TSE suspende julgamento do PT e trava repasse do fundo eleitoral
TSE suspende julgamento do PT e trava repasse do fundo eleitoral
Decisão impede, por enquanto, o repasse de 48% dos R$ 4,96 bilhões do fundo eleitoral aos partidos.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Tribunal Superior Eleitoral suspendeu o julgamento de um pedido do PT para alterar o cálculo de distribuição do fundo eleitoral das eleições de 2026. A ministra Estela Aranha pediu vista do processo, e o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, votou contra o pedido. Com a suspensão, 48% dos recursos do fundo eleitoral ficam temporariamente bloqueados para todas as legendas.
- O PT questiona o cálculo utilizado pela Justiça Eleitoral, que levou em conta 68 deputados da legenda na Câmara, e defende que o deputado Paulão também seja considerado na distribuição.
Foto: Reprodução
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu nesta quinta-feira (13) o julgamento de um pedido do PT para alterar o cálculo de distribuição do fundo eleitoral das eleições de 2026. A análise foi interrompida após a ministra Estela Aranha pedir vista do processo. Antes disso, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, votou contra o pedido do partido. Com a suspensão, 48% dos recursos do fundo eleitoral ficam temporariamente bloqueados para todas as legendas. Segundo Nunes Marques, nenhum partido poderá receber essa parcela até que o julgamento seja concluído. O PT questiona o cálculo utilizado pela Justiça Eleitoral, que levou em conta 68 deputados da legenda na Câmara. O partido defende que o deputado Paulão (PT-AL) também seja considerado na distribuição. Paulão perdeu o mandato após uma retotalização dos votos das eleições de 2022 e foi substituído por Nivaldo Albuquerque (Republicanos-AL). A ministra Estela Aranha afirmou que pediu vista porque também analisa o processo relacionado à perda do mandato de Paulão. Para as eleições de 2026, os partidos terão R$ 4,96 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). A maior parte é distribuída conforme o número de cadeiras na Câmara e a votação obtida pelos partidos nas eleições anteriores. O PL terá a maior parcela, estimada em R$ 881,6 milhões, enquanto o PT terá cerca de R$ 615,3 milhões. A ministra terá até 30 dias para devolver o processo ao plenário. A campanha eleitoral começa oficialmente no próximo domingo (16).
União Brasil decide não apoiar candidato à Presidência e libera palanques estaduais
Decisão aprovada em convenção nacional libera candidatos da federação para apoiarem presidenciáveis conforme as alianças regionais.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O partido União Brasil anunciou oficialmente que adotará uma postura de neutralidade na disputa pela Presidência da República nas eleições de 2026. Aprovada durante a Convenção Nacional da legenda, a decisão libera os candidatos integrantes da Federação União Progressista para apoiarem, em âmbito regional, os concorrentes que considerarem mais alinhados aos cenários locais. Com essa medida, a sigla abdica de ter um candidato oficial ao Palácio do Planalto ou de formalizar apoio institucional a qualquer concorrente.
- Segundo o presidente nacional da sigla, Antonio Rueda, a estratégia visa garantir maior flexibilidade política para a consolidação de acordos nos estados e para as composições no Congresso Nacional. Como detentor de uma das maiores bancadas legislativas do país, além de amplo tempo de propaganda e acesso expressivo ao fundo eleitoral, o posicionamento do União Brasil deve impactar diretamente a dinâmica e as negociações de palanques regionais em todo o país.
Presidente do União Brasil, Antônio Rueda - reprodução
O União Brasil anunciou, nesta terça-feira (4), que adotará uma posição de neutralidade na disputa pela Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão foi aprovada durante a Convenção Nacional da legenda e libera os candidatos da Federação União Progressista para apoiarem, em seus estados, os presidenciáveis que considerarem mais alinhados às articulações políticas regionais. Com a medida, o partido não terá um candidato oficial nem declarará apoio institucional a nenhum concorrente ao Palácio do Planalto. A estratégia busca dar maior flexibilidade às alianças estaduais, permitindo que lideranças locais definam seus posicionamentos sem comprometer as composições para os governos estaduais e para o Congresso Nacional. Em nota oficial, o presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, afirmou que a decisão demonstra a maturidade política da legenda e reconhece a importância da Federação União Progressista no cenário nacional. Com uma das maiores bancadas do Congresso Nacional, além de amplo tempo de propaganda eleitoral e acesso ao fundo eleitoral, o posicionamento do União Brasil deve influenciar as negociações políticas nos estados, permitindo que diferentes palanques regionais apoiem candidatos distintos à Presidência da República durante a campanha eleitoral de 2026.
Com aval do PT e do PL, Câmara aprova nova farra para partidos
Com aval do PT e do PL, Câmara aprova nova farra para partidos
Projeto que blinda partidos às vésperas das eleições avança para o Senado
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- A Câmara dos Deputados aprovou um projeto que altera a Lei dos Partidos Políticos, flexibilizando mecanismos de fiscalização e autorizando o envio automatizado de mensagens por partidos e candidatos. O texto limita multas, reduz punições, estabelece novas regras para prestação de contas e impede punições como suspensão de repasses do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral durante o semestre das eleições.
- O projeto também permite que partidos registrem números oficiais de telefone para envio de mensagens a eleitores sem bloqueio, e limita multas aplicadas pela Justiça Eleitoral em casos de rejeição de contas partidárias. Além disso, as legendas poderão parcelar débitos em até 180 meses.
Foto: Kayo Magalhaes | Câmara dos Deputados
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (19) um projeto que altera regras da Lei dos Partidos Políticos e flexibiliza mecanismos de fiscalização das legendas. A proposta limita multas, reduz punições, estabelece novas regras para prestação de contas e autoriza o envio automatizado de mensagens por partidos e candidatos. O texto foi incluído de última hora no sistema de votações pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), embora ele tenha deixado a Mesa Diretora pouco antes do início da análise da matéria. Entre os pontos aprovados, está a proibição de bloqueio ou suspensão de recursos do Fundo Partidário para partidos criados a partir de fusões ou incorporações, mesmo que existam irregularidades em prestações de contas anteriores das legendas incorporadas. A proposta também prevê que as novas regras entrem em vigor imediatamente após eventual sanção presidencial, sem necessidade de respeitar o princípio da anualidade eleitoral, que determina prazo mínimo de um ano antes das eleições para mudanças nas regras do processo eleitoral. Alguns dispositivos podem gerar questionamentos jurídicos justamente por impactarem diretamente as disputas eleitorais. Um dos exemplos citados é a autorização para disparos automatizados de mensagens durante campanhas. O projeto estabelece ainda prazo máximo de três anos para que a Justiça Eleitoral julgue as contas partidárias. Caso a análise não seja concluída nesse período, o processo será extinto. Outro trecho aprovado impede punições como suspensão de repasses do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral durante o semestre das eleições. O texto também proíbe descontos relacionados a condenações anteriores nesse período e impede a suspensão de diretórios partidários. Disparos liberados: A proposta permite que partidos, políticos e candidatos registrem números oficiais de telefone junto à Justiça Eleitoral para envio de mensagens a eleitores sem bloqueio por aplicativos e plataformas digitais, salvo em caso de decisão judicial. Segundo o texto, mensagens enviadas para pessoas previamente cadastradas não serão consideradas disparos em massa, mesmo quando realizadas por sistemas automatizados ou bots. A medida contraria iniciativas da Justiça Eleitoral voltadas ao combate à desinformação e ao uso automatizado de mensagens em campanhas políticas. Multas reduzidas: O projeto limita a R$ 30 mil as multas aplicadas pela Justiça Eleitoral em casos de rejeição de contas partidárias. Atualmente, as punições podem chegar a até 20% do valor considerado irregular. Além disso, as legendas poderão parcelar débitos em até 180 meses, independentemente do valor da dívida. O texto também determina que a desaprovação das contas não impedirá partidos de participar das eleições. Outro ponto aprovado blinda diretórios nacionais de sanções aplicadas a diretórios estaduais e municipais, ao deixar explícito que não há responsabilidade solidária entre os órgãos partidários. A proposta ainda autoriza partidos a criarem universidades e cobrarem mensalidades, dispensa comprovação detalhada de atividades exercidas por dirigentes partidários e altera regras para convocação de suplentes, que passarão a precisar ser do mesmo partido do parlamentar afastado. O texto segue agora para análise do Senado e, se aprovado, dependerá de sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para entrar em vigor.























