MPE vê indícios e cobra inquérito da PF contra prefeito de Rio de Contas
MPE vê indícios e cobra inquérito da PF contra prefeito de Rio de Contas
Procuradoria Regional Eleitoral se manifestou contra o arquivamento da investigação e defendeu a instauração de inquérito pela Polícia Federal.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O Ministério Público Eleitoral (MPE), por meio da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), manifestou-se de forma contrária ao pedido de arquivamento da investigação contra o prefeito de Rio de Contas, Célio Evangelista da Silva, conhecido como Célio Vaqueiro. O parecer, encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), recomenda que a Polícia Federal instaure um inquérito policial para aprofundar as apurações de supostos crimes eleitorais, como falsidade ideológica (caixa dois), e possíveis fraudes em contratos públicos após as eleições de 2024.
- A investigação teve início a partir de uma denúncia que aponta indícios de subfaturamento na campanha eleitoral do prefeito, com gastos declarados de R$ 11.180 para uma estrutura cujo valor de mercado é estimado entre R$ 107 mil e R$ 147 mil. Além disso, a Procuradoria aponta suspeitas de que a empresa contratada seja gerida de forma oculta pelo ex-prefeito Wilde José Cardoso Tanajura, que possui condenação por improbidade administrativa, motivando pedidos de oitivas e perícias técnicas adicionais por parte do órgão ministerial.
Foto: Reprodução
O Ministério Público Eleitoral (MPE), por meio da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), manifestou-se contra o pedido de arquivamento da investigação que apura supostos crimes eleitorais e irregularidades em contratos públicos envolvendo o prefeito de Rio de Contas, Célio Evangelista da Silva, conhecido como Célio Vaqueiro. O parecer foi apresentado na última quinta-feira (2) no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Na manifestação, o procurador eleitoral auxiliar André Luiz Batista Neves defende que a Polícia Federal instaure um inquérito para aprofundar as investigações. Segundo o Ministério Público, há elementos suficientes para dar continuidade à apuração, contrariando entendimento anterior da Polícia Federal, que havia apontado ausência de indícios para manter o caso na esfera federal. A investigação tem como foco suspeitas de falsidade ideológica eleitoral, conhecida como caixa dois, além de possíveis irregularidades em contratações realizadas pelo município após o pleito de 2024. O procedimento foi motivado por denúncia apresentada pelo vereador Dilemardo Martins Cardoso Filho, que anexou vídeos, auditorias financeiras e outros documentos considerados relevantes pelo órgão ministerial. De acordo com o parecer, a prestação de contas da campanha de Célio Vaqueiro registra gastos de R$ 11.180 com uma empresa responsável pela estrutura de comícios. No entanto, o MP sustenta que os equipamentos utilizados nos eventos, como palcos, iluminação, sistema de som e painéis de LED, teriam valor estimado entre R$ 107 mil e R$ 147 mil, levantando suspeitas de subfaturamento e omissão de despesas eleitorais. A Procuradoria também aponta indícios de que a empresa contratada seria administrada, na prática, pelo ex-prefeito Wilde José Cardoso Tanajura, impedido de contratar com o poder público em razão de condenação por improbidade administrativa. O parecer cita ainda contratos firmados entre a Prefeitura de Rio de Contas e a empresa após a posse do atual prefeito, incluindo uma dispensa de licitação de R$ 62 mil e um pregão eletrônico de R$ 640 mil, que também são alvo de questionamentos. O Ministério Público solicitou a realização de oitivas com o prefeito, o ex-prefeito, familiares, servidores municipais e o vereador denunciante, além de perícias técnicas para verificar a autenticidade das provas digitais e apurar o valor de mercado da estrutura utilizada durante a campanha eleitoral. Até o momento, não há decisão definitiva sobre o caso, que segue em fase de investigação.
PF não encontra indícios de crime eleitoral envolvendo prefeito de Rio de Contas
PF não encontra indícios de crime eleitoral envolvendo prefeito de Rio de Contas
Relatório aponta falta de provas e descarta abertura de inquérito
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- A Polícia Federal não identificou indícios de crimes eleitorais contra o prefeito de Rio de Contas, Célio Evangelista da Silva. A corporação havia sido autorizada a investigar denúncias de caixa dois e irregularidades em licitações após pedido da Procuradoria Regional Eleitoral. Com a conclusão da PF, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) deve decidir se arquiva o caso ou solicita novas diligências.
- A análise da PF foi feita após denúncias que não apresentavam elementos mínimos para justificar a abertura de inquérito, considerando que as acusações eram vagas, sem datas, locais ou testemunhas que sustentassem os relatos.
Foto: Vaner Casaes | ALBA
A Polícia Federal informou ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) que não identificou indícios de crime eleitoralatribuídos ao prefeito de Rio de Contas, Célio Evangelista da Silva. A análise foi feita após denúncias que citavam possível caixa dois e irregularidades em licitações da gestão municipal. No despacho, o delegado Victor Emmanuel Brito Menezes afirma que as acusações não apresentavam elementos mínimos para justificar a abertura de inquérito. Segundo a PF, as denúncias eram vagas, sem datas, locais ou testemunhas que sustentassem os relatos. A corporação também destacou que despesas com palco, som e iluminação — apontadas como suspeitas — constam na prestação de contas do então candidato e foram aprovadas pela Justiça Eleitoral. Além disso, os contratos citados teriam sido pagos com recursos municipais e estaduais, sem verba federal, o que afasta a competência da PF. A investigação havia sido autorizada pelo TRE-BA em março de 2026, após pedido da Procuradoria Regional Eleitoral. Com a conclusão da PF, o tribunal deve decidir se arquiva o caso ou solicita novas diligências.























