Lobista “Careca do INSS” é suspeito de corromper policiais para forjar furto de carro de luxo
Decisão do STF menciona suspeita de corrupção de policiais civis para simular furto de veículo avaliado em R$ 377 mil
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A Polícia Federal (PF) identificou indícios de que o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes teria corrompido duas policiais civis de São Paulo para forjar o furto de um carro de luxo. O veículo, um Audi RS6, está avaliado em cerca de R$ 377 mil.A suspeita consta em decisão sigilosa do Supremo Tribunal Federal (STF), relatada pelo ministro André Mendonça, no âmbito da investigação conhecida como “Farra do INSS”. Segundo o magistrado, há elementos que indicam que o investigado teria pago uma investigadora e uma escrivã da Polícia Civil para simular o furto do veículo.De acordo com a decisão, a suposta fraude teria como objetivo criar um registro formal de crime inexistente. A defesa do lobista afirmou confiar na Justiça. A advogada Danyelle Galvão disse que o cliente ainda não foi ouvido e sustenta que ele teria sido vítima de extorsão por um ex-funcionário.Segundo a versão apresentada, esse ex-funcionário teria subtraído bens do investigado, incluindo outro veículo de luxo. O caso segue sob investigação.
PF investiga se dinheiro desviado do INSS bancou viagens de Lulinha
Relatório aponta movimentações financeiras suspeitas e uso de agência de viagens; defesa nega irregularidades e diz que não há ligação com desvios.
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A Polícia Federal investiga se recursos desviados de aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social foram utilizados, de forma indireta, para custear despesas ligadas a Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.A apuração tem como base a análise de transferências bancárias do empresário Antônio Camilo Antunes, apontado como suspeito de liderar um esquema bilionário de desvios. Segundo a investigação, parte dos valores foi repassada à empresária Roberta Luchsinger, que, na sequência, realizou pagamentos a uma agência de viagens supostamente utilizada por Lulinha.De acordo com relatório obtido pelo jornal O Estado de S. Paulo, a PF identificou que Roberta recebeu ao menos R$ 1,1 milhão do empresário investigado. No mesmo período, ela teria transferido cerca de R$ 640 mil para a agência Vulcano Viagens.Os investigadores apontam que o contato da empresa aparece vinculado ao cadastro de Lulinha em sistemas de controle de tráfego aéreo, indicando a emissão de passagens associadas ao seu nome.A PF avalia que a movimentação pode reforçar depoimento de Edson Claro, que afirmou ter ouvido que o empresário financiava despesas do filho do presidente, incluindo viagens.A defesa de Lulinha afirma que não há relação direta ou indireta com os desvios investigados no INSS e classificou as conclusões preliminares como tentativa indevida de envolvê-lo no caso.Os advogados também informaram que ele se colocou à disposição do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, para prestar esclarecimentos.Já a defesa de Roberta Luchsinger declarou que a agência de viagens é utilizada por ela e sua família, e que eventuais emissões de passagens para Lulinha seriam circunstanciais. Segundo os advogados, os valores recebidos do empresário investigado não têm relação com repasses ao filho do presidente.A PF destaca que as informações são preliminares e derivam da quebra de sigilo bancário dos envolvidos. Até o momento, não há identificação do número de viagens eventualmente custeadas nem confirmação de datas.O inquérito busca esclarecer se houve triangulação de recursos para ocultar a origem do dinheiro desviado de aposentadorias.Lulinha passou a ser citado na investigação após menções em depoimentos e diálogos interceptados. Em uma das conversas analisadas, o empresário investigado teria indicado que um pagamento feito à empresa de Roberta teria como destino “o filho do rapaz”.A apuração segue em andamento e depende de novos elementos para confirmar ou descartar o envolvimento dos citados.
Homem de confiança de senador do PDT autorizou operador de esquema do INSS a movimentar contas, aponta PF
Gustavo Gaspar, ex-assessor parlamentar ligado a Weverton Rocha, concedeu procuração a investigado por envolvimento em fraudes bilionárias contra aposentados
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Documentos obtidos revelam que o empresário Gustavo Marques Gaspar, considerado figura de confiança do senador Weverton Rocha (PDT-MA), concedeu amplos poderes bancários ao consultor Rubens Oliveira Costa — apontado pela Polícia Federal (PF) como operador financeiro do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A procuração, assinada por Gaspar, permite que Rubens abra, movimente e encerre contas bancárias da empresa GM Gestão Ltda, além de realizar saques, transferências, aplicações financeiras, emitir e endossar cheques em nome da firma. A GM Gestão pertence ao próprio Gustavo Gaspar, e, segundo a PF, pode ter sido utilizada como empresa de fachada para ocultar recursos provenientes de fraudes previdenciária. Rubens Oliveira é descrito nos autos da investigação como um dos principais facilitadores logísticos do esquema, acusado de transportar valores em espécie, distribuir propinas e intermediar acordos com beneficiários das fraudes — incluindo agentes públicos. Ele seria, segundo a corporação, o "carregador de mala" do grupo criminoso. O esquema em questão, apelidado de “Farra do INSS”, envolve bilhões de reais em prejuízo aos cofres públicos, com descontos indevidos em benefícios de aposentados e pagamento sistemático de propina a servidores e políticos. A Polícia Federal apura ainda a real extensão do envolvimento de empresas ligadas ao grupo, inclusive a GM Gestão.Gustavo Gaspar atuou como assessor parlamentar no gabinete da liderança do PDT no Senado entre 2019 e 2023, com salário superior a R$ 17 mil mensais. Foi exonerado após denúncia publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, que apontava sua condição de funcionário fantasma. Apesar da exoneração formal, fontes apontam que ele continuou atuando nos bastidores ao lado de Weverton Rocha, em articulações políticas e empresariais no Maranhão e em Brasília. As investigações seguem em curso e envolvem diversos órgãos de controle e fiscalização. A PF busca identificar a origem e o destino dos recursos movimentados, assim como o papel de cada envolvido no esquema de lavagem de dinheiro por meio de pessoas jurídicas.























