TCU aponta risco de colapso em ponte da Fiol e novo atraso nas obras entre Caetité e Barreiras
Auditoria identificou rachadura em estrutura no oeste da Bahia e alerta que trecho ferroviário só deve ser concluído em 2027.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou graves problemas estruturais em uma ponte da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) em São Félix do Coribe, Bahia, apontando risco de colapso parcial ou total e destacando a redução do tamanho da ponte de 74,6 metros para 35 metros sem estudos técnicos adequados.
- Além das falhas estruturais, o TCU ressaltou atrasos nas obras do trecho Fiol 2, cujo prazo de conclusão foi adiado sucessivas vezes e agora está previsto para dezembro de 2027. A Infra S.A. contestou as conclusões, exigindo correção até agosto, enquanto a situação financeira da Tiisa, consórcio responsável, foi citada como fator de risco para o cumprimento do cronograma.
Foto: Reprodução
Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou problemas considerados graves em uma ponte da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), em São Félix do Coribe, no oeste da Bahia, e apontou novos atrasos nas obras do trecho entre Caetité e Barreiras (Fiol 2). Durante vistoria realizada em junho, técnicos encontraram uma rachadura no solo junto à fundação da ponte sobre o riacho Desvio de Pedras. No relatório preliminar, o TCU afirma haver "risco concreto, atual e crescente de comprometimento estrutural", com possibilidade de colapso parcial ou total da estrutura. Os auditores também questionaram a redução do tamanho da ponte, que passou de 74,6 metros para 35 metros, sem, segundo o órgão, estudos técnicos e vistorias de campo suficientes. Além das falhas estruturais, o TCU destacou o atraso nas obras da Fiol 2. O trecho começou a ser construído em 2011 e teve o prazo de conclusão adiado sucessivas vezes. Pelo cronograma mais recente, a entrega está prevista apenas para dezembro de 2027. Em nota, a Infra S.A. contestou as conclusões da auditoria e afirmou que a estrutura vistoriada ainda está em fase provisória de construção. A estatal informou que determinou a correção do problema até o fim de agosto e defendeu que a alteração no projeto da ponte seguiu critérios técnicos de engenharia e hidrologia. O TCU também apontou a situação financeira da empresa Tiisa, integrante do consórcio responsável pela obra, como um fator de risco para o cumprimento do novo cronograma.
Obras da Fiol 2 entre Guanambi e Caetité são retomadas após anos de atrasos
Obras da Fiol 2 entre Guanambi e Caetité são retomadas após anos de atrasos
Trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste tem canteiro instalado e previsão de conclusão em 2029.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- As obras do trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 2) entre Guanambi e Caetité foram oficialmente iniciadas, após a instalação do canteiro de obras e a aprovação dos primeiros projetos pela Infra S.A. O empreendimento, que tem conclusão prevista para 2029 sob a responsabilidade do consórcio A.Gaspar/Vipetro, passou por uma alteração estratégica em seu traçado para desviar da Barragem de Ceraíma devido a riscos geológicos e ambientais detectados em estudos.
- Com recursos garantidos até o fim de 2026, a estatal planeja acelerar o ritmo dos trabalhos nos próximos meses com o lançamento de 50 quilômetros de trilhos e a superação de entraves ambientais e fundiários que antes travavam o projeto. Considerada uma obra de infraestrutura estratégica, a Fiol promete otimizar o escoamento da produção agrícola e mineral do interior baiano diretamente para o Porto Sul, reduzindo significativamente os custos de logística da região.
Foto: Divulgação | Infra S.A
As obras do trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 2) entre os municípios de Guanambi e Caetité foram oficialmente iniciadas. A informação foi confirmada pelo diretor de Empreendimentos da Infra S.A., André Ludolfo, que informou que o canteiro de obras já foi instalado, a mobilização da empresa responsável começou e os primeiros projetos para execução das estruturas da ferrovia receberam aprovação. O contrato para a construção do trecho foi assinado em março deste ano com o consórcio A.Gaspar/Vipetro. A previsão é de que a obra seja concluída em 2029. A retomada ocorre em um dos segmentos mais complexos da ferrovia, que precisou ter o traçado alterado para evitar a área da Barragem de Ceraíma após estudos apontarem riscos geológicos e ambientais. Segundo a Infra S.A., todos os contratos atualmente em execução possuem recursos garantidos até o fim de 2026. A expectativa é acelerar os trabalhos nos próximos meses, com o lançamento de cerca de 50 quilômetros de trilhos ainda neste segundo semestre e a publicação do edital do lote 7 da Fiol 2 até o fim deste ano. A estatal também informou que conseguiu reduzir significativamente os entraves ambientais que impediam o avanço da ferrovia. Dos cerca de 74 quilômetros que enfrentavam restrições ambientais, fundiárias e relacionadas a comunidades tradicionais, 46 quilômetros já foram liberados. A meta é solucionar os trechos restantes até o fim de 2027. Considerada estratégica para o desenvolvimento da infraestrutura logística do país, a Fiol deverá ampliar o transporte ferroviário da produção agrícola e mineral do interior da Bahia até o litoral, reduzindo custos logísticos e fortalecendo a integração entre a ferrovia e o Porto Sul. A retomada das obras marca uma nova etapa do projeto, que acumulou sucessivos atrasos nos últimos anos.
Caetité: Obras da Fiol II avançam apenas 3% em nove meses
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Relatórios do TCU e da CGU apontam atrasos e falhas em trechos estratégicos da ferrovia
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Foto: Divulgação | Agência Infra
As obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol II), que liga Caetité a Barreiras, no sudoeste e oeste da Bahia, seguem em ritmo lento e acumulam novos atrasos. Segundo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), o lote 5F avançou apenas 3% em nove meses, apesar de orçamento de R$ 79 milhões. O trecho é considerado estratégico por conectar diferentes partes da ferrovia e está sob responsabilidade da empresa TCE Engenharia, contratada pela estatal Infra S.A. em abril de 2024. A construtora assumiu 146 km remanescentes após a rescisão de contrato com o consórcio anterior, que havia concluído pouco mais de 64% das obras. De acordo com o TCU, os serviços de construção não começaram porque nenhum projeto executivo foi aprovado até o momento. Entre os atrasos estão obras de terraplenagem, drenagem e estruturas especiais. O órgão alertou que a falta de abertura de processos para punir empresas que descumprem prazos pode configurar falha de gestão. Além do lote 5F, a Controladoria-Geral da União (CGU) já havia identificado problemas no lote 6F, como paralisações, ausência de licenciamento ambiental e modificações em projetos sem autorização do Ibama. A auditoria apontou risco de impactos ambientais na chamada “Variante das Cavernas”, área com maciços rochosos e cavernas, e recomendou novos estudos. A Infra S.A. informou que mantém diálogo com órgãos de controle e atua conforme a legislação. O Ibama disse que as pendências estão em análise técnica.
























