Valor do Auxílio Brasil não cobre nem uma cesta básica nas capitais brasileiras
Valor do Auxílio Brasil não cobre nem uma cesta básica nas capitais brasileiras
O levantamento foi feito em 17 capitais. Salvador aparece como a terceira capital com a cesta básica mais barata, custando, em média, R$ 540,01
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Foto: Reprodução | Agência Brasil
O Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) realizou um levantamento em 17 capitais brasileiras e chegou a conclusão de que o valor médio do Auxílio Brasil não seria suficiente para comprar uma cesta básica em nenhuma delas. O resultado do levantamento foi divulgado na última segunda-feira (7). O valor médio do benefício é de R$ 407,54. Em Aracaju (SE), capital em que a cesta básica foi encontrada pelo menor valor, ela sai por R$ 507,82, em média. Salvador aparece como a terceira capital com a cesta básica mais barata, custando, em média, R$ 540,01. Na capital baiana, houve um aumento de 4,21% entre o preço médio da cesta em dezembro e janeiro. A maior alta dentre os produtos da cesta básica foi do café em pó. O preço médio do café subiu em todas as capitais analisadas em janeiro deste ano. O açúcar também subiu de preço.
Valor da cesta básica aumenta em todas as capitais em 2021
Valor da cesta básica aumenta em todas as capitais em 2021
Maior alta foi em Curitiba (16,3%) e a menor, em Brasília (5,03%)
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Foto: Reprodução | Agência Brasil
- O valor da cesta básica aumentou em 2021 nas 17 capitais onde o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) realiza a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. Segundo os dados, na comparação de dezembro de 2021 com o mesmo mês do ano anterior, as altas mais expressivas ocorreram em Curitiba (16,3%), Natal (15,42%), Recife (13,42%), Florianópolis (12,02%) e Campo Grande (11,26%). As menores taxas acumuladas foram as de Brasília (5,03%), Aracaju (5,49%) e Goiânia (5,93%). A Pesquisa mostrou que, de novembro para dezembro de 2021, o valor da cesta básica subiu em oito cidades, com destaque para Salvador (2,43%) e Belo Horizonte (1,71%). A redução mais importante foi registrada em Florianópolis (-2,95%). Em dezembro de 2021, o maior custo da cesta foi o de São Paulo (R$ 690,51), seguido de Florianópolis (R$ 689,56) e Porto Alegre (R$ 682,90). Entre as cidades do Norte e Nordeste, localidades onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 478,05), João Pessoa (R$ 510,82) e Salvador (R$ 518,21). Segundo as estimativas do Dieese, em dezembro de 2021, o salário-mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 5.800,98 o que representa 5,27 vezes o atual salário-mínimo, de R$ 1.100. Em novembro, o mínimo necessário correspondeu a R$ 5.969,17 ou 5,43 vezes o piso vigente. Em dezembro de 2020, o salário-mínimo necessário foi de R$ 5.304,90, ou 5,08 vezes o piso em vigor, que equivalia a R$ 1.045,00. Produtos - Os dados mostram que entre dezembro de 2020 e de 2021 tiveram alta acumulada de preços em quase todas as capitais pesquisadas a carne bovina de primeira (de 5% em Aracaju a 18,76%, em Porto Alegre), açúcar (entre 32,12% em Fortaleza e 73,25% em Curitiba), óleo de soja (de 8,94% em Goiânia a 11,68% em Campo Grande), pó de café (entre 39,42% em São Paulo a 112,44% em Vitória) e o tomate - com variações expressivas em Natal (102,29%), Vitória (58,53%), Florianópolis (43,85%), Rio de Janeiro (42,39%) e Belo Horizonte (36,76%). Também aumentaram o pão francês (altas que variaram entre 1,42%, em Florianópolis e 14,14% em Curitiba), a manteiga (entre 0,51% em Belo Horizonte a 27,03% em Vitória), o leite integral longa vida (de 5,24% em Curitiba a 9,52% em Florianópolis), a farinha de trigo (de 33,82% em Curitiba a 17,2% em Porto Alegre), e a mandioca, que variou no Norte e Nordeste entre 0,65% em João Pessoa a 13,14%, em Natal. No sentido contrário, registraram queda na maior parte das capitais a batata (com taxas entre -33,57% em Belo Horizonte e -13,36% em Brasília), o arroz agulhinha (de -21% em São Paulo a -19,01% em Goiânia) e o feijão (entre -11,65% em Goiânia e -0,51% em Recife).
Em oito capitais, novo valor do salário mínimo não compra duas cestas básicas
Em oito capitais, novo valor do salário mínimo não compra duas cestas básicas
Em Salvador, o valor médio da cesta básica em novembro era de R$ 505,94. Até o momento, segundo menor valor em todo o Brasil
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- O novo salário mínimo de R$ 1.212, que passa a valer a partir deste sábado (1), não é suficiente para a compra de duas cestas básicas em, ao menos, oito capitais brasileiras. São elas: Florianópolis (R$ 710,53), São Paulo (R$692,27), Porto Alegre (R$ 685,32), Vitória (R$668,17), Rio de Janeiro (R$665,60), Campo Grande (R$645,17), Curitiba (R$638,96) e Brasília (R$631,95). O cálculo foi feito pela CNN com base na última Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioecônomicos (Dieese). A cesta básica de alimentos é composta por 13 itens. Em Salvador, a cesta, até novembro de 2021, estava cotada em R$ 505,94, o segundo valor mais baixo em todo o Brasil. Ainda não se tem informação do valor médio da cesta básica com relação ao mês de dezembro.
Capitais temem fim das doses da CoronaVac até final de janeiro
Capitais temem fim das doses da CoronaVac até final de janeiro
Por: Adele Robichez
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Foto: Reprodução | GOV/BA
- O primeiro lote de vacinas distribuído no país tem previsão para durar apenas até o final da próxima semana na maior parte das capitais. As doses começaram a ser entregues na última segunda-feira (18). Das 27 capitais brasileiras (com o Distrito Federal), 17 temem que os imunizantes durem apenas até o dia 31 de janeiro. Apenas Goiânia e Recife preveem que ainda têm três semanas de vacinação pela frente com as doses disponíveis. Oito cidades não têm nenhuma estimativa. A pesquisa foi realizada pela Folha de S.Paulo. Alguns municípios, como São Paulo, Boa Vista, Rio Branco e Goiânia, correm o risco de não ter quantidade suficiente para aplicar a segunda dose nas pessoas que já receberam a vacina, pois estão utilizando todas elas. Em todo o Brasil, foram distribuídas 6 milhões de vacinas Coronavac, vindas da China. Destas, 1,4 milhão foi destinada às capitais. Outras 6 milhões têm previsão de chegada no Brasil em breve: 2 milhões da vacina de Oxford/Astrazeneca serão importadas da Índia hoje (22) e 4,8 milhões da Coronavac produzidas pelo Instituto Butantan aguardam autorização para uso emergencial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O órgão já tem uma reunião marcada para acontecer na tarde de hoje (22) para decidir se aprova a distribuição.























