Congresso aprova uso de spray de pimenta para defesa pessoal de mulheres
Congresso aprova uso de spray de pimenta para defesa pessoal de mulheres
Medida vale para maiores de 18 anos e jovens de 16 e 17 com autorização dos responsáveis
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O Congresso Nacional aprovou projeto que autoriza mulheres a comprar e usar spray de pimenta para defesa pessoal. A medida permite a compra a partir de 18 anos, com autorização dos responsáveis, e comprovação de residência fixa e não condenação por crime violento.
- O projeto também cria um programa nacional de capacitação para ensinar mulheres a usar o spray com segurança e define as especificações técnicas da Anvisa e regulamenta itens do Exército.
- A aprovação aguarda decisão do presidente Lula, que pode sancionar integralmente ou vetar trechos da proposta.
Foto: Ton Molina | Agência Senado
O Congresso Nacional aprovou o projeto que autoriza mulheres a comprar e usar spray de pimenta para defesa pessoal. A votação final ocorreu no Senado nesta terça‑feira (30), e o texto agora segue para sanção presidencial. Confirme sempre as informações em fontes oficiais. A medida permite a compra por mulheres a partir de 18 anos — e por jovens de 16 a 17, com autorização dos responsáveis. O uso deve ser proporcional e interrompido após a agressão ser neutralizada. Para adquirir o produto, será necessário comprovar residência fixa e não ter condenação por crime violento. Comerciantes deverão registrar as vendas por cinco anos e orientar sobre o uso correto. A Anvisa definirá as especificações técnicas da maior parte dos sprays, enquanto o Exército regulamentará itens com oleoresina capsicum. O limite máximo permitido será de 50 ml. O projeto também cria um programa nacional de capacitação, com oficinas e campanhas educativas para ensinar mulheres a usar o spray com segurança. O uso indevido poderá gerar advertência, multa, apreensão do produto e proibição de compra por até cinco anos. Em caso de perda ou furto, será obrigatório registrar boletim de ocorrência. Especialistas divergem sobre a medida. A delegada Raquel Gallinati afirma que o spray não substitui políticas públicas e exige treinamento, alertando para o risco de a própria vítima ser atingida. Já o coronel reformado José Vicente Filho considera o equipamento útil, desde que haja orientação adequada e que seja usado apenas em situações de ameaça à vida ou à integridade física. Com a aprovação no Congresso, o texto aguarda decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que poderá sancionar integralmente ou vetar trechos da proposta.



















