Testemunhas de Jeová flexibilizam orientação sobre uso de sangue
Testemunhas de Jeová flexibilizam orientação sobre uso de sangue
Fiéis passam a decidir individualmente sobre doação e uso de hemácias, leucócitos, plasma e plaquetas
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- As Testemunhas de Jeová anunciaram nova orientação que permite aos membros decidir, conforme consciência, se aceitam ou doam componentes sanguíneos como hemácias, leucócitos, plasma e plaquetas. A mudança foi divulgada por Paul Gillies na sexta‑feira (18) e amplia a flexibilização já adotada em março, quando passou a autorizar o uso do próprio sangue do paciente.
- Apesar da liberdade sobre os componentes, a proibição da transfusão de sangue total permanece inalterada, exigindo avaliação individual para cada prática. A decisão individual visa equilibrar crenças religiosas com necessidades médicas, gerando amplo debate entre fiéis e profissionais de saúde.
Foto: Tomaz Silva | Agência Brasil
As Testemunhas de Jeová anunciaram uma mudança na orientação interna sobre o uso de sangue. A partir de agora, os integrantes da religião poderão decidir, de acordo com a própria consciência, se aceitam ou doam determinados componentes sanguíneos. A nova orientação foi divulgada na sexta-feira (18) pelo porta-voz internacional do grupo, Paul Gillies, e envolve hemácias, leucócitos, plasma e plaquetas. Apesar da mudança, a proibição de transfusão de sangue total permanece mantida pela organização. Segundo a nova orientação, cada fiel deverá avaliar individualmente se deseja doar sangue quando o objetivo for fornecer componentes ou frações para utilização por outra pessoa. A alteração amplia uma flexibilização adotada anteriormente. Em março deste ano, o grupo já havia anunciado mudanças relacionadas ao uso do próprio sangue do paciente, permitindo procedimentos que envolvem coleta, armazenamento e posterior utilização no mesmo indivíduo. Com a nova orientação, a decisão passa a abranger também os quatro principais componentes do sangue, cabendo a cada integrante avaliar individualmente as práticas que considera aceitáveis.
Bahia: Ginecologista é preso suspeito de filmar paciente com câmera escondida durante consulta
Médico usava dispositivo acoplado aos óculos
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O ginecologista Hosaná Pereira de Santana foi preso em Salvador, acusado de filmar uma paciente durante um exame na Clínica da Família. A paciente percebeu o dispositivo oculto enquanto era atendida e denunciou à polícia. O médico confessou ter gravado as imagens e alegou que o material seria usado 'para pesquisa'.
- A Clínica da Família suspendeu os atendimentos do médico em caráter preventivo e repudiou qualquer violação à dignidade e à privacidade das pacientes. O Conselho Regional de Medicina da Bahia também se manifestou e abriu uma sindicância de ofício para apurar a conduta do ginecologista.
Foto: Reprodução | Cremeb
O ginecologista Hosaná Pereira de Santana foi preso na manhã desta sexta‑feira (10), em Salvador, suspeito de filmar uma paciente durante um exame na Clínica da Família, no bairro de Vila Laura. Segundo a Polícia Militar, o médico utilizava óculos com câmera oculta para registrar imagens durante a consulta ginecológica. A denúncia foi feita pela própria paciente, que percebeu o dispositivo enquanto era atendida. Equipes da 58ª CIPM foram acionadas pelo Cicom e, ao chegarem à clínica, souberam que o profissional havia deixado o local minutos antes. Os policiais iniciaram buscas e localizaram o veículo do médico na Avenida Heitor Dias. Durante a abordagem, Hosaná confessou ter gravado as imagens e alegou que o material seria usado “para pesquisa”. Ele entregou aos policiais os óculos com câmera e o celular onde os vídeos estavam armazenados. O médico e a paciente foram encaminhados para a Casa da Mulher Brasileira, onde a ocorrência foi registrada. A Clínica da Família informou que suspendeu imediatamente todos os atendimentos realizados pelo profissional, em caráter preventivo. A unidade destacou que o médico não faz parte do quadro societário e apenas utilizava o espaço para consultas. Em nota, a instituição repudiou qualquer violação à dignidade e à privacidade das pacientes e afirmou possuir protocolos rígidos de ética e segurança. O Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb) também se manifestou e abriu uma sindicância de ofício para apurar a conduta do ginecologista. O órgão ressaltou que processos éticos tramitam sob sigilo e que eventuais punições só podem ser divulgadas após decisão definitiva. A Polícia Civil foi procurada, mas ainda não divulgou detalhes sobre o andamento da investigação. O médico permanece à disposição da Justiça enquanto o caso segue em apuração.
























