Impasse entre Lula e Alcolumbre trava votações no Congresso
Impasse entre Lula e Alcolumbre trava votações no Congresso
Sem consenso entre governo e Senado, Congresso entra em recesso sem analisar propostas consideradas estratégicas, como a PEC da Segurança Pública e o fim da escala 6×1.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Congresso Nacional cancelou a sessão destinada a analisar vetos presidenciais devido à falta de acordo entre as lideranças políticas, adiando votações cruciais antes do recesso parlamentar que se inicia na próxima semana. Com o recesso e o posterior calendário eleitoral, o ritmo legislativo deve desacelerar significativamente, deixando pendentes propostas de grande relevância nacional, como a PEC da Segurança Pública, a PEC do fim da escala de trabalho 6x1 e a nova indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF).
- Nos bastidores, o impasse é agravado pelo distanciamento político entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, estremecido desde a rejeição do nome de Jorge Messias para a Suprema Corte. Paralelamente às tensões políticas, a única negociação que avança envolve a proposta de refinanciamento de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos, que prevê condições especiais de pagamento e taxas de juros diferenciadas.
Foto: Reprodução
O Congresso Nacional cancelou a sessão prevista para esta quinta-feira (9), que analisaria vetos presidenciais e poderia destravar outras votações importantes. A decisão foi anunciada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que atribuiu o adiamento à falta de acordo entre as lideranças. Com o cancelamento, deputados e senadores entram na reta final antes do recesso parlamentar sem votar projetos considerados prioritários para o país. O intervalo legislativo começa na próxima semana e segue até 31 de julho. Na sequência, o calendário eleitoral deve reduzir ainda mais o ritmo das atividades no Congresso, já que a campanha oficial começa em 13 de agosto. Entre as propostas que permanecem sem definição estão a PEC da Segurança Pública, a PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, o projeto que regulamenta a exploração de terras raras e a proposta que autoriza o uso de receitas extras do petróleo para reduzir impostos sobre combustíveis. Também segue pendente a indicação do novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que ocupará a vaga aberta após a rejeição do nome de Jorge Messias. Nos bastidores, o principal fator para o impasse é o desgaste na relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Davi Alcolumbre. Os dois ainda não voltaram a se reunir desde a votação que rejeitou a indicação de Messias ao STF, no fim de abril. O novo líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE), tenta articular um encontro entre os dois ainda neste mês para reaproximar governo e Congresso. Mesmo que a reunião aconteça, não há expectativa de retomada das votações antes do recesso. Enquanto isso, a principal negociação em andamento envolve o refinanciamento das dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta prevê prazo de até dez anos para pagamento, com dois anos de carência e juros de 6% para os casos enquadrados nas novas regras. Outros produtores deverão contar com condições diferentes, incluindo prazos menores e taxas de 9%.
Alcolumbre sai em defesa de Jaques Wagner após ação da PF
Alcolumbre sai em defesa de Jaques Wagner após ação da PF
Davi Alcolumbre diz que operação da PF afetou o exercício do mandato de Jaques Wagner e reforça a presunção de inocência do parlamentar.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou que a Advocacia da Casa pedirá ao Supremo Tribunal Federal (STF) para atuar na defesa das prerrogativas do senador Jaques Wagner (PT-BA). A medida visa garantir o pleno exercício do mandato de Wagner, que foi alvo de uma operação da Polícia Federal autorizada pela Corte, e combater o que Alcolumbre chamou de "criminalização da política" e condenação antecipada na opinião pública.
- Jaques Wagner foi alvo de buscas em investigação que apura suspeitas de recebimento de benefícios de antigos controladores do Banco Master, incluindo ingressos para shows, uso de aeronaves e um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões. Após a operação, o senador deixou a liderança do governo no Senado, negando irregularidades e afirmando não ser réu nem ter atuado em favor do Banco Master. A defesa de Wagner também solicitou ao STF a anulação das buscas. Alcolumbre garantiu apoio ao colega, defendendo a presunção de inocência, apesar de restrições citadas por ele não aparecerem na decisão que autorizou a operação.
Foto: Valter Campanato | Agência Brasil
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou nesta terça-feira (30) que a Advocacia da Casa vai pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) para atuar na defesa das prerrogativas do senador Jaques Wagner (PT-BA), alvo de uma operação da Polícia Federal autorizada pela Corte. Durante discurso no plenário, Alcolumbre afirmou que a medida busca garantir o pleno exercício do mandato de Wagner. Segundo ele, operações desse tipo acabam provocando uma condenação antecipada na opinião pública e contribuem para a "criminalização da política". Jaques Wagner foi alvo de buscas no último dia 19 em investigação que apura suspeitas de recebimento de benefícios de antigos controladores do Banco Master, como ingressos para shows, uso de aeronaves e um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões. Após a operação, o senador deixou a liderança do governo no Senado. O petista nega irregularidades. Em nota, afirmou que não é réu, não foi denunciado e que não atuou em favor do Banco Master no Congresso. A defesa também pediu ao STF a anulação das buscas realizadas em seus imóveis. Alcolumbre citou a necessidade de preservar direitos ligados ao mandato, como o uso de verbas indenizatórias para despesas de gabinete. No entanto, essas restrições não aparecem na decisão do ministro André Mendonça que autorizou a operação. O presidente do Senado disse ainda que conversou com Wagner após a ação da PF e garantiu apoio ao colega, defendendo que a presunção de inocência seja respeitada durante as investigações.
Fiesp articula pressão sobre Senado contra fim da escala 6x1
Fiesp articula pressão sobre Senado contra fim da escala 6x1
Representantes do setor devem se reunir com Davi Alcolumbre para tentar retardar a transição da jornada semanal de 44 para 40 horas.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Representantes de setores produtivos do país começaram uma articulação para tentar barrar ou retardar a proposta que prevê o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas. O objetivo é desacelerar a tramitação da proposta, que tem o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.Entre os principais pontos da proposta está a redução da jornada semanal de trabalho em duas etapas, com a primeira mudança começando 60 dias após a promulgação da PEC e a segunda redução sendo aplicada nos 12 meses seguintes. O texto ainda precisa ser levado ao plenário da Câmara dos Deputados, o que pode ampliar o embate entre representantes dos trabalhadores e setores empresariais.
Foto: Marcos Oliveira | Agência Senado
Representantes de diversos setores produtivos do país iniciaram uma articulação em Brasília para tentar barrar ou retardar o avanço da proposta que prevê o fim da escala 6x1 e a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas. O grupo empresarial, liderado por Paulo Skaf, presidente da Fiesp, deve se reunir nesta terça-feira (26) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O objetivo do encontro é tentar desacelerar a tramitação da proposta que altera a jornada de trabalho no país. Desde o início das discussões, empresários vêm demonstrando preocupação com possíveis impactos econômicos e aumento de custos operacionais caso a medida seja aprovada. Nos bastidores políticos, a proposta ganhou força após acordo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para implantação gradual das mudanças no prazo de 14 meses. O relator da PEC que trata do fim da escala 6x1, o deputado federal baiano Leo Prates (Republicanos-BA), apresentou nesta segunda-feira (25) o relatório prevendo uma transição escalonada da carga horária. Pela proposta, a redução será feita em duas etapas de duas horas cada. A primeira mudança começaria 60 dias após a promulgação da PEC. Já a segunda redução seria aplicada nos 12 meses seguintes. A expectativa em Brasília é de que o texto seja levado ao plenário da Câmara dos Deputados ainda nesta semana, ampliando o embate entre representantes dos trabalhadores e setores empresariais.
Alcolumbre promulga Lei da Dosimetria que pode reduzir pena de Bolsonaro
Alcolumbre promulga Lei da Dosimetria que pode reduzir pena de Bolsonaro
Texto foi publicado após derrubada de veto de Lula no Congresso e altera regras de cálculo e progressão de penas em crimes ligados aos ataques de 2023
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, promulgou nesta sexta-feira (8) a Lei da Dosimetria, cujo texto será publicado em edição extra do Diário Oficial da União. Esta medida abre caminho para a possível redução de penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, sentenciado a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista. A promulgação ocorreu após a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que havia barrado o projeto na mesma data em que os ataques completaram três anos.
- A derrubada do veto presidencial foi aprovada na última quinta-feira (30) tanto na Câmara dos Deputados, com 318 votos favoráveis, quanto no Senado, que registrou 49 votos pela rejeição, superando as maiorias necessárias. Antes da votação, o senador Alcolumbre realizou uma manobra legislativa, retirando da análise um trecho do projeto que entrava em conflito com a Lei Antifacção, que endurece as regras de progressão de regime. Essa exclusão impediu que a derrubada do veto reintroduzisse flexibilizações para crimes graves, como feminicídio e crimes hediondos, focando a nova lei especificamente na dosimetria.
Foto: Reprodução
O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), promulgou nesta sexta-feira (8) a Lei da Dosimetria. O texto será publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) e abre caminho para a redução de penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão no julgamento da trama golpista. A promulgação ocorre após a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que havia barrado o projeto em 8 de janeiro deste ano, data em que os ataques completaram três anos. Na última quinta-feira (30), Câmara dos Deputados e Senado rejeitaram o veto presidencial. Na Câmara, foram 318 votos favoráveis à derrubada e 144 contrários. No Senado, o placar foi de 49 votos pela rejeição e 24 contra. Para a derrubada, eram necessários ao menos 257 votos na Câmara e 41 no Senado. Antes da votação, Alcolumbre adotou uma manobra legislativa ao retirar da análise um trecho do projeto que entrava em conflito com a Lei Antifacção, que endureceu regras de progressão de regime. Esse trecho previa flexibilizações na progressão de regime para condenados por crimes graves, como feminicídio e crimes hediondos. A exclusão foi tratada como “prejudicialidade” e impediu que a derrubada do veto reintroduzisse dispositivos considerados mais brandos na legislação penal.
Alcolumbre quer reunião com Lula após derrota no Senado
Alcolumbre quer reunião com Lula após derrota no Senado
Presidente do Senado afirma que não atuou contra indicação de Jorge Messias ao STF e tenta reconstruir diálogo com o Planalto.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, iniciou um movimento de reaproximação com o governo federal. A derrota, considerada um dos maiores reveses para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, levou Alcolumbre a buscar diálogo direto com Lula, defendendo que não atuou contra a nomeação e que havia alertado o Planalto sobre o risco, atribuindo o resultado à insatisfação dos parlamentares e buscando "passar a régua" no episódio.
- Em resposta à crise, ministros como José Múcio Monteiro e José Guimarães intensificaram reuniões com Alcolumbre e aliados governistas no Congresso. Apesar dos sinais de distensão e da necessidade de apoio do Senado em pautas prioritárias como as PECs da Segurança Pública, do SUAS e da mineração, setores do Planalto ainda cogitam mudanças na articulação política. A relação entre Planalto e Senado permanece tensa, com o governo buscando evitar novos desgastes em votações estratégicas.
Foto: Reprodução
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, iniciou movimentos de reaproximação com o governo federal após a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal. A derrota imposta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi considerada uma das mais duras enfrentadas pelo Palácio do Planalto no atual mandato. Segundo interlocutores do governo, Alcolumbre demonstrou interesse em conversar diretamente com Lula para encerrar o desgaste político provocado pela votação. A aliados, o senador afirmou que deseja “passar a régua” no episódio e sustentou que não trabalhou contra a indicação do chefe da AGU. Nos bastidores, o presidente do Senado argumenta que alertou previamente o Planalto sobre o risco de rejeição e atribui o resultado à insatisfação de parlamentares da Casa. O discurso adotado pelo senador é o de preservação da relação institucional com o governo federal. Após a derrota de Messias, ministros do governo intensificaram articulações para reduzir a crise. O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, se reuniu com Alcolumbre na terça-feira (5). Já o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, almoçou com o senador na quarta-feira (6). No Senado, Alcolumbre também manteve conversas com aliados do governo, entre eles o líder governista no Congresso, Randolfe Rodrigues. Apesar disso, setores do Planalto defendem mudanças na articulação política da Casa, incluindo possíveis trocas em cargos de liderança. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, também enfrenta resistência. Segundo integrantes do governo, a relação entre Wagner e Alcolumbre se deteriorou durante a tramitação da indicação de Jorge Messias ao STF. A preocupação do Planalto é evitar novos desgastes em votações consideradas estratégicas para o governo. Entre os projetos prioritários estão as PECs da Segurança Pública e do Sistema Único de Assistência Social (Suas), além da proposta que regulamenta a exploração de minerais críticos no Brasil. Outro tema que depende do aval político do Senado é a PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6x1. A matéria ainda tramita na Câmara dos Deputados, mas o governo avalia que precisará do apoio de Alcolumbre para acelerar a votação no Senado antes do avanço do calendário eleitoral. Apesar dos sinais de distensão, integrantes do governo admitem que a relação entre o Planalto e o presidente do Senado ainda atravessa um momento de forte desgaste político.
























