Bahia registra mais de 170 mil acidentes com picadas de serpentes em cinco anos
Bahia registra mais de 170 mil acidentes com picadas de serpentes em cinco anos
Entre os acidentes em que a serpente foi identificada, as jararacas e outras espécies do gênero Bothrops foram responsáveis pela maioria das ocorrências.
Por: Redação Sudoeste Bahia
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Narração automática (IA)Resumo
- Entre 2021 e julho de 2026, o estado da Bahia registrou mais de 170 mil notificações de acidentes causados por picadas de serpentes, conforme dados do Ministério da Saúde. A maior parte das ocorrências deu-se sem a identificação da espécie envolvida, mas, nos casos identificados, as jararacas lideraram os registros, seguidas por cascavéis, cobras-corais e surucucus. Municípios como Feira de Santana, Vitória da Conquista e Ipiaú destacam-se com os maiores índices de notificações no estado.
- Especialistas alertam que a incidência de ataques não está diretamente associada ao tamanho da população local. Diante de uma picada, a recomendação primordial é buscar socorro médico imediato para a aplicação do soro antiofídico, contraindicando terminantemente medidas caseiras como a realização de cortes, torniquetes ou a sucção do veneno, que podem agravar as lesões.
Foto: Reprodução
A Bahia contabilizou mais de 170 mil notificações de acidentes provocados por picadas de serpentes entre 2021 e julho de 2026, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde. A maior parte dos registros, mais de 160 mil casos, ocorreu sem que as vítimas conseguissem identificar a espécie responsável pelo ataque. O levantamento aponta que Feira de Santana lidera o número de ocorrências no estado, seguida por Vitória da Conquista. Ipiaú também aparece entre os municípios com maior quantidade de notificações, ocupando a décima posição, com 1.824 casos. Entre os acidentes em que a serpente foi identificada, as jararacas e outras espécies do gênero Bothrops foram responsáveis pela maioria das ocorrências, com 10.838 registros. As cascavéis (Crotalus) aparecem em seguida, com 1.331 casos, enquanto as cobras-corais (Micrurus) provocaram 305 acidentes. As surucucus (Lachesis), encontradas principalmente em áreas de florestas tropicais, registraram o menor número de ocorrências, com 97 casos no período analisado. Os dados também mostram que o número de acidentes não está diretamente relacionado ao tamanho da população dos municípios, já que apenas três das dez cidades mais populosas da Bahia aparecem entre as dez com maior quantidade de notificações. Especialistas reforçam que, em caso de picada de serpente, a vítima deve procurar atendimento médico imediatamente. A recomendação é evitar práticas como fazer cortes no local, sugar o veneno ou utilizar torniquetes, medidas que podem agravar o quadro clínico. O tratamento com soro antiofídico, quando indicado, é a forma mais eficaz de reduzir complicações e salvar vidas.
























