Jaques Wagner resiste a deixar liderança do governo no Senado
Jaques Wagner resiste a deixar liderança do governo no Senado
Senador afirma que só deixará o cargo se houver pedido do presidente Lula; encontro entre os dois é esperado para esta semana.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), tem resistido à pressão de aliados e integrantes do governo para deixar seu cargo após ser alvo de uma operação da Polícia Federal relacionada às investigações sobre o Banco Master. O senador afirma que só se afastará da liderança se houver um pedido direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem uma conversa é aguardada para quarta-feira, após seu retorno a Brasília.
- Nos bastidores, o governo discute a saída de Wagner para reduzir o desgaste político. Embora Lula tenha manifestado solidariedade, integrantes do governo alertam que isso não garante sua permanência. Uma solução negociada é cogitada, com Wagner deixando a liderança após a visita presidencial à Bahia, no início de julho, justificando a necessidade de se dedicar a articulações eleitorais no estado.
Foto: Alessandro Dantas | PT-SF
O líder do governo no Senado, o senador Jaques Wagner (PT-BA), tem resistido à pressão de aliados e integrantes do governo para deixar o cargo após ser alvo de uma operação da Polícia Federal relacionada às investigações sobre o Banco Master. Segundo interlocutores, Wagner tem afirmado que não pretende se afastar da liderança do governo, a menos que receba um pedido direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma conversa entre os dois é aguardada para quarta-feira (24), quando o senador deve retornar a Brasília. Nos bastidores, integrantes do governo avaliam que a saída de Wagner poderia reduzir o desgaste político provocado pela investigação e evitar que o tema continue impactando o Palácio do Planalto. A expectativa entre aliados é que Lula discuta o assunto diretamente com o senador nos próximos dias. Parte da base governista defende uma solução negociada, com Wagner deixando a liderança após a visita presidencial à Bahia, prevista para o dia 2 de julho. Nesse cenário, a justificativa pública seria a necessidade de o senador se dedicar às articulações políticas e eleitorais no estado. A permanência de Wagner também divide opiniões dentro do governo. Alguns aliados entendem que a continuidade no cargo mantém o senador sob maior exposição política e dificulta sua estratégia de defesa. Outros avaliam que uma saída imediata poderia ser interpretada como um pré-julgamento. Nos últimos dias, o presidente Lula conversou com Wagner por telefone e manifestou solidariedade ao aliado. Integrantes do governo, porém, afirmam que o gesto não representa necessariamente uma garantia de permanência na liderança. Enquanto as discussões continuam, o senador tem reiterado publicamente que permanece no cargo e que qualquer decisão sobre a liderança cabe ao presidente da República.























