Polícia Federal afasta Eduardo Bolsonaro por excesso de faltas
Decisão é preventiva e ocorre após ausência superior a 30 dias; corregedoria abriu processo administrativo.
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Foto: Reprodução
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro foi afastado de forma preventiva do cargo de escrivão da Polícia Federal por excesso de faltas não justificadas. A decisão determina que ele entregue a arma de fogo institucional e a carteira funcional em até cinco dias úteis. Em 2 de janeiro, a PF havia ordenado o retorno imediato de Eduardo ao exercício do cargo no Rio de Janeiro, após a cassação do mandato parlamentar. Desde 19 de dezembro de 2025, porém, ele acumula ausências não justificadas. O ex-deputado está nos Estados Unidos.À época, a corporação informou que a ausência poderia resultar em providências administrativas e disciplinares. Nesta quinta-feira (26), foi publicado o despacho do corregedor regional da PF no Rio com a formalização do afastamento. Em 27 de janeiro, a corregedoria instaurou processo administrativo para apurar se houve abandono intencional do cargo por mais de 30 dias consecutivos. O afastamento permanece válido até a conclusão do procedimento.Eduardo ingressou como escrivão da PF em 2010, em Guajará-Mirim (RO), e atuou até 2015, quando se licenciou para assumir o mandato de deputado federal. Por que o mandato foi cassado: O mandato foi cassado com base em regra constitucional que prevê a perda do cargo para parlamentares que faltarem a mais de um terço das sessões deliberativas do ano. Desde o início do ano, Eduardo reside nos Estados Unidos, alegando perseguição política e jurídica. O que faz um escrivão da PF: O escrivão é responsável pela formalização de procedimentos investigativos, garantindo a validade jurídica de inquéritos policiais. Também atua na lavratura de autos e mandados, organização de documentos, controle de provas e registros de fianças.























