Ministério Público Eleitoral diz que chapéu de Lula na foto da urna não fere regras do TSE
Presidente passou a usar chapéu após recomendação médica, segundo a assessoria de imprensa.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não identificou irregularidades na fotografia de Lula para a urna eletrônica, em que o presidente usa um chapéu-panamá, e concluiu que o acessório não possui conotação de propaganda eleitoral nem dificulta o reconhecimento do candidato pelos eleitores. Espinosa argumentou que permitir o uso do chapéu atende ao princípio do pluralismo político previsto na Constituição, enquanto a assessoria de Lula afirmou que é a primeira vez que o presidente utiliza o acessório em campanha, justificando a escolha por recomendação médica após a retirada de uma lesão de câncer de pele no couro cabeludo.
- A resolução do TSE exige que as fotos dos candidatos sejam frontais, em formato de busto e com trajes adequados, proibindo elementos cênicos ou adornos que possam caracterizar propaganda eleitoral ou dificultar a identificação do candidato. O texto também menciona que o chapéu-panamá, nomeado em homenagem ao Canal do Panamá, é tradicionalmente produzido no Equador, mas comercializado amplamente a partir do país.
Foto: Reprodução
O vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não identificou irregularidades na fotografia apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a urna eletrônica. Na imagem, o candidato aparece usando um chapéu-panamá. No parecer, o representante do Ministério Público Eleitoral concluiu que o acessório não possui conotação de propaganda eleitoral e também não dificulta o reconhecimento do candidato pelos eleitores. Para Espinosa, permitir o uso da peça atende ao princípio do pluralismo político previsto na Constituição. Segundo a assessoria de Lula, esta é a primeira vez que o presidente utiliza o chapéu em uma campanha presidencial. O acessório passou a fazer parte da rotina do petista por recomendação médica, após a retirada de uma lesão de câncer de pele no couro cabeludo, em abril deste ano. A resolução do TSE estabelece que a fotografia dos candidatos para a urna eletrônica deve ser frontal, em formato de busto e com trajes adequados para uma foto oficial. A norma também proíbe elementos cênicos ou adornos que possam caracterizar propaganda eleitoral, induzir o eleitor ou dificultar a identificação do candidato. Conhecido mundialmente durante a construção do Canal do Panamá, o chapéu-panamá ganhou esse nome por ter sido amplamente comercializado a partir do país, embora seja tradicionalmente produzido no Equador.
Nunes Marques restabelece filiação de Flávio ao PL e libera registro de candidatura
Ministro do STF determinou exclusão de vínculo com o Missão e acionou PF para investigar autoria da alteração no sistema
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Nunes Marques, determinou que a filiação do senador Flávio Bolsonaro ao PL seja restabelecida imediatamente. A decisão permite que a campanha utilize o sistema da Justiça Eleitoral para formalizar o registro da candidatura ao Palácio do Planalto. A medida foi tomada após uma alteração no cadastro partidário ter impedido Flávio de registrar sua candidatura.
- O ministro acolheu o pedido de tutela de urgência e determinou a retirada do registro de filiação ao partido Missão e a liberação imediata do Sistema Candex, utilizado para os pedidos de registro de candidatura. O caso será encaminhado à Polícia Federal para investigar a autoria e o contexto da alteração no cadastro partidário.
Foto: Carlos Moura | Agência Senado
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira (13) que a filiação do senador Flávio Bolsonaro ao PL seja restabelecida imediatamente. A decisão também permite que a campanha utilize o sistema da Justiça Eleitoral para formalizar o registro da candidatura dele à Presidência da República. A medida foi tomada após uma alteração no cadastro partidário ter impedido, mais cedo, que Flávio registrasse sua candidatura. O parlamentar passou a aparecer no sistema como filiado ao partido Missão, de Renan Santos. Nunes Marques acolheu o pedido de tutela de urgência apresentado pela defesa do senador e determinou que a filiação ao PL seja considerada válida desde 30 de novembro de 2021, quando ocorreu o vínculo original. O ministro também ordenou a retirada do registro de filiação ao Missão e a liberação imediata do Sistema Candex, utilizado para os pedidos de registro de candidatura. TSE manda investigar alteração - Na decisão, Nunes Marques destacou que Flávio permaneceu filiado ao PL desde 2021 e que, entre a noite de quarta-feira (12) e a manhã desta quinta, uma nova filiação foi registrada no Sistema de Filiação Partidária (FILIA) sem que o senador tivesse manifestado essa intenção. A alteração provocou automaticamente sua saída do PL e impediu o registro da candidatura. "A filiação partidária constitui condição de elegibilidade [...] e pressuposto para o exercício do direito de ser votado, não podendo ser suprimida por ato de terceiro estranho à vontade do filiado", escreveu o ministro. Para Nunes Marques, também não seria plausível que Flávio tivesse decidido espontaneamente trocar o PL pelo Missão. Além de ser candidato do PL à Presidência, o partido de destino já possui candidatura própria ao Palácio do Planalto, a de Renan Santos. Na avaliação do relator, a situação reforça os indícios de que a mudança não partiu do senador. O ministro ainda determinou a preservação dos registros de acesso e dos logs do Sistema FILIA relacionados à alteração. O caso será encaminhado à Polícia Federal, que deverá instaurar inquérito para investigar "a autoria, as circunstâncias e o contexto" do registro. Com a decisão, a campanha de Flávio poderá retomar o processo de registro da candidatura antes do prazo final estabelecido pela Justiça Eleitoral, que termina neste sábado (15), às 19h.
Pesquisa aponta empate técnico entre ACM Neto e Jerônimo na disputa pelo governo da Bahia
Ex-prefeito aparece com 44% das intenções de voto, contra 42% do governador; no segundo turno, diferença também está dentro da margem de erro
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Uma pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (11) mostra que o ex-prefeito de Salvador ACM Neto está tecnicamente empatado com o governador Jerônimo Rodrigues na disputa pelo governo da Bahia nas eleições de 2026. No cenário de primeiro turno, ACM Neto aparece com 44% das intenções de voto, enquanto Jerônimo registra 42%.
- Em uma eventual disputa de segundo turno entre ACM Neto e Jerônimo, o cenário permanece apertado. O ex-prefeito de Salvador aparece com 45%, enquanto o governador registra 44%. A pesquisa Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores entre os dias 6 e 10 de agosto e tem margem de erro de dois pontos percentuais.
Foto: Reprodução
Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (11) aponta empate técnico entre o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) na disputa pelo governo da Bahia nas eleições de 2026. No cenário de primeiro turno, ACM Neto aparece com 44% das intenções de voto, enquanto Jerônimo registra 42%. Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados. Os demais pré-candidatos aparecem com até 2% das intenções de voto. A pesquisa também considera os votos brancos e nulos e os eleitores que ainda não sabem em quem votar ou preferiram não responder. Em uma eventual disputa de segundo turno entre ACM Neto e Jerônimo, o cenário permanece apertado. O ex-prefeito de Salvador aparece com 45%, enquanto o governador registra 44%. Brancos e nulos somam 7%, e 4% dos entrevistados não souberam ou não responderam. A diferença de um ponto percentual também está dentro da margem de erro. O levantamento avaliou ainda a rejeição dos pré-candidatos. ACM Neto registra 44%, enquanto Jerônimo aparece com 43%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois também estão tecnicamente empatados nesse quesito. Entre os demais nomes, Ronaldo Mansur (PSOL) tem 20% de rejeição. Ariel Capistrano e José Estevão, ambos do DC, aparecem com 14% cada. Aroldo Félix (UP) registra 13%. Segundo a pesquisa, 2% dos entrevistados afirmaram que poderiam votar em todos os candidatos, enquanto outros 2% não souberam ou não responderam. O Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores entre os dias 6 e 10 de agosto. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BA-00277/2026.
Assim como ACM Neto, Paulo Souto atribui vitória de Wagner em 2006 a força de Lula
"Eu não vejo outra explicação para isso", diz Souto em entrevista ao podcast Metropod
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Foto: Agência Metropress
A força de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Bahia é reiteradamente levantada pela oposição que não consegue vencer as eleições no estado há 16 anos. Em entrevista ao Metropod, o ex-governador Paulo Souto afirma que a primeira vez em que a derrota foi atribuída ao crescimento eleitoral do presidente na Bahia foi em 2006 — quando perdeu no primeiro turno para o senador Jaques Wagner (PT). "Por tudo que aconteceu naquele momento e depois, pela primeira vez atribuímos isso muito ao crescimento da força eleitoral do presidente Lula aqui na Bahia. Eu não vejo outra explicação para isso", diz Souto. De acordo com o ex-governador, não houve erro na campanha, apesar de atribuir também a derrota ao desgaste e 16 anos no poder. "Tem sempre aquela história: 16 anos de poder, uma oposição muito forte, às vezes violenta, aqui na Bahia", afirma.
























