A nossa bandeira jamais será vermelha, branca e azul
O processo de independência de um país tem, como um dos pilares, o estabelecimento de símbolos, que traduzem o sentimento popular
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Foto: Yuri Almeida
O processo de independência de um país tem, como um dos pilares, o estabelecimento de símbolos, que traduzem o sentimento popular, gera pertencimento e organiza valores da sociedade. Hinos, bandeiras e conceitos são exemplos desses símbolos. Assim, o marketing político disputa além das narrativas, também esses símbolos.
Como lembra Benedict Anderson, em Comunidades Imaginadas (1983), “as nações são comunidades políticas imaginadas porque, mesmo sem que seus membros se conheçam, compartilham símbolos, ritos e narrativas que os unem em um sentimento de pertencimento”. Nesse sentido, os símbolos nacionais são mais do que ornamentos: são a matéria-prima da identidade coletiva.
Os movimentos fascistas em todo mundo — e aqui no Brasil, o bolsonarismo — sequestraram os símbolos nacionais e as cores como identidade do seu projeto político. Bolsonaro bradava: “que a nossa bandeira jamais será vermelha”, em contraponto à cor adotada pelo Partido dos Trabalhadores.
Vestir verde e amarelo, até então, era sinônimo de estar ao lado de Bolsonaro. O PT, nas eleições seguintes, ficou mais colorido e, após a vitória de Lula em 2022, voltou a disputar o verde e amarelo. Sob o slogan “União e Reconstrução” (recentemente atualizado para “do lado do povo brasileiro”), a comunicação institucional do Governo Federal buscava apaziguar a polarização política no Brasil.
Direita vai às ruas em São Paulo por anistia a Bolsonaro e contra Moraes; Tarcísio fala em 'tirania' do STF
Manifestação contou com presença do governador Tarcísio de Freitas, que classificou atuação de Moraes como tirânica e defendeu pacificação nacional
Por: Willian Silva
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Foto - Paulo Pinto / Agência Brasil
Em uma mobilização organizada por grupos de direita e representantes de movimentos religiosos, milhares de manifestantes se reuniram na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (7), para defender pautas como a liberdade de expressão, a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Durante o ato, também foram registrados protestos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com participantes pedindo sua prisão em alguns momentos. A manifestação ocorreu de forma pacífica, mas teve forte tom político e ideológico. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), discursou ao lado de apoiadores e classificou o evento como uma "celebração incompleta", em referência ao que chamou de ausência de liberdade de ir e vir do ex-presidente Bolsonaro. Segundo ele, o processo que envolve os acontecimentos do 8 de Janeiro estaria sendo conduzido com viés ideológico e baseado em uma delação "fragilizada e incoerente". "O que vemos é a construção de narrativas por parte da esquerda para responsabilizar Bolsonaro. Falam de democracia, mas violam seus princípios sob o pretexto de protegê-la", afirmou o governador. Tarcísio também defendeu uma anistia ampla a todos os envolvidos nos atos, com o objetivo de promover uma reconciliação nacional.Ainda em seu discurso, Freitas destacou a consolidação de uma direita "anti-sistema", liberal na economia, e sem receio de se posicionar nas ruas. Ele classificou a atuação do ministro Alexandre de Moraes como "tirania".























