Mensagens de Vorcaro mostram que ele se dizia “número 1” de Hugo Motta
Mensagens de Vorcaro mostram que ele se dizia “número 1” de Hugo Motta
Dados extraídos pela PF também revelam referências a encontros com o presidente da Câmara e outros políticos
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- Mensagens obtidas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, revelam que ele se autodenominava “número 1” do presidente da Câmara, Hugo Motta, chamando‑o de “irmão”. Em conversa de 2 de fevereiro de 2025 com o diretor jurídico Luiz Rennó, Vorcaro confirmou estar em Brasília com “Davi e Hugo”, referindo‑se ao presidente do Senado Davi Alcolumbre e ao deputado Motta, logo após a eleição de Motta à presidência da Câmara e de Alcolumbre ao Senado.
- A investigação da Polícia Federal aponta que Vorcaro custeou estadias de Motta em Lisboa, pagou suítes para o senador Ciro Nogueira e organizou uma degustação de uísque e charutos em Nova York, cujo gasto chegou a US$ 1,02 milhão (cerca de R$ 5,25 milhões). Mensagens adicionais mostram contato direto entre Motta e Vorcaro, inclusive discussões envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, levantando suspeitas de favorecimento e vantagens indevidas no Congresso nacional.
Foto: José Cruz | Agência Brasil
Dados obtidos do celular de Daniel Vorcaro pela Polícia Federal (PF) mostram que o dono do Banco Master se definia como “o número 1” do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), a quem também chamava de “irmão”. As informações são da coluna de Malu Gaspar, do jornal O Globo. Em uma conversa de 2 de fevereiro de 2025 com o diretor jurídico do banco, Luiz Rennó, Vorcaro afirmou que estava em Brasília “com Davi e Hugo”, em referência ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e a Motta. Questionado pelo advogado se tinha bom trânsito com o deputado, o banqueiro respondeu: “Transito bem? Kkkk. Sou ‘number 1’. Amigo irmão”. A conversa ocorreu um dia após Motta ser eleito presidente da Câmara em primeiro turno, com 444 votos e o apoio de 17 partidos, entre eles PL e PT. Na mesma data, Alcolumbre foi eleito para comandar o Senado, com 73 dos 81 votos. Procurado por meio de sua assessoria, Hugo Motta ainda não havia se manifestado sobre o conteúdo das mensagens. O espaço permanece aberto para posicionamento. Viagens e encontros - Segundo a investigação da PF, Vorcaro também teria custeado estadias de Motta durante uma viagem a Lisboa, em 2024. Na ocasião, o presidente da Câmara afirmou não ver problemas no pagamento das diárias, por se tratar de um evento que classificou como “corporativo e jurídico”. A PF apontou ainda que Vorcaro pagou suítes em um hotel de Lisboa para Motta e para o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Ciro é investigado por suspeita de ter recebido vantagens indevidas do banqueiro em razão de sua atuação em favor do Banco Master no Congresso Nacional. Em maio de 2024, Motta também esteve entre as autoridades que participaram de uma degustação de uísque e charutos organizada por Vorcaro em Nova York. O encontro ocorreu no Carnegie Club, em Manhattan, e a conta do estabelecimento chegou a US$ 1,02 milhão, valor convertido pela PF para cerca de R$ 5,25 milhões. Mensagens obtidas anteriormente pela investigação também mostram que Motta mantinha contato com Vorcaro. Em março de 2025, durante uma conversa com a então namorada, Martha Graeff, o banqueiro afirmou que “Hugo e Ciro” haviam chegado à sua casa para “falar com Alexandre”, em referência ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Conversas obtidas pela PF mostram Hugo Motta tratando de crédito com Daniel Vorcaro
Deputado também confirmou viagem a Portugal em aeronave de ex-banqueiro
Por: Redação Sudoeste Bahia
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- O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, está sob investigação após mensagens obtidas pela Polícia Federal revelarem seu suposto envolvimento na liberação de um financiamento de R$ 22 milhões do Banco Master para uma empresa ligada à sua família. As conversas, divulgadas por veículos de imprensa, indicam que Motta teria solicitado apoio do empresário Daniel Vorcaro para viabilizar a operação de crédito destinada à companhia da sua cunhada, Bianca Medeiros, em março de 2024. Questionado, o parlamentar limitou-se a afirmar que a operação ocorreu dentro da legalidade.
- O caso se aprofundou após Motta admitir ter viajado a Portugal em uma aeronave de Daniel Vorcaro e ter tido parte de sua hospedagem em Lisboa custeada pelo empresário, supostamente a convite do senador Ciro Nogueira. No entanto, o relatório da Polícia Federal aponta divergências sobre o período pago por Vorcaro, que atualmente está preso em Brasília. As informações fazem parte da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades financeiras relacionadas ao Banco Master, com documentos tornados públicos após decisão do Supremo Tribunal Federal.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom | Agência Brasil
O nome do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, aparece em mensagens obtidas pela Polícia Federal que tratam da liberação de um financiamento para uma empresa ligada à família de sua esposa. As conversas, reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmadas pelo g1, indicam que o parlamentar teria solicitado ao empresário Daniel Vorcaro apoio para viabilizar uma operação de crédito destinada à empresa de Bianca Medeiros, irmã de sua esposa, Luana Motta. De acordo com a investigação, os diálogos mencionam a liberação de pelo menos R$ 22 milhões por meio do Banco Master para a companhia da cunhada do deputado, em março de 2024. Questionado sobre o episódio, Hugo Motta não respondeu se atuou diretamente para viabilizar o empréstimo, limitando-se a afirmar que a operação financeira ocorreu dentro da legalidade. O caso ganhou novos desdobramentos após o parlamentar admitir, nesta quarta-feira (17), que participou de uma viagem a Portugal em uma aeronave de Daniel Vorcaro. Segundo Motta, o convite partiu do senador Ciro Nogueira. O presidente da Câmara também reconheceu que o então banqueiro custeou parte de sua hospedagem em Lisboa durante a viagem realizada em 2024. Segundo Motta, Vorcaro teria pago apenas duas diárias no hotel onde ficou hospedado. No entanto, informações reunidas pela Polícia Federal apontam divergências. O relatório da corporação indica que o ex-banqueiro arcou com cinco noites de hospedagem, enquanto documentos analisados pelos investigadores registram uma cobrança referente a sete dias de estadia. Os dados fazem parte do material tornado público após decisão do Supremo Tribunal Federal que retirou o sigilo de documentos encaminhados pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas de irregularidades financeiras relacionadas ao Banco Master. Atualmente, Daniel Vorcaro está preso em Brasília. Entre os elementos analisados pelos investigadores estão mensagens atribuídas ao ex-banqueiro, nas quais ele menciona a necessidade de reservar dois quartos em Lisboa para "Ciro e Hugo", em referência ao senador Ciro Nogueira e ao presidente da Câmara.
























