Em entrevista, Caiado compara anistia do 8 de Janeiro à anulação das condenações de Lula
Presidenciável afirmou que pretende enviar ao Congresso um projeto de anistia "ampla e irrestrita" caso seja eleito.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, defendeu a concessão de uma anistia ampla aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, comparando a medida à anulação das condenações de Lula na Operação Lava Jato. Ele afirmou que a proposta visa pacificar o país e que o Supremo já concedeu anistia ao presidente Lula, embora as condenações de Lula não tenham sido anuladas por anistia, mas sim pelo STF em 2021.
- Além da anistia, Caiado apresentou planos econômicos que incluem limitar as despesas públicas a no máximo 50% do PIB, corrigidas pela inflação, e a possibilidade de alterar a idade mínima para aposentadoria. Na área de segurança, ele defende a criação da “SulPol”, uma força de cooperação policial inspirada na Europol, e planeja abrir investigações envolvendo o INSS e o Banco Master, enquanto mantém a intenção de contar com governadores Eduardo Leite e Ratinho Júnior em seu governo.
Foto: Reprodução - TV Globo
O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, defendeu nesta terça-feira (25) a concessão de uma anistia ampla aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. Durante entrevista à TV Globo, o ex-governador de Goiás afirmou que a medida seria uma forma de "pacificar o país" e comparou a proposta à anulação das condenações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Operação Lava Jato. "Vou encaminhar um projeto de anistia ampla e irrestrita, da mesma maneira que, de uma forma especial, o Supremo também concedeu ao presidente Lula", declarou. As condenações de Lula, no entanto, não foram anuladas por meio de anistia. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) invalidou os processos ao reconhecer irregularidades processuais na Operação Lava Jato. Na entrevista, Caiado afirmou que nunca questionou o resultado das eleições e se definiu como democrata. Segundo ele, "o traço do brasileiro não é de construir o ódio" e outras anistias concedidas no país serviriam de exemplo para a proposta. Questionado sobre economia, o candidato disse que pretende limitar as despesas públicas a, no máximo, 50% do Produto Interno Bruto (PIB), corrigidas pela inflação, mas afirmou que ainda não detalhará medidas como uma eventual mudança na idade mínima para aposentadoria. Na área da segurança pública, Caiado voltou a defender a criação da "SulPol", uma força de cooperação policial entre o Brasil e países vizinhos, inspirada na Europol, para reforçar o combate ao crime organizado. O presidenciável também criticou o governo Lula na área da segurança, afirmou que pretende pedir ao STF a abertura do sigilo de investigações envolvendo o INSS e o Banco Master e negou que o PSD esteja negociando uma eventual desistência da candidatura de Romeu Zema (Novo) em seu favor. Durante agenda em São Paulo, Caiado ainda afirmou que, caso seja eleito, pretende contar com os governadores Eduardo Leite (PSD) e Ratinho Júnior (PSD) em sua equipe de governo, classificando ambos como "exemplo" de gestão pública.
Salário mínimo deve subir para R$ 1.741 em 2027, diz ministro
Salário mínimo deve subir para R$ 1.741 em 2027, diz ministro
Valor representa aumento de 7,4% em relação ao piso atual e ainda é uma projeção, que será incluída no Orçamento de 2027
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O salário mínimo no Brasil deve subir de R$ 1.621 para R$ 1.741 em 2027, conforme anunciado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. A proposta, que será incluída no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) e enviada ao Congresso até 31 de agosto, representa um aumento de 7,4% e ultrapassa a previsão anterior de R$ 1.717. O valor ainda é uma projeção e será definido no fim de 2026, após a divulgação do INPC acumulado até novembro.
- O reajuste também impacta benefícios como aposentadorias, pensões do INSS, BPC, seguro‑desemprego e abono salarial, já que cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social têm valor vinculado ao piso. O governo pretende manter o ganho real previsto para o salário mínimo e controlar o crescimento de outras despesas obrigatórias, com o novo valor entrando em vigor em janeiro de 2027.
Foto: Marcello Casal Jr | Agência Brasil
O salário mínimo deverá subir de R$ 1.621 para R$ 1.741 em 2027, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A estimativa será incluída no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que será enviado ao Congresso Nacional até 31 de agosto. O novo valor representa aumento de R$ 120, ou 7,4%, e supera em R$ 24 a previsão de R$ 1.717 apresentada pelo governo na proposta da LDO, em abril. O valor ainda é uma projeção e será definido no fim de 2026, após a divulgação do INPC acumulado até novembro. A regra atual considera a inflação medida pelo índice e ganho real de 2,5%. O reajuste também afeta benefícios como aposentadorias, pensões do INSS, BPC, seguro-desemprego e abono salarial. Segundo Durigan, o governo pretende manter o ganho real previsto para o salário mínimo e controlar o crescimento de outras despesas obrigatórias. Cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social têm valor vinculado ao piso. Se a projeção for confirmada, o salário mínimo de R$ 1.741 entrará em vigor em janeiro de 2027.
Senado aprova projeto que reduz tributos sobre combustíveis
Senado aprova projeto que reduz tributos sobre combustíveis
Texto também passou pela Câmara e segue para sanção presidencial
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O Senado aprovou o PLP 114/2026, que reduz tributos federais sobre combustíveis, em resposta à alta dos preços causada pela guerra dos EUA contra o Irã. A medida será compensada pela arrecadação de royalties de petróleo e inclui subvenções, créditos fiscais e limites para despesas em caso de déficit fiscal.
- O projeto ainda prevê gastos adicionais para o Ministério da Defesa, despesas antecipadas em saúde e educação e aporte de R$ 28 bilhões em royalties de petróleo entre janeiro e março de 2026.
Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
O Senado aprovou, por 61 votos a 2, nesta quarta-feira (12), o PLP 114/2026, que reduz tributos federais sobre diesel, biodiesel, gasolina, etanol e querosene de aviação. A proposta, aprovada horas antes pela Câmara, segue para sanção presidencial. A medida busca conter os impactos da alta dos combustíveis provocada pela guerra dos Estados Unidos contra o Irã e será compensada pelo aumento da arrecadação da União com royalties do petróleo. Entre janeiro e março, a arrecadação chegou a R$ 28 bilhões, contra R$ 9 bilhões no mesmo período de 2025. O projeto também prevê R$ 1,2 bilhão em subvenções para produtores de etanol, até R$ 750 milhões em compensação de débitos e R$ 5 bilhões em créditos fiscais para o setor de fertilizantes entre 2027 e 2031. O texto ainda estabelece limites para o crescimento de determinadas despesas em caso de déficit fiscal e autoriza até R$ 2,5 bilhões em gastos do Ministério da Defesa e a antecipação de R$ 3 bilhões em despesas de saúde e educação previstas para 2027.
Déficit das contas públicas pode ser o maior em mais de 20 anos no governo Lula
Déficit das contas públicas pode ser o maior em mais de 20 anos no governo Lula
Economistas apontam avanço da dívida pública e alertam para necessidade de ajuste fiscal nos próximos anos.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O governo brasileiro corre o risco de encerrar o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o maior déficit nominal em mais de duas décadas, devido às contas públicas que estão em um patamar precário. O déficit nominal acumulado em 12 meses alcançou 9,99% do PIB em junho, e a dívida bruta do governo subiu para R$ 10,8 trilhões, equivalente a 81,9% do PIB.
- Os especialistas afirmam que o crescimento das despesas públicas acima da arrecadação é o principal fator de preocupação e que sem medidas de ajuste fiscal, a dívida pode continuar aumentando e alcançar 100% do PIB nos próximos anos.
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil
As contas públicas do Brasil podem encerrar o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o maior déficit nominal em mais de duas décadas, segundo estimativas de economistas. O indicador, que considera receitas, despesas e o pagamento de juros da dívida pública, pode atingir 8,6% do Produto Interno Bruto (PIB) até o fim do mandato. Dados do Banco Central mostram que o déficit nominal acumulado em 12 meses chegou a 9,99% do PIB em junho. No mesmo período, a dívida bruta do governo subiu para R$ 10,8 trilhões, equivalente a 81,9% do PIB. Especialistas afirmam que o principal fator de preocupação é o crescimento das despesas públicas acima da arrecadação. Eles alertam que, sem medidas de ajuste fiscal, a dívida pode continuar aumentando e alcançar 100% do PIB nos próximos anos. Os economistas também destacam que juros elevados, baixo crescimento da economia e déficits recorrentes pressionam as contas públicas. A avaliação é de que o país precisará adotar reformas e medidas para controlar os gastos e garantir maior equilíbrio fiscal nos próximos anos.
Gastos da Vice-Governadoria da Bahia aumentam 157% sob Geraldo Jr.
Gastos da Vice-Governadoria da Bahia aumentam 157% sob Geraldo Jr.
Levantamento aponta crescimento das despesas da Vice-Governadoria da Bahia desde 2023; militares, salários e contratos estão entre os principais custos do gabinete.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- A Vice-Governadoria da Bahia registrou um aumento expressivo de 157% nas despesas públicas desde o início da gestão de Geraldo Jr. (MDB), totalizando R$ 32,4 milhões entre janeiro de 2023 e maio de 2026. Este valor contrasta drasticamente com os R$ 12,6 milhões gastos durante o segundo mandato do ex-vice-governador João Leão (PP), entre 2019 e 2022, superando a marca anterior mesmo antes do término do mandato atual. Ainda restam sete meses para o encerramento do ciclo administrativo, indicando a possibilidade de uma diferença ainda maior entre os períodos.
- Os dados detalham que somente nos primeiros cinco meses de 2026, a Vice-Governadoria desembolsou R$ 4,1 milhões, com as principais despesas incluindo pagamentos de salários, diárias de militares, passagens e contratos de locação de mão de obra. O maior volume de gastos foi observado em 2025, atingindo R$ 10,8 milhões, dos quais R$ 6,15 milhões foram destinados a custos ligados a militares. Em contraste, na administração anterior, de João Leão, os gastos anuais permaneceram consistentemente abaixo de R$ 4 milhões, evidenciando a acentuada elevação na atual gestão.
Foto: Reprodução
A Vice-Governadoria da Bahia registrou forte aumento nas despesas públicas desde o início da gestão de Geraldo Jr. (MDB). Dados oficiais apontam que o gabinete já consumiu R$ 32,4 milhões entre janeiro de 2023 e maio de 2026, valor 157% superior ao registrado durante o segundo mandato de João Leão (PP), entre 2019 e 2022. No período em que ocupou o cargo, João Leão acumulou gastos de R$ 12,6 milhões em quatro anos. Já a atual gestão ultrapassou essa marca antes mesmo do fim do mandato. Ainda restam sete meses para o encerramento do ciclo administrativo, o que pode ampliar a diferença entre os dois períodos. Somente nos primeiros cinco meses deste ano, a Vice-Governadoria desembolsou R$ 4,1 milhões. Entre as principais despesas aparecem pagamentos de salários, diárias de militares, passagens e contratos de locação de mão de obra. O maior volume de gastos foi registrado em 2025, quando as despesas chegaram a R$ 10,8 milhões. Desse total, cerca de R$ 6,15 milhões foram destinados a custos ligados a militares, incluindo remunerações, auxílios e diárias. Em 2024, ano em que Geraldo Jr. disputou a Prefeitura de Salvador, o gabinete teve despesas de R$ 9 milhões. Já em 2023, primeiro ano da atual gestão, os gastos somaram R$ 8,4 milhões. Na administração anterior, os números permaneceram abaixo de R$ 4 milhões por ano. Em 2019, as despesas chegaram a R$ 3,05 milhões. Em 2020, houve redução para R$ 2,8 milhões. Os gastos voltaram a subir em 2021, com R$ 3,43 milhões, e fecharam 2022 em R$ 3,36 milhões.
























