Exame de sangue para detectar Alzheimer chega ao Brasil
Exame de sangue para detectar Alzheimer chega ao Brasil
Teste pode agilizar a investigação da doença
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Um exame de sangue que detecta a proteína p‑tau217, associada ao acúmulo de placas de beta‑amiloide, começou a ser oferecido no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, com custo aproximado de R$ 3 mil. Indicado para pacientes com suspeita clínica de Alzheimer e sintomas cognitivos, o teste pode reduzir a necessidade de exames de imagem e de punção lombar na investigação da doença.
- Estudos publicados na Nature Medicine mostraram concordância de até 94% com análises de líquor, e a Anvisa regularizou a tecnologia em agosto. Ainda sem avaliação da Conitec, o procedimento não está disponível no SUS e depende de negociações com planos de saúde para eventual cobertura em 2026.
Foto: Reprodução | Magnific
Um exame de sangue que identifica alterações biológicas associadas ao Alzheimer começou a ser oferecido no Brasil nesta quinta-feira (15), inicialmente no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS). O procedimento custa cerca de R$ 3 mil na rede privada e pode diminuir a necessidade de exames de imagem e de punção lombar durante a investigação da doença. O teste é indicado para pessoas que já apresentam sintomas e têm suspeita clínica de Alzheimer. A análise identifica a proteína p-tau217, relacionada ao acúmulo de placas de beta-amiloide no cérebro. Apesar de ajudar na investigação, um resultado positivo não confirma sozinho o diagnóstico de demência. Uma pesquisa publicada em 2025 na revista científica Nature Medicine avaliou a tecnologia em 1.767 pessoas com alterações cognitivas na Suécia, Espanha e Itália. Na comparação com a análise do líquor, o exame de sangue apresentou concordância de 89% a 91% com um único parâmetro de corte. Com dois limites de referência, o índice chegou a 92% a 94%, mas aumentou a proporção de resultados inconclusivos. A tecnologia foi regularizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 17 de agosto. Entretanto, os resultados da validação realizada no Brasil ainda não passaram por revisão científica independente. A indicação é voltada a pacientes com sinais de comprometimento cognitivo, como alterações de memória identificadas em avaliação médica. O teste também não tem aplicação clínica estabelecida para pessoas sem sintomas. Por isso, quem apresenta esquecimentos frequentes deve procurar um médico, que avaliará a necessidade do exame. Ainda não há previsão para a oferta pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde informou que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) não recebeu solicitação para avaliar o procedimento. A eventual inclusão depende de análises sobre eficácia, segurança, custo-benefício e impacto financeiro. O hospital pretende negociar a cobertura pelos planos de saúde ainda em 2026, mas não divulgou datas nem operadoras envolvidas.
SUS incorpora cirurgia que trata glaucoma e catarata ao mesmo tempo
SUS incorpora cirurgia que trata glaucoma e catarata ao mesmo tempo
Procedimento permite tratar as duas doenças em uma única intervenção e será incluído no protocolo do SUS
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Ministério da Saúde oficializou, por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União, a incorporação de uma nova técnica cirúrgica no SUS que permite tratar glaucoma e catarata em um único procedimento. A abordagem, proposta pela SCTIE e aprovada pela Conitec, será incluída no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do glaucoma, ampliando as opções terapêuticas da rede pública para pacientes com casos leves a moderados de glaucoma de ângulo aberto.
- A cirurgia combina a remoção do cristalino afetado pela catarata com a desobstrução do canal de drenagem ocular, podendo ser realizada via goniotomia excisional ou trabeculotomia transluminal. Menos invasiva que alternativas atuais, a técnica promete recuperação mais rápida, menor risco de complicações e melhor controle da pressão intraocular, beneficiando quem necessita de intervenção cirúrgica para ambas as condições.
Foto: Reprodução | Freepik
O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a contar com uma nova técnica cirúrgica capaz de tratar o glaucoma e a catarata durante o mesmo procedimento. A medida foi oficializada pelo Ministério da Saúde por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira (17) e prevê a atualização do tratamento oferecido na rede pública. A nova abordagem permite a remoção do cristalino, afetado pela catarata, associada à desobstrução do canal responsável pela drenagem do líquido dentro do olho. A incorporação foi proposta pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) e recebeu parecer favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) em 21 de agosto. O procedimento é destinado a pacientes com casos leves a moderados de glaucoma primário de ângulo aberto. Segundo o Ministério da Saúde, a técnica é menos invasiva em comparação com algumas alternativas atualmente utilizadas e pode contribuir para uma recuperação mais rápida, menor risco de complicações e melhor controle da pressão intraocular. O glaucoma é uma doença que pode provocar perda progressiva da visão e, sem tratamento adequado, levar à cegueira. Atualmente, o tratamento inicial oferecido pelo SUS utiliza medicamentos, principalmente colírios, para reduzir a pressão dentro dos olhos. Quando a resposta ao tratamento é insuficiente ou há dificuldade para manter o uso regular dos medicamentos, podem ser indicados procedimentos a laser ou cirurgias. Com a nova incorporação, o procedimento será incluído no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do glaucoma. Existem duas possibilidades previstas: a goniotomia excisional, realizada por meio de uma pequena incisão na córnea, e a trabeculotomia transluminal, que utiliza um microcateter ou fio cirúrgico para alcançar o canal natural de drenagem do olho. A expectativa do Ministério da Saúde é ampliar as opções terapêuticas disponíveis na rede pública e permitir que pacientes que também necessitam de cirurgia de catarata possam receber os tratamentos em uma única intervenção, conforme indicação médica.
SUS oferece cirurgia que trata glaucoma e catarata ao mesmo tempo
SUS oferece cirurgia que trata glaucoma e catarata ao mesmo tempo
O novo procedimento foi classificado pelo Ministério da Saúde como menos invasivo que opções atuais
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O SUS incorporará ao Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) uma nova técnica cirúrgica que permite tratar simultaneamente glaucoma e catarata, indicada para casos leves a moderados de glaucoma primário de ângulo aberto e considerada menos invasiva que as opções atuais.
- A proposta inclui duas abordagens: a goniotomia excisional, feita por pequena incisão corneana, e a trabeculotomia transluminal, realizada com microcateter no canal de drenagem ocular. Segundo a Conitec, a goniotomia pode gerar economia de cerca de R$ 18 mil por ano de vida saudável, totalizando R$ 22,4 milhões no primeiro ano e R$ 93,2 milhões ao quinto ano.
Foto: Reprodução | Freepik
O SUS vai passar a ofertar uma nova técnica cirúrgica que permite o tratamento simultâneo de glaucoma e catarata. A técnica é direcionada para casos leves a moderados de glaucoma primário de ângulo aberto e foi dita pelo Ministério da Saúde como "menos invasiva que as opções atuais". No novo procedimento, que vai ser incluido no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do glaucoma, serão abrangidas duas possibilidades cirúrgicas: uma é feita através de uma pequena incisão na córnea, conhecida como goniotomia excisional; a outra é a partir de um microcateter ou fio cirúrgico introduzido no canal natural de drenagem do olho, a trabeculotomia transluminal. segundo relatório elaborado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), a opção de goniotomia excisional representa uma redução de aproximadamente R$ 18 mil a cada ano de vida saudável ganho pelo paciente em comparação com o implante de drenagem oftalmológico usando em tratamentos autais. Essa incorporação pode resultar em uma economia de R$ 22,4 milhões no primeiro ano, e alcançando R$ 93,2 milhões no quinto ano.
SUS pode oferecer injetável contra o HIV ainda em 2026; medicamento será avaliado para incorporação
Ministério da Saúde quer incluir tratamento com aplicação a cada dois meses; objetivo é ampliar a prevenção e facilitar a adesão dos pacientes
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Ministério da Saúde anunciou que encaminhará à Conitec o pedido para inclusão do cabotegravir, medicamento injetável utilizado como profilaxia pré-exposição (PrEP), no Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento, que é aplicado a cada dois meses e impede a replicação do vírus HIV, tem como principal vantagem facilitar a adesão ao tratamento preventivo.
- A decisão final sobre a oferta do medicamento caberá ao Ministério da Saúde, que ainda negocia com a farmacêutica GSK o preço do medicamento e a quantidade de doses que serão adquiridas.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O Sistema Único de Saúde (SUS) poderá oferecer ainda este ano uma nova forma de prevenção ao HIV. O Ministério da Saúde anunciou que encaminhará à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) o pedido para inclusão do cabotegravir, medicamento injetável utilizado como profilaxia pré-exposição (PrEP). Diferentemente da versão em comprimidos, que precisa ser tomada diariamente, o cabotegravir é aplicado por injeção a cada dois meses. O medicamento impede a replicação do vírus HIV e tem como principal vantagem facilitar a adesão ao tratamento preventivo. Antes de ser incorporado à rede pública, o pedido será analisado pela Conitec, que avaliará critérios como eficácia, segurança e custo-benefício. A decisão final sobre a oferta do medicamento caberá ao Ministério da Saúde. Segundo o ministro Alexandre Padilha, o governo negocia com a farmacêutica GSK o preço do medicamento e a quantidade de doses que serão adquiridas. Ele afirmou que o valor apresentado pela empresa está dentro do esperado para viabilizar a oferta pelo SUS. O ministro também explicou que outra alternativa, o lenacapavir, que oferece proteção por até seis meses, não será incorporada neste momento devido ao alto custo. Segundo Padilha, o preço apresentado pela fabricante inviabiliza a compra pelo sistema público brasileiro. Atualmente, o SUS já disponibiliza gratuitamente a PrEP oral para pessoas com maior risco de exposição ao HIV. Mais de 350 mil brasileiros já utilizaram o tratamento preventivo. Estudos realizados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontam que a versão injetável pode aumentar a adesão ao tratamento. Em uma pesquisa com 1,4 mil participantes, 83% preferiram a aplicação em vez dos comprimidos diários, e nenhum dos voluntários que seguiu corretamente o protocolo foi infectado pelo HIV durante o acompanhamento. A expectativa do Ministério da Saúde é que, caso a incorporação seja aprovada, a PrEP injetável amplie o acesso à prevenção e fortaleça as estratégias de combate ao HIV no Brasil.
SUS vai oferecer novo tratamento para pacientes com leucemia mieloide aguda
SUS vai oferecer novo tratamento para pacientes com leucemia mieloide aguda
Combinação dos medicamentos venetoclax e azacitidina será disponibilizada para adultos recém-diagnosticados que não podem receber quimioterapia intensiva
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O Ministério da Saúde anunciou a incorporação de uma nova opção terapêutica no Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes adultos com leucemia mieloide aguda recém-diagnosticada. O tratamento, que combina os medicamentos venetoclax e azacitidina, será destinado a pessoas que não são elegíveis à quimioterapia intensiva convencional. A oficialização se deu por meio da Portaria nº 30/2026, com a oferta na rede pública prevista para ocorrer em até 180 dias após a publicação.
- Esta decisão, fundamentada em recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), representa um avanço significativo para a saúde pública. A leucemia mieloide aguda é a forma mais frequente de leucemia aguda em adultos, com rápida evolução e a necessidade de diagnóstico e tratamento precoces. A disponibilização dessa alternativa terapêutica pelo SUS é crucial para aumentar as chances de sucesso do tratamento e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Foto: Paulo Pinto | Agência Brasil
O Ministério da Saúde anunciou a incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS) de uma nova opção terapêutica para pacientes adultos com leucemia mieloide aguda recém-diagnosticada. O tratamento combina os medicamentos venetoclax e azacitidina e será destinado a pessoas que, devido às suas condições clínicas, não são elegíveis ao tratamento convencional com quimioterapia intensiva. A inclusão da terapia foi oficializada por meio da Portaria nº 30/2026, publicada nesta segunda-feira (15). De acordo com a legislação que regulamenta a incorporação de novas tecnologias no SUS, a oferta do tratamento deverá ocorrer em até 180 dias na rede pública de saúde. A decisão segue recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e está em conformidade com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde. O relatório técnico que fundamentou a incorporação da nova terapia será disponibilizado para consulta pública no portal da Conitec. Entenda a leucemia mieloide aguda - Segundo o Ministério da Saúde, a leucemia é um tipo de câncer que se desenvolve na medula óssea, tecido responsável pela produção das células sanguíneas, como glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Alterações genéticas podem provocar a transformação dessas células em estruturas cancerígenas. A leucemia mieloide aguda é a forma mais frequente de leucemia aguda entre adultos e acomete principalmente pessoas idosas. Por apresentar evolução rápida, a doença exige diagnóstico precoce e encaminhamento especializado para aumentar as chances de sucesso do tratamento. Sem tratamento adequado, a forma aguda da doença pode evoluir de maneira grave. Por isso, o acesso a novas alternativas terapêuticas representa um avanço no cuidado oferecido aos pacientes atendidos pelo SUS.
























