa de interferência externa na Justiça brasileira, enquanto segue utilizando os canais diplomáticos para defender as políticas adotadas pelo Brasil.
- Em meio às tratativas, o vice-presidente Geraldo Alckmin criticou publicamente o senador Flávio Bolsonaro por sua atuação no tema, classificando-o como um dos "maus brasileiros" que trabalharam contra o país. Apesar de reconhecer a complexidade das negociações, o governo brasileiro mantém a expectativa de alcançar um entendimento antes do prazo. Caso não haja acordo até 15 de julho, os Estados Unidos poderão efetivar a tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras, impactando o comércio bilateral.
Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil
O governo brasileiro intensificou as negociações com os Estados Unidos para tentar evitar a aplicação de tarifas extras de 25% sobre parte dos produtos brasileiros. O prazo para um acordo termina em 15 de julho, e representantes dos dois países mantêm uma agenda de reuniões para discutir o tema. Segundo o governo, a estratégia é demonstrar que um acordo comercial é mais vantajoso para ambos os países do que a adoção das novas tarifas. A medida foi recomendada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). Na última quarta-feira (24), o Ministério das Relações Exteriores publicou uma nota nas redes sociais afirmando que a decisão dos Estados Unidos tem origem em uma tentativa de interferência externa na Justiça brasileira. O Itamaraty informou ainda que continua utilizando os canais diplomáticos para defender que as políticas adotadas pelo Brasil não prejudicam o comércio bilateral. Durante um evento sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia, realizado na sexta-feira (26), em São Paulo, o vice-presidente Geraldo Alckmin criticou a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, nas tratativas envolvendo as tarifas. "Na realidade, são maus brasileiros que trabalharam contra o Brasil e agora estão tentando remediar o que foi feito", afirmou Alckmin. Apesar de considerar as negociações difíceis, o governo brasileiro acredita que ainda é possível chegar a um entendimento antes do prazo final. Caso não haja acordo até 15 de julho, os Estados Unidos poderão aplicar a tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos exportados pelo Brasil.
Baiano morre na guerra da Ucrânia após ser atingido por drone russo
Baiano morre na guerra da Ucrânia após ser atingido por drone russo
Desde o início da guerra, ao menos 22 a 23 brasileiros tiveram a morte confirmada em território ucraniano
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O baiano Jadiel Antônio Ferreira da Silva, conhecido como Júnior Pitbull, morreu na Ucrânia após ser atingido por um drone durante o conflito contra a Rússia.
- A família recebeu a notícia da morte de Jadiel por meio de uma mensagem de voz do Itamaraty, que também acompanha a situação em território ucraniano, onde ao menos 22 a 23 brasileiros já foram confirmados mortos desde o início da guerra em 2022.
Foto: Reprodução
O baiano Jadiel Antônio Ferreira da Silva, de 39 anos, morreu na sexta‑feira (1º) na Ucrânia após ser atingido por um drone durante o conflito contra a Rússia. Natural de Feira de Santana, ele era conhecido como Júnior Pitbull. Segundo familiares, Jadiel estava no país europeu havia pouco mais de dois meses e atuava como voluntário em atividades ligadas às forças ucranianas. Antes de viajar, trabalhava como segurança em eventos na Bahia. A família foi informada da morte por meio de uma mensagem de voz enviada por um brasileiro que integrava o mesmo grupo de voluntários. No áudio, ele relata o ataque e diz que havia combinado com Jadiel de avisar a namorada caso algo acontecesse. Pessoas próximas afirmam que Jadiel ainda passava por treinamento e não participava diretamente de combates. O grupo se deslocava para uma atividade de instrução quando ocorreu o ataque. O Itamaraty informou que não possui confirmação oficial sobre o caso. Desde o início da guerra, em 2022, ao menos 22 a 23 brasileiros tiveram a morte confirmada em território ucraniano, segundo dados recentes do Ministério das Relações Exteriores. Há também registros de desaparecidos comunicados às autoridades. O governo brasileiro acompanha a situação por meio dos canais diplomáticos.
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- O Itamaraty emitiu uma nota à embaixada da Espanha no Brasil, nesta segunda-feira (22), para questionar quais medidas serão tomadas diante do novo caso de racismo contra o brasileiro Vinícius Júnior, mais conhecido como Vini Jr, jogador do clube espanhol Real Madrid. A informação foi divulgada pelo g1. Segundo fontes do Ministério das Relações Exteriores, a mensagem foi encaminhada à embaixadora espanhola, Mar Fernández-Palacios, que no momento não está em Brasília. Ela recebeu um telefonema, onde o governo expressou “desagrado” em razão dos constantes ataques que o jogador vem sofrendo e pediu que “medidas sejam tomadas no caso”. Além disso, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, assegurou que o governo federal acionará o Ministério Público da Espanha para apurar uma possível postura de omissão e conivência por parte da federação reguladora do futebol espanhol (LaLiga) nos casos sofridos por Vini Jr. “O governo brasileiro repudia, nos mais fortes termos, os ataques racistas que o atleta brasileiro Vinícius Júnior vem sofrendo reiteradamente na Espanha e lamenta profundamente que, até o momento, não tenham sido tomadas providências efetivas para prevenir e evitar a repetição desses atos de racismo”, diz trecho da nota emitida por diversos ministérios. “Insta as autoridades governamentais e esportivas da Espanha a tomarem as providências necessárias, a fim de punir os perpetradores e evitar a recorrência desses atos. Apela, igualmente, à FIFA, à Federação Espanhola e à Liga a aplicar as medidas cabíveis”, concluiu.























