Bahia reduz homicídios em quase 10% , aponta Atlas da Violência
Bahia reduz homicídios em quase 10% , aponta Atlas da Violência
Estudo do Ipea e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra redução nas mortes violentas, mas Bahia ainda tem a terceira maior taxa de homicídios do país.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Bahia registrou uma queda de 9,8% no número de homicídios entre 2014 e 2024, totalizando 6.316 casos na última década, conforme dados do Atlas da Violência 2026, produzido pelo Ipea e Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Apesar da redução, o estado ainda figura entre os mais violentos do país, apresentando a terceira maior taxa de homicídios do Brasil em 2024, com 42,6 mortes para cada 100 mil habitantes, ficando atrás apenas do Amapá e do Ceará.
- O estudo utilizou dados oficiais do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, aplicando também correções para incluir os chamados "homicídios ocultos". A análise revela que, entre 2023 e 2024, houve uma redução de 6,5% nas mortes violentas, e uma queda acumulada de 8,8% em cinco anos. Adicionalmente, o Atlas da Violência destacou uma melhoria na qualidade dos registros oficiais, com as Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI) diminuindo 46% e os homicídios ocultos caindo 73,3% na última década.
Foto: Divulgação | Polícia Civil
A Bahia registrou queda de 9,8% no número de homicídios entre 2014 e 2024, segundo dados divulgados nesta terça-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, responsáveis pelo Atlas da Violência 2026. Apesar da redução, o estado ainda aparece entre os mais violentos do país. De acordo com o levantamento, a Bahia contabilizou 7.006 homicídios em 2014. Dez anos depois, o número caiu para 6.316 casos. A taxa estimada de homicídios chegou a 42,6 mortes para cada 100 mil habitantes em 2024, a terceira maior do Brasil, atrás apenas do Amapá e do Ceará. O estudo considera dados oficiais do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), ambos ligados ao Ministério da Saúde. Os pesquisadores também aplicam correções metodológicas para incluir os chamados homicídios ocultos, casos em que a causa da morte não foi corretamente identificada. Na comparação mais recente, entre 2023 e 2024, a Bahia apresentou redução de 6,5% nas mortes violentas. Em cinco anos, a queda acumulada foi de 8,8%. Os dados também mostram avanço na qualidade dos registros oficiais. As Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI) tiveram redução de 46% na última década. Em 2014, o estado registrava 1.662 ocorrências sem definição da causa da morte. Em 2024, foram 898 casos. Já os homicídios ocultos tiveram queda ainda mais expressiva. O número estimado passou de 954 para 255 casos no período analisado, redução de 73,3%, segundo o Atlas da Violência.
Bahia segue líder em ranking de homicídios no Brasil e tem 71% mais mortes que 2º lugar, diz Atlas
Estado teve mais de 6 mil mortes violentas em 2024 e taxa é mais que o dobro da média nacional
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Bahia manteve o título de estado com maior número de homicídios do Brasil em 2024, segundo o Atlas da Violência. Foram registradas 6.061 mortes violentas, sendo o maior volume absoluto do país e mais de 70% a mais do que Pernambuco, o segundo colocado. A taxa de homicídios na Bahia supera a metade da média nacional e concentra 14,2% de todos os homicídios do país.
- São Paulo, por outro lado, manteve o menor índice de violência letal do país, com taxa de 6,6 homicídios por 100 mil habitantes. Os dados reforçam a preocupação com a escalada da violência letal na Bahia, que há anos figura entre os estados com maiores índices de homicídios.
Foto: Leitor Sudoeste Bahia | Via WhatsApp
A Bahia segue como o estado com maior número de homicídios do Brasil, segundo o Atlas da Violência divulgado nesta terça-feira (26). Em 2024, foram registradas 6.061 mortes violentas — o maior volume absoluto do país, acima de unidades mais populosas como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O levantamento, produzido pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostra que a Bahia teve 71,5% mais mortes do que Pernambuco, segundo colocado, que contabilizou 3.534 homicídios no mesmo período. Taxa baiana supera o dobro da média nacional - O Brasil registrou 42.590 homicídios em 2024, com taxa média de 20,1 mortes por 100 mil habitantes. A Bahia aparece com taxa de 40,9 — mais que o dobro da nacional — e concentra 14,2% de todos os homicídios do país. No ranking proporcional, o estado fica atrás apenas do Amapá, que lidera com taxa de 45,7 por 100 mil habitantes. Estados com menores índices - Na outra ponta do levantamento, São Paulo mantém o menor índice de violência letal do país, com taxa de 6,6 homicídios por 100 mil habitantes. Em seguida aparecem: Santa Catarina — 8,1; Distrito Federal — 10,3; Minas Gerais — 12,8; Rio Grande do Sul — 15,2. Contexto e próximos desdobramentos - O Atlas da Violência é uma das principais referências nacionais sobre criminalidade. Os dados reforçam a preocupação com a escalada da violência letal na Bahia, que há anos figura entre os estados com maiores índices de homicídios. O estudo completo deve trazer, nos próximos dias, recortes por município, perfil das vítimas e tendências regionais.
Ipea: inflação continua menor para famílias com renda mais baixa
Ipea: inflação continua menor para famílias com renda mais baixa
Principal impacto para esse grupo é de alimentos e bebidas
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Foto: Reprodução | Agência Brasil
- A inflação oficial para famílias com renda mais baixa, em novembro deste ano, continuou sendo menor do que para aquelas com renda mais alta, como ocorreu nos cinco meses anteriores, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (13) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com o Ipea, em novembro a inflação para famílias com renda muito baixa, baixa e média-baixa passou de 0,13% em outubro para 0,20% em novembro. Entre as pessoas com renda média, a inflação passou de 0,22% para 0,23%. Entre aquelas com renda média-alta, a inflação manteve-se em 0,23%. Por fim, entre as pessoas com renda alta, a alta de preços passou de 0,55% para 0,58%. Segundo o Ipea, o principal impacto inflacionário para as classes de renda mais baixas, em novembro, veio do grupo “alimentos e bebidas”, com altas de produtos como o arroz (3,7%), feijão-preto (4,2%), batata (8,8%), cebola (26,6%), carnes (1,4%) e aves e ovos (0,53%). Os gastos com habitação também pressionaram o orçamento das famílias com renda mais baixa, principalmente devido ao aumento de 1,1% nas tarifas de energia elétrica. Para as famílias de renda mais alta, o maior impacto da inflação no mês veio da alta de 19,1% nos preços das passagens aéreas e de 0,76% nos planos de saúde. No acumulado de 12 meses, a inflação cresce de acordo com a faixa de renda: muito baixa (3,38%), baixa (3,85%), média baixa (4,40%), média (4,93%), média-alta (5,24%) e alta (6,09%). A inflação oficial é medida mensalmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Ipea usa os dados do IBGE para fazer a divisão da inflação por faixa de renda.























