Casos de SRAG por Influenza A param de crescer na Bahia
Boletim indica interrupção do crescimento, mas alerta para baixa vacinação e risco ainda elevado.
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Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados à Influenza A pararam de crescer na Bahia, segundo boletim divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz. O relatório aponta sinal de estabilização — e até queda — no estado e em outros cinco do Nordeste. Apesar disso, a incidência da doença ainda é considerada alta.No país, a influenza está presente em 43,7% das mortes por SRAG com identificação de vírus, o que mantém o alerta das autoridades de saúde. Especialistas reforçam que a vacinação é a principal forma de conter casos graves. Segundo a médica Nanci Silva, da Escola Bahiana de Medicina, o imunizante reduz internações e mortes, mesmo sem garantir proteção total.A cobertura vacinal na Bahia ainda é baixa: apenas 11% do público-alvo foi imunizado até agora, de acordo com o Ministério da Saúde. A meta é alcançar mais de 3 milhões de pessoas até 30 de maio. Até o momento, cerca de 288 mil doses foram distribuídas no estado. Em todo o país, já são 15,7 milhões de doses enviadas para a campanha.A vacina é indicada para crianças, idosos e gestantes e integra o calendário nacional de imunização. Mesmo com a desaceleração recente, a Bahia ainda apresenta tendência de crescimento no longo prazo. Na análise das capitais, Salvador já mostra interrupção no avanço dos casos.Autoridades recomendam ampliar a vacinação para evitar nova alta e reduzir o impacto da doença.
Anvisa desmente boatos e reforça segurança da vacina da gripe
Órgão afirma que imunizante é seguro e destaca risco real da doença, como internações e mortes
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária reforçou a segurança da vacina contra a gripe após a circulação de informações falsas durante a campanha nacional de imunização, iniciada no último sábado (28). Segundo o órgão, o imunizante aplicado pelo Sistema Único de Saúde é seguro, eficaz e passa por rigorosos testes antes de ser disponibilizado à população. A agência destacou que a desinformação pode comprometer a adesão à campanha, considerada essencial para reduzir internações e mortes, sobretudo entre idosos, crianças e gestantes.Entre os principais boatos, está a alegação de que o timerosal — composto que contém mercúrio — seria prejudicial à saúde. A Anvisa esclarece que a substância é utilizada em quantidades mínimas como conservante e é eliminada rapidamente pelo organismo, sem causar danos. Outro ponto abordado envolve o uso do octoxinol-10 (Triton X-100), apontado falsamente como causador de doenças graves. De acordo com a agência, a substância é empregada no processo de fabricação para inativar o vírus e permanece apenas em níveis residuais, sem risco à saúde.Também foram desmentidas informações sobre o formaldeído. A Anvisa explica que o corpo humano já produz naturalmente essa substância e que, nas vacinas, ela está presente em quantidades muito inferiores às consideradas nocivas. O órgão reforça que o principal risco está na própria gripe, que pode evoluir para quadros graves, como pneumonia, e levar à morte. A recomendação é que a população procure os postos de saúde e se imunize.
Bahia recebe 1,3 milhão de doses da vacina contra influenza para campanha de 2026
Dia D será em 28 de março; estado deve receber mais de 6 milhões de doses ao longo da campanha
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A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) recebeu, na última sexta-feira (20) e sábado (21), a primeira remessa de vacinas contra a influenza para a Campanha Nacional de Vacinação 2026, totalizando 1.336.000 doses. A distribuição aos municípios já foi iniciada, e o Dia D de mobilização nacional está marcado para o sábado, 28 de março. Ao longo da estratégia, a Bahia deve receber 6.022.574 doses do imunizante.A chegada das vacinas ocorre em meio a um cenário de aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Levantamento semanal do Serviço Estadual de Regulação aponta crescimento na demanda pediátrica por atendimento. As solicitações de leitos de UTI pediátrica passaram de 55, na primeira semana de janeiro, para 141 entre os dias 12 e 18 de março. No mesmo período, os pedidos por enfermaria pediátrica subiram de 44 para 102.Segundo a secretária estadual da Saúde, Roberta Santana, a vacinação é a principal forma de prevenção. “A vacina contra a influenza é a forma mais eficaz de prevenção contra a doença e tem capacidade de reduzir agravamentos, internações e mortes, além de aliviar a pressão sobre os serviços de saúde”, afirmou. O imunizante integra o calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) e é oferecido gratuitamente.Os municípios com maior volume de doses nesta primeira remessa são Salvador (204.120), Feira de Santana (58.310), Vitória da Conquista (25.840), Porto Seguro (24.490) e Camaçari (18.520). A distribuição considera o tamanho do público-alvo em cada localidade.A campanha contempla crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos com 60 anos ou mais, gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhadores da saúde e professores.Também fazem parte do público prioritário povos indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua e indivíduos com comorbidades ou deficiência permanente. A lista inclui ainda caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, portuários, profissionais dos correios, forças de segurança e armadas, além da população privada de liberdade e jovens em medidas socioeducativas. A meta nacional é vacinar pelo menos 90% dos grupos prioritários, com foco inicial em crianças, gestantes e idosos.A vacina influenza trivalente de 2026, produzida pelo Instituto Butantan, teve a composição atualizada conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o hemisfério sul.O imunizante protege contra três cepas do vírus: A/H1N1, A/H3N2 e B/Victoria. A vacina é considerada segura, eficaz e pode ser aplicada junto a outros imunizantes do calendário nacional.
Campanha de vacinação contra a gripe é antecipada e começará em março
O Ministério decidiu antecipar a campanha de vacinação em razão do aumento da circulação de vírus respiratórios no país
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Foto: Ministério da Saúde
- O Ministério da Saúde decidiu antecipar a campanha de vacinação contra a gripe.Tradicionalmente, a ação costuma acontecer entre os meses de abril e maio, neste ano, terá início no dia 25 de março, em razão do aumento da circulação de vírus respiratórios no país. De acordo com a pasta, a entrega antecipada das vacinas já foi negociada e a distribuição vai acontecer a partir do dia 20 para as regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. A população da região Norte já foi imunizada entre novembro e dezembro, atendendo às particularidades climáticas da região. A vacina utilizada é trivalente, ou seja, apresenta três tipos de cepas de vírus em combinação, protegendo contra os principais vírus em circulação no Brasil. A estimativa é que 75 milhões de pessoas sejam imunizadas. A pasta informa que a vacina influenza pode ser administrada na mesma ocasião de outros imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação. Podem se vacinar: crianças de 6 meses a menores de 6 anos; crianças indígenas de 6 meses a menores de 9 anos; trabalhadores da Saúde; gestantes; puérperas; professores dos ensinos básico e superior; povos indígenas; idosos com 60 anos ou mais; pessoas em situação de rua; profissionais das forças de segurança e de salvamento; profissionais das Forças Armadas; pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade); pessoas com deficiência permanente; caminhoneiros; trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso); trabalhadores portuários; funcionários do sistema de privação de liberdade; população privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (entre 12 e 21 anos). crianças que vão receber o imunizante pela primeira vez deverão tomar duas doses, com um intervalo de 30 dias.
Gripe: todos com mais de 6 meses podem se vacinar a partir de hoje
Meta é imunizar 90% da população, diz Ministério da Saúde
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Foto: Tiago Rego | Sudoeste Bahia
- A partir desta segunda-feira (15), toda a população com mais de 6 meses pode tomar a vacina contra a gripe. A ampliação do público foi anunciada pelo Ministério da Saúde na última sexta-feira (12). O objetivo, segundo a pasta, é expandir a cobertura vacinal contra a doença antes do inverno, quando as infecções respiratórias tendem a aumentar. “A orientação atende a pedido de estados e municípios, que podem usar as vacinas em estoque e adotar estratégias locais para operacionalizar a imunização, atendendo às realidades de cada região. Mais de 80 milhões de doses da vacina trivalente, produzidas pelo Instituto Butantan, foram distribuídas para todo o país. A meta é vacinar 90% da população”, destacou o ministério, por meio de nota. A vacina estava sendo aplicada apenas em idosos acima de 60 anos; crianças com idade a partir de 6 meses a menores de 6 anos; gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto); imunossuprimidos; indígenas; profissionais da saúde e da educação; pessoas com deficiência permanente ou com comorbidades; profissionais de transporte coletivo e portuários; trabalhadores das forças de segurança e salvamento; trabalhadores das forças armadas e do sistema prisional; e população privada de liberdade. A pasta reforçou que a imunização é fundamental porque reduz a carga da doença, sobretudo em pessoas com problemas de saúde e idosos, prevenindo hospitalizações e mortes, além de diminuir a sobrecarga nos serviços de saúde. Até o fim de abril, pelo menos 253 mortes por gripe foram confirmadas no país. Emergência - Um aumento de mais de 108%, entre janeiro e maio deste ano, nas internações de crianças com síndromes gripais fez com que o governo do Amapá decretasse emergência em saúde pública no último sábado (13). A superlotação no Hospital da Criança e do Adolescente, na capital Macapá, fez com que até salas administrativas fossem transformadas em espaços para 32 novos leitos clínicos. O hospital também ampliou o número de vagas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica, de 20 para 24. Dados da Secretaria de Saúde do Amapá indicam que, até o fim da semana passada, a rede hospitalar pública e privada registrou mais de 190 casos de internação síndrome gripal, sendo 109 no Hospital da Criança e do Adolescente e no Pronto Atendimento Infantil. A maioria dos pacientes tem idade entre 7 meses e 4 anos. Do total de pacientes internados, 29 estavam entubados.
OMS confirma primeira morte por gripe aviária no mundo
Mulher, de 56 anos, morava na província de Guangdong, na China
Por: Paula Laboissière
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Foto: Reprodução | Agência Brasil
- A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou a primeira morte por gripe aviária no mundo. A mulher, de 56 anos, morava na província de Guangdong, na China, e começou a apresentar sintomas em 22 de fevereiro. No dia 3 de março, ela precisou ser hospitalizada em razão de uma pneumonia grave e morreu no dia 16 do mesmo mês. No último dia 27, o governo chinês confirmou que a paciente foi infectada pelo vírus H3N8, causador da gripe aviária. O caso foi detectado por meio do sistema de vigilância de infecções respiratórias agudas graves. A mulher tinha comorbidades e um histórico de exposição a aves vivas antes do início dos sintomas da doença, além de contato com pássaros selvagens dentro da própria casa. De acordo com a OMS, apenas três casos de gripe aviária foram identificados em humanos em todo o mundo – todos na China. “Uma investigação epidemiológica e o rastreamento de contatos próximos foram realizados. Não foram encontrados outros casos entre pessoas próximas ao indivíduo infectado”, destacou a entidade, por meio de nota. “Com base nas informações disponíveis, o vírus não parece ter a capacidade de se espalhar facilmente de pessoa para pessoa e, portanto, o risco de se espalhar entre humanos em níveis nacional, regional e internacional é considerado baixo”, avaliou a organização. “Entretanto, devido à natureza de constante evolução dos vírus influenza, a OMS enfatiza a importância da vigilância global para detectar alterações virológicas, epidemiológicas e clínicas associadas aos vírus influenza circulantes.” Entenda - Os vírus da gripe aviária são comumente detectados em animais em todo o mundo. São alguns dos subtipos mais frequentemente encontrados em aves, causando pouco ou nenhum sinal de adoecimento em pássaros domésticos e selvagens. A chamada transmissão entre espécies do H3N8 foi reportada em diversos mamíferos, inclusive de forma endêmica entre cães e cavalos. Brasil - No último dia 30, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou portaria que suspende, em todo o território nacional, a realização de exposições, torneios, feiras e demais eventos com aglomeração de aves. A medida, de caráter preventivo, tem validade inicial de 90 dias e foi tomada em função do risco de ingresso e de disseminação de casos de gripe aviária no país. Em janeiro, nota técnica da pasta já alertava para a necessidade de adoção de medidas preventivas contra a gripe aviária em razão do aumento de notificação de casos em diversos países. Na ocasião, o govrno federal determinou o aumento das atividades de vigilância sanitária nos estabelecimentos avícolas por parte de órgãos estaduais de vigilância sanitária animal.
Gripe faz atendimentos crescerem mais de 500% em alguns municípios baianos
Após festas de fim de ano, número cresceu também no interior
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- Salvador não é mais o foco principal dos casos de influenza na Bahia. Depois de a capital concentrar mais de 70% dos casos baianos da infecção, a doença já começa a aparecer em outros municípios do estado. Ao todo, são 1.458 casos de H3N2 na Bahia, segundo a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Destes, 259 precisaram de internamento e 35 pessoas morreram. Em Cruz das Almas, no Recôncavo, por exemplo, os atendimentos de pessoas com síndrome gripal passaram de 15 para uma média de 80 a 100 por dia, no último mês - um aumento de 566%. Já em Itacaré, no Sul, há entre 200 e 250 casos suspeitos diários. Apesar da mudança na concentração dos casos, os números ainda estão crescendo em Salvador. Apenas no último final de semana, houve um aumento de 28,6% no número de casos de influenza na capital baiana, totalizando 993, até esta segunda-feira (3). A cidade de Feira de Santana, no Centro-Norte da Bahia, é a segunda cidade com maior número de casos confirmados, depois de Salvador, com 66 contaminados, segundo a Sesab.
Atendimentos em UPAs aumenta em até 400% no interior do estado
Em Porto Seguro, o prefeito afirma ter uma demanda maior do que a capacidade das unidades permite, além de falta de médicos
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- O interior da Bahia também está sofrendo com a alta de casos de síndrome gripal. Em Feira de Santana, segundo o jornal Correio, os atendimentos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) precisaram ser suspensos durante o fim de semana, após uma superlotação. Já em Porto Seguro, município que ainda tenta se recuperar dos prejuízos trazidos pelas enchentes, dados da prefeitura mostram que a procura por atendimento no serviço municipal aumentou em 400%. Em vídeo, o prefeito Jânio Natal, diz que em uma das UPAs da cidade eram atendidas cerca de 100 pessoas por dia. Esse valor teria chegado, na última quinta-feira (16), a 466. A situação se mantém similar em Arraial d'Ajuda e Trancoso, distritos de Porto Seguro. Na primeira, os atendimentos teriam saltado de 60 para cerca de 150. E na segunda, de 30 para 110. Dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), porém, mostram que a concentração dos casos de gripe está em Salvador. Até agora, foram identificados 170 casos do vírus Influenza A, subtipo H3N2, na Bahia. Destes, 140 foram registrados na capital baiana. No entanto, há uma subnotificação dos casos de gripe no estado, já que nem todos que possuem os sintomas são testados para o vírus.
Sobe para 15 número de internados por H3N2 na Bahia
No total, foram registrados 93 casos da linhagem da influenza no estado
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- Mais quatro casos da gripe H2N3 evoluíram para a forma grave da doença na Bahia, totalizando 15 internações desde o final de novembro até esta terça-feira (14). No total, foram registrados 93 casos da linhagem da influenza no estado, o que significa que a taxa de hospitalização pela virose está em 16%. Os 15 casos que necessitaram de internação evoluíram para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). De acordo com o último boletim divulgado pela Vigilância Epidemiológica Estadual, 14 foram identificados em residentes em Salvador e um em Lauro de Freitas, com idades entre 9 a 85 anos. Em relação ao município de residência dos casos de Síndrome Gripal que não necessitaram de internação, 74 são de Salvador, cinco de São Sebastião do Passé, três de Catu, dois de Itapebi e um de cada um dos seguintes municípios: Alagoinhas, Eunápolis, Feira de Santana, Gandu, Lauro de Freitas, Macajuba e Vitória da Conquista. Dois casos são oriundos de outro estado. Segundo o alerta emitido pela Vigilância Epidemiológica, as equipes de saúde devem estar atentas para a necessidade de intensificação das ações de vigilância dos casos suspeitos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Há recomendação também para a intensificação vacinal nos municípios que dispõem de estoque, com oferta da vacina influenza para os grupos prioritários não vacinados durante a campanha de 2021.























