Flávio diz ao TSE aceitar abrir sigilo de 20 anos, mas cria lista de condições de divulgação de Lula
Senador responde a desafio feito pelo presidente petista
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- Flávio Bolsonaro (PL) apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral uma petição pedindo a quebra de seus próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, mas condicionou a medida à divulgação de informações financeiras e registros de pessoas próximas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, incluindo dados sobre gastos e agendas do governo federal. O senador também solicitou a abertura de sigilos de empresas das quais é sócio, de familiares citados por Lula e de figuras ligadas a supostas fraudes contra aposentados do INSS.
- Além disso, a petição exige a publicação de reuniões entre Lula e o banqueiro Daniel Vorcaro, voos de aeronaves associadas ao mesmo, detalhes do cartão corporativo da Presidência desde janeiro de 2023, agenda da primeira‑dama Rosângela Lula da Silva e despesas de helicópteros e do Palácio da Alvorada. Flávio alerta que, caso Lula recuse as condições, a recusa deve ser registrada no processo, reforçando seu pedido de transparência total sobre pessoas e empresas próximas ao presidente.
Foto: Werther Santana | Estadao
O candidato à Presidência da Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, em petição apresentada nesta quarta-feira (21), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que autoriza a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico referentes aos últimos 20 anos. O senador condicionou, porém, a medida à divulgação de informações financeiras e registros de pessoas próximas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de dados sobre gastos e agendas do governo federal. Na manifestação, Flávio respondeu à iniciativa de Lula de autorizar a abertura dos próprios sigilos e dos de familiares, além dos registros da empresa L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações. O presidente havia condicionado a medida à adoção de procedimento semelhante pelo adversário. Flávio afirmou que também não se opõe à divulgação de mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O senador estendeu a autorização às empresas das quais é sócio ou administrador e aos familiares citados por Lula. Alegou, no entanto, que a abertura de seus dados deve ocorrer simultaneamente à divulgação de informações que, segundo ele, permitiriam esclarecer suspeitas envolvendo pessoas próximas ao presidente. A petição listou uma série de exigências, entre elas a divulgação de registros de reuniões de Lula com Vorcaro, em dezembro de 2024, e de entradas do banqueiro e de intermediários nos Palácios do Planalto e da Alvorada. O senador também pediu informações sobre reuniões do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega com integrantes do governo e registros de voos de uma aeronave atribuída a Vorcaro. O documento ainda solicitou a abertura de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de pessoas relacionadas a investigações sobre as fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS. Entre os nomes citados estão Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”; “Marcola”, ex-chefe de gabinete de Lula; e a empresária e lobista Roberta Luchsinger. Flávio também pediu informações sobre empresas ligadas aos filhos do presidente e ao Instituto Lula. Outro eixo da petição trata da transparência dos gastos públicos. O senador solicitou a divulgação integral das despesas do cartão corporativo da Presidência desde janeiro de 2023, além da agenda da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, anterior a fevereiro de 2025, dos registros de visitas dos filhos do presidente e de informações sobre o uso de helicópteros e despesas do Palácio da Alvorada. Flávio argumentou que a proposta de Lula seria insuficiente para esclarecer suspeitas relacionadas a terceiros e que a transparência deveria abranger informações sobre pessoas e empresas próximas ao presidente, além de despesas custeadas com recursos públicos. Caso o presidente não aceite as condições, Flávio solicita que a recusa seja registrada no processo.
Campanha de Lula chama reportagem sobre Vorcaro de “farsa” e promete ação judicial
Advogados do Grupo Prerrogativas pediram investigação da Polícia Federal sobre uma possível articulação eleitoral.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- A campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contestou a reportagem da revista Veja que apontava um suposto pagamento de R$ 30 milhões pelo banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um documentário sobre o petista. Em nota, a campanha classificou a publicação como “peça eleitoral irresponsável”, afirmou não haver registro oficial do depoimento citado e anunciou que adotará medidas judiciais contra a divulgação sem provas.
- Paralelamente, advogados ligados ao Grupo Prerrogativas acionaram a Polícia Federal para investigar uma possível articulação entre Vorcaro e pessoas da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), alegando suspeita de interferência eleitoral e tentativa de desviar atenções das investigações sobre o Banco Master. As acusações ainda dependem de apuração e não comprovam irregularidades.
Foto: Reprodução | Ricardo Stuckert
A campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contestou, nesta sexta-feira (9), uma reportagem da revista Veja sobre um suposto pagamento de R$ 30 milhões feito pelo banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para financiar um documentário sobre o petista. Em nota, a campanha classificou a publicação como uma “peça eleitoral irresponsável”, afirmou que não existe registro oficial do depoimento citado e anunciou que adotará medidas judiciais. O comunicado também criticou a divulgação das acusações sem apresentação de provas. A reportagem menciona áudios, documentos e relatos atribuídos a Vorcaro, mas ressalta que não há comprovação de que Lula tenha se reunido com o banqueiro na ocasião citada nas mensagens. Paralelamente, os advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida, ligados ao Grupo Prerrogativas, acionaram a Polícia Federal na quinta-feira (8) para pedir a investigação de uma possível articulação entre Vorcaro e pessoas ligadas à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). O pedido aponta suspeitas de interferência eleitoral e tentativa de desviar a atenção das investigações envolvendo o Banco Master. As alegações ainda dependem de apuração, e a existência de uma denúncia ou pedido de investigação não comprova, por si só, a ocorrência de irregularidades.
Vorcaro relata pagamento de R$ 30 milhões por documentário sobre Lula
Vorcaro relata pagamento de R$ 30 milhões por documentário sobre Lula
Segundo a revista Veja, banqueiro teria relatado os pagamentos em tentativa de acordo de delação premiada.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- Daniel Vorcaro, ex‑dono do Banco Master, teria relatado às autoridades a liberação de cerca de R$ 30 milhões em dinheiro vivo para financiar um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme divulgado pela revista Veja com base em áudios, documentos e relatos atribuídos ao banqueiro.
- A Procuradoria‑Geral da República não deu prosseguimento ao caso por considerar insuficientes as provas; Lula, o ministro Alexandre Padilha e outros citados negam qualquer irregularidade ou recebimento de vantagem. Não há comprovação de que Lula tenha se reunido com Vorcaro, que apresentou conversas e documentos no contexto de uma tentativa de acordo de delação premiada.
Foto: Reprodução
Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, teria relatado às autoridades a liberação de cerca de R$ 30 milhões em dinheiro vivo para financiar um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi publicada pela revista Veja nesta sexta-feira (9), com base em áudios, documentos e relatos atribuídos ao banqueiro. Segundo a publicação, o pagamento teria sido negociado com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e estaria relacionado à tentativa de acesso a recursos de fundos de pensão federais. A revista afirma que a Procuradoria-Geral da República (PGR) não deu prosseguimento ao caso por considerar insuficientes as provas dos supostos pagamentos. As alegações não foram comprovadas judicialmente. Lula negou ter solicitado ou recebido vantagens financeiras de Vorcaro, enquanto o ministro Alexandre Padilha e outros citados também negaram irregularidades. A reportagem ressalta que não há prova de que Lula tenha se reunido com o banqueiro na ocasião mencionada nas mensagens. Vorcaro teria apresentado conversas, documentos e registros para sustentar seu relato no contexto de uma tentativa de acordo de delação premiada. Ouça o audio:
Em mensagens, Motta e Vorcaro citam negócio de R$ 45 milhões na Paraíba: "formato em sociedade"
Conversas extraídas pela PF discutem compra de terreno na Paraíba, empréstimo de R$ 22 milhões e assuntos como FGC e mercado de carbono
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- Novas mensagens vazadas pela Polícia Federal revelam que Hugo Motta (Republicanos‑PB) manteve contato direto com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para discutir a compra de um terreno de mais de 400 hectares em João Pessoa, avaliado em R$ 45 milhões, e um empréstimo de pelo menos R$ 22 milhões concedido à empresa da cunhada de Motta. As conversas detalham a assinatura de documentos, o pagamento à Intercement e a formação de sociedade, além de mencionar o valor fiscal de R$ 101 milhões do imóvel, indicando forte vínculo entre o parlamentar e o setor bancário.
- Além da negociação imobiliária, as mensagens abordam um estudo sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), um projeto de lei relacionado ao mercado de carbono e a logística de um voo de Guarulhos a Brasília. Em nota, Motta nega qualquer irregularidade, afirmando que suas relações com o empresariado são legítimas e que confia nas investigações em curso.
Foto: Mário Agra | Câmara dos Deputados
Novas mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mostram Hugo Motta (Republicanos-PB) discutindo com o ex-banqueiro detalhes de uma negociação imobiliária na Paraíba. As conversas, que foram divulgadas pelo site Fatos Online e confirmadas pela Folha, se somam aos diálogos que já haviam revelado a proximidade entre o presidente da Câmara e Vorcaro. O novo conjunto de mensagens, porém, trata principalmente de negócios e assuntos de interesse do ex-banqueiro. Entre eles estão a compra de um terreno em João Pessoa, um empréstimo de pelo menos R$ 22 milhões concedido pelo Master à empresa da cunhada de Motta, além de discussões sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e um projeto de lei relacionado ao mercado de carbono. “Formato de sociedade” - Em 9 de março de 2024, Motta procurou Vorcaro durante a negociação para comprar uma área de uma antiga fábrica de cimento em João Pessoa. Na mensagem, o deputado afirmou que os documentos para transferir a empresa para sua cunhada já estavam assinados e mencionou um acordo de sociedade. "Boa noite amigo! Td bem? Desculpa incomodar no sábado, estou aqui reunido com o pessoal para finalizar a negociação de compra da área aqui de JP. Conforme falamos, já temos os documentos assinados passando a empresa para minha cunhada ela iniciou a negociação com a Adriana mas acredito que ela não tá sabendo do formato de sociedade que ficou combinado", escreveu. Motta terminou a mensagem pedindo orientação sobre como proceder diante do prazo para o pagamento à Intercement. Quatro dias depois, o deputado voltou a falar sobre a negociação. Ele afirmou que o sogro estava com ele e que haviam sido concluídas as assinaturas necessárias para o pagamento. "Certo, meu sogro está até aqui, queria levar ele pq acabamos agora de desenrolar as assinaturas que faltavam para poder prosseguir o pagamento. Se vc achar conveniente, analisa e me avisa", escreveu. Em 15 de março, Motta agradeceu a Vorcaro pela parceria e disse que a negociação havia sido concluída dentro do prazo. "Deu tudo certo a tempo de cumprir o contrato. Depois vamos marcar uma conversa para traçar os próximos passos, acredito que vamos ter êxito no projeto! Forte abraço!", afirmou. Vorcaro respondeu: "Muito feliz de estarmos juntos! Te admiro muito e esse é o início de uma parceria de vida". Terreno de R$ 45 milhões - O negócio envolvia um terreno de mais de 400 hectares, pertencente a uma antiga fábrica de cimento em João Pessoa. A área foi comprada por R$ 45 milhões e seria destinada à construção de um novo bairro. O negócio ocorreu no mesmo período em que a cunhada de Motta obteve um empréstimo de pelo menos R$ 22 milhões junto ao Banco Master. O crédito foi utilizado para financiar a aquisição do imóvel. Segundo as matrículas, o valor fiscal do terreno era de R$ 101 milhões. Esse valor é calculado pela prefeitura e serve como referência para a cobrança de impostos. FGC e mercado de carbono - As mensagens também mostram Motta tratando de outros assuntos de interesse de Vorcaro. Em 23 de março de 2024, o deputado pediu ao banqueiro um estudo relacionado ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). "Quando puder lembra de pedir a seu pessoal o estudo daquele assunto do FGC, se vc for a Brasília essa semana podemos voltar a falar para ver onde podemos tentar encaixar esse assunto", escreveu. Meses depois, em novembro, Vorcaro procurou Motta para conversar sobre um projeto de lei relacionado ao mercado de carbono. "consegue encontrar mais tarde hoje", perguntou o ex-banqueiro. Motta respondeu: "Sim. Pegando o texto aqui para te mandar". As mensagens também registram uma conversa sobre o uso de uma aeronave. Em abril de 2024, Motta perguntou a Vorcaro de onde sairia o avião que o levaria de Guarulhos para Brasília. "Já vai estar te esperando", respondeu o ex-banqueiro. Motta nega irregularidades - Em nota enviada por sua assessoria, Hugo Motta afirmou que mantém diálogo com diferentes segmentos do empresariado e representantes da sociedade. "Enfatizo que não há nenhum ilícito retratado nos diálogos publicados e repudio a tentativa de atribuir conversas descontextualizadas a qualquer relação de interesse espúrio ou de favorecimento por minha parte. Tenho uma vida limpa, assim como é limpa a minha atuação política nesses 15 anos de vida pública", afirmou. Sobre o empréstimo, Motta disse que "o contrato de empréstimo realizado por empresa privada com um banco privado se deu quando não se tinha conhecimento dos fatos e investigações que posteriormente vieram a público sobre o Master e o seu dono". "Reitero que confio nos órgãos responsáveis pelas investigações, a quem cabe responder pelas apurações", declarou.
Gilmar Mendes quer identificar ministros citados no caso Master
Gilmar Mendes quer identificar ministros citados no caso Master
Ministro diz que identificação é necessária para definir eventuais impedimentos nos processos.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O ministro Gilmar Mendes, do STF, pediu que sejam identificados todos os ministros da Corte e demais magistrados citados nas investigações envolvendo o Banco Master e o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro, para avaliar possíveis impedimentos nos processos.
- Ele defendeu a suspensão do julgamento até que se esclareça o contexto das mensagens extraídas do celular de Vorcaro, ressaltando que a simples menção de um magistrado não indica irregularidade, e citou ainda o pedido de vista feito por Flávio Dino.
Foto: Reprodução
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta segunda-feira (28) que sejam identificados todos os ministros da Corte e outros magistrados citados nas investigações envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O pedido foi apresentado durante a análise de uma investigação relacionada ao ministro Alexandre de Moraes. Para Gilmar, o julgamento deve permanecer suspenso até que o STF saiba quais magistrados aparecem nas mensagens extraídas do celular de Vorcaro e em que contexto foram citados. Segundo o ministro, essas informações são necessárias para verificar se algum integrante da Corte pode estar impedido de participar dos processos relacionados ao caso. A identificação, afirmou, também permitiria avaliar o conjunto das citações antes de uma eventual investigação específica contra Moraes. “Apuração parcial é apuração viciada”, declarou. A menção de um magistrado nas mensagens, por si só, não indica irregularidade, e o objetivo do levantamento seria justamente esclarecer o contexto das citações e eventuais efeitos processuais. Flávio Dino pediu vista do processo em 15 de setembro e tem prazo de 90 dias para devolvê-lo ao julgamento.
“Se me deu, já bebi”, diz Lula sobre suposto whisky de Vorcaro
“Se me deu, já bebi”, diz Lula sobre suposto whisky de Vorcaro
Presidente afirmou, em entrevista à Band, que não sabe se recebeu a bebida, mas disse que, caso tenha ganhado, já a consumiu
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, comentou em entrevista à Band que não se lembra de ter recebido um presente de whisky mencionado em uma mensagem localizada pela Polícia Federal no celular do ex‑dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Lula afirmou que, se o presente chegou, já o consumiu, mas ressaltou que a existência da mensagem não comprova a entrega da bebida. A troca de mensagens, datada de 22 de janeiro de 2025, foi descoberta durante as investigações da PF sobre o Banco Master, nas quais também constam referências a um encontro entre Lula e Vorcaro no Palácio do Planalto em dezembro de 2024. A Secretaria de Comunicação da Presidência já negou que o presidente tenha recebido o whisky, destacando que o encontro foi único.
Foto: Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, comentou neste domingo (27) uma mensagem localizada pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, na qual é mencionado um suposto presente de whisky. Em entrevista à Band, Lula afirmou que não se lembra de ter recebido a bebida, mas disse que, caso tenha ganhado, já a consumiu. “Se me deu whisky, já bebi. Eu ganho muita coisa, lembrança, sabe? Não sei se me deu, mas se deu já bebi, pode ficar certo”, declarou. A referência ao presente aparece em uma conversa entre o advogado Walfrido Warde, que representava Vorcaro, e o ex-banqueiro. Na mensagem, datada de 22 de janeiro de 2025, Warde afirma que havia conversado com Lula e relata que o presidente teria perguntado sobre Vorcaro, além de agradecer novamente pelo whisky e enviar um abraço. Vorcaro respondeu à mensagem com um emoji de coração. O registro foi localizado pela Polícia Federal durante as investigações relacionadas ao Banco Master. Lula havia se reunido com Vorcaro no Palácio do Planalto em 4 de dezembro de 2024, segundo reportagens sobre o caso. A existência da mensagem, porém, não comprova por si só que o presidente tenha recebido a bebida. Em manifestação anterior sobre mensagens envolvendo integrantes do governo e Vorcaro, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência afirmou que Lula se encontrou com o ex-banqueiro apenas uma vez e negou que o presidente tenha recebido o suposto presente.
Conselho do MPF forma maioria para manter Gonet no caso Master
Conselho do MPF forma maioria para manter Gonet no caso Master
Colegiado formou maioria para manter o procurador-geral na condução dos procedimentos relacionados ao Banco Master.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) votou nesta sexta‑feira (25) e manteve Paulo Gonet como procurador‑geral da República nos procedimentos do caso Banco Master, com placar de 5 a 0. A decisão reforça a continuidade da condução do processo, apesar das controvérsias envolvendo o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro.
- Em paralelo, os conselheiros debateram a abertura de uma apuração sobre a suposta relação entre Gonet e Vorcaro. A votação chegou a 3 a 2 contra a investigação, com o relator Francisco de Assis Sanseverino defendendo o arquivamento por falta de elementos de autoria e materialidade, enquanto a conselheira Janice Ascari pediu aprofundamento da apuração preliminar.
Foto: Edilson Rodrigues | Agência Senado
O Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) formou maioria nesta sexta-feira (25) para manter o procurador-geral da República, Paulo Gonet, à frente dos procedimentos relacionados ao caso Banco Master. O placar para a permanência de Gonet chegou a 5 votos a 0. Em outra frente da sessão, os conselheiros analisam se deve ser aberta uma apuração sobre a atuação do procurador-geral e sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Durante o julgamento, o placar chegou a 3 votos a 2 contra a abertura da investigação, segundo informações divulgadas durante a sessão. A discussão teve origem em mensagens atribuídas a Vorcaro e em outros elementos analisados pela Polícia Federal que mencionam Gonet. O procurador-geral nega ter mantido relação de proximidade ou interesse pessoal nos processos envolvendo o ex-banqueiro. O relator, subprocurador-geral Francisco de Assis Sanseverino, defendeu o arquivamento da representação, argumentando que não haveria elementos mínimos de autoria e materialidade de crime. Já a conselheira Janice Ascari defendeu o aprofundamento da apuração preliminar para esclarecer os fatos. A votação sobre a eventual investigação ainda está em andamento.
Mensagens mostram proximidade entre Alcolumbre e Vorcaro, diz Veja
Mensagens mostram proximidade entre Alcolumbre e Vorcaro, diz Veja
Em uma das mensagens, Alcolumbre diz a Vorcaro: “Sou seu irmão. Pra vida toda”, segundo reportagem.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- A Polícia Federal apreendeu o celular do banqueiro Daniel Vorcarro e divulgou mensagens que mostram proximidade e troca de favores com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, conforme reportagem da Veja. Os diálogos revelam cumprimentos pessoais, referências a “irmão” e acordos para encontros e festas privadas, além de solicitações de apoio para identificar fontes jornalísticas e acesso a ambientes políticos.
- As conversas surgem no meio das investigações sobre o Banco Master, que já foram alvo de pedidos de CPI que o senador não encaminhou. Alcolumbre nega irregularidades e afirma não conhecer o banqueiro, mas as novas mensagens reforçam suspeitas de influência e favorecimento, alimentando o debate sobre a necessidade de maior transparência nas relações entre poder público e setor financeiro.
Foto: Reprodução
Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro revelam uma relação de proximidade entre o banqueiro e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), segundo reportagem publicada pela revista Veja. De acordo com a publicação, os diálogos mostram conversas frequentes entre os dois e incluem articulações para encontros e festas privadas com autoridades. Em 1º de fevereiro de 2025, após a reeleição de Alcolumbre para a presidência do Senado, Vorcaro o parabenizou. Na resposta, o senador escreveu: “Fala meu amor” e, em seguida, afirmou: “Sou seu irmão. Pra vida toda”. O banqueiro respondeu que também o considerava um irmão e declarou estar à disposição “a qualquer tempo pra qualquer coisa”. Segundo a Veja, o material apreendido pela PF também reúne mensagens sobre eventos privados e contatos com outras autoridades. A reportagem relata ainda que Alcolumbre teria recorrido a Vorcaro para tentar identificar a fonte de um jornalista, enquanto o banqueiro buscava apoio do senador para acessar determinadas pessoas e ambientes. As conversas também mencionam festas organizadas com a participação de autoridades e encontros privados. A relação entre Alcolumbre e Vorcaro ganhou destaque no contexto das investigações envolvendo o Banco Master. Em maio deste ano, o presidente do Senado não deu andamento a pedidos de criação de uma CPI para investigar o caso. Alcolumbre já negou irregularidades e, segundo a Veja, chegou a afirmar anteriormente que não conhecia o banqueiro. As novas mensagens, agora divulgadas pela revista, foram obtidas a partir do conteúdo extraído do celular de Vorcaro pela Polícia Federal.
CNJ faz operação contra desembargador do TRF-1 ligado a Kassio Nunes
CNJ faz operação contra desembargador do TRF-1 ligado a Kassio Nunes
Magistrado é citado em mensagens de Daniel Vorcaro e foi juiz auxiliar de Kassio Nunes Marques.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O Conselho Nacional de Justiça, com apoio da Polícia Federal, realizou operação no gabinete do desembargador Newton Pereira Ramos Neto (TRF‑1) nesta quinta‑feira (24), após determinação do corregedor nacional de Justiça, ministro Benedito Gonçalves, como parte de investigação sobre suposta influência do ex‑controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
- Mensagens extraídas do celular de Vorcaro apontam Ramos como membro da “Turma do KN”, ligada ao ministro do STF Kassio Nunes Marques, e envolvem a advogada Camilla Ramos, esposa do magistrado, que teria contrato com o Banco Master para atuar em precatórios do setor sucroalcooleiro, com honorários de até R$ 427 milhões. A operação recolheu documentos e equipamentos eletrônicos; o procedimento segue sigiloso e ainda não comprova irregularidade.
Foto: Reprodução
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com apoio da Polícia Federal (PF), realizou nesta quinta-feira (24) uma operação no gabinete do desembargador Newton Pereira Ramos Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). A diligência foi determinada pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Benedito Gonçalves, e faz parte de um procedimento que apura a conduta do magistrado em processos relacionados a interesses do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Segundo informações divulgadas por veículos que tiveram acesso ao caso, mensagens extraídas pela PF do celular de Vorcaro citam Newton Ramos como integrante da chamada “Turma do KN”, expressão associada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques. Ramos foi juiz auxiliar de Nunes Marques quando o ministro ocupava a vice-presidência do TRF-1 e, posteriormente, os dois passaram a integrar o STF e o TRF-1, respectivamente. As mensagens também envolvem a advogada Camilla Ramos, esposa do desembargador, cujo escritório teria firmado contrato com o Banco Master para atuar em processos relacionados a precatórios do setor sucroalcooleiro, com honorários que poderiam chegar a R$ 427 milhões em caso de êxito. A operação desta quinta-feira busca recolher documentos e equipamentos eletrônicos que possam contribuir para as investigações. O procedimento tramita sob sigilo e, até o momento, a realização da diligência não significa que tenha sido comprovada qualquer irregularidade ou crime por parte do magistrado.
Gilmar Mendes relata preocupação do TJBA com depósitos no BRB
Gilmar Mendes relata preocupação do TJBA com depósitos no BRB
Desembargador José Rotondano teria relatado ao ministro dificuldade para transferir os recursos à Caixa.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O ministro Gilmar Mendes, do STF, informou que recebeu ligação do presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, sobre a manutenção dos depósitos judiciais administrados pelo Banco de Brasília (BRB). O TJBA havia firmado contrato com a Caixa Econômica Federal para assumir a gestão dos recursos, mas foi impedido de concluir a transferência após liminar do ministro Luiz Fux, que manteve a relação com o BRB por 90 dias. Na Segunda Turma do STF, os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça apoiaram a decisão, enquanto Gilmar pediu vista e Dias Toffoli se declarou impedido.
Foto: Reprodução
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revelou que recebeu uma ligação do presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, preocupado com os depósitos judiciais administrados pelo Banco de Brasília (BRB). O relato foi feito durante sessão do STF nesta quarta-feira (23). Segundo Gilmar, Rotondano informou que o TJBA já havia firmado contrato com a Caixa Econômica Federal para assumir a administração dos recursos, mas estava impedido de concluir a transferência por causa de uma decisão judicial. O contrato entre o tribunal baiano e o BRB para administrar depósitos judiciais terminou em agosto, e o TJBA havia iniciado a transição para a Caixa. Em 26 de agosto, porém, o ministro Luiz Fux concedeu uma liminar determinando que o tribunal mantivesse a relação com o BRB por 90 dias. A decisão foi tomada em um processo que discute a continuidade da operação e os impactos da saída dos depósitos para a situação financeira do banco. Na Segunda Turma do STF, os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça votaram pela manutenção da decisão de Fux, enquanto Gilmar Mendes pediu vista. Dias Toffoli se declarou impedido. Com a manutenção do contrato, o BRB continua responsável pela administração dos depósitos judiciais do TJBA. A disputa ocorre em meio à crise financeira enfrentada pelo BRB após operações envolvendo o Banco Master. O Banco Central liquidou o Master em novembro de 2025, e o BRB passou a ser alvo de investigações e questionamentos sobre sua situação financeira. O banco também está em atraso na divulgação de demonstrações financeiras desde 2025. Nesta quarta-feira (23), o Tribunal de Contas do Distrito Federal determinou o bloqueio de até R$ 2,7 bilhões em bens e contas de cinco ex-dirigentes do BRB no contexto das investigações relacionadas ao caso Master.
Mendonça acusa Moraes de abuso de autoridade em caso Master
Mendonça acusa Moraes de abuso de autoridade em caso Master
Ministro apresentou defesa a Edson Fachin e questionou a legalidade dos relatórios de inteligência usados contra ele
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O ministro André Mendonça, do STF, acusou o colega Alexandre de Moraes de ilegalidades ao solicitar à Polícia Federal relatórios de inteligência que questionam sua atuação como relator do caso Banco Master. Mendonça alegou abuso de autoridade e denunciação caluniosa, destacando que os documentos carecem de assinatura e valor probatório, e que foram usados para tentar intimidar a Justiça.
- A disputa se insere no contexto da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de corrupção envolvendo o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master. Enquanto Mendonça defende a retirada de sigilo de mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes, o ministro acusado nega irregularidades e pede investigação contra Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.
Foto: Antônio Augusto | STF
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusou o também ministro Alexandre de Moraes de cometer ilegalidades ao solicitar à Polícia Federal relatórios de inteligência utilizados para questionar sua atuação como relator do caso envolvendo o antigo Banco Master. A manifestação foi apresentada nesta terça-feira (22) ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, dentro do prazo estabelecido para que Mendonça respondesse às acusações feitas por Moraes. Segundo Mendonça, o procedimento adotado pelo colega poderia configurar abuso de autoridade e direcionamento de investigação. “Os vícios que o prolator imputou a este signatário são, na realidade e em verdade, aqueles verificados em seu próprio ato —e não naquele que ele visa atacar”, escreveu o ministro. A controvérsia teve origem na divulgação de um relatório de inteligência atribuído à Polícia Federal que levantou suspeitas sobre a condução, por Mendonça, das investigações da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master. O documento divulgado não possui assinatura nem timbre da PF e traz advertências sobre seu caráter conjectural e a ausência de valor probatório. Outros relatórios também foram encaminhados à Corte. Na defesa, Mendonça afirmou que os documentos apresentam críticas à condução das investigações e questionou a forma como Moraes teria obtido acesso ao material. O ministro também sustentou que houve inserção de seu nome no chamado Inquérito das Fake News sem investigação prévia e afirmou que a apuração de ministros do Supremo deveria observar a competência do plenário da Corte. “São ‘relatórios’ sem qualquer identificação de autoria, com múltiplas advertências quanto à sua ausência de validade probatória”, escreveu Mendonça. Em outro trecho, afirmou que haveria “atividade ilícita da Polícia Federal” e “evidente denunciação caluniosa e abuso de autoridade” na tentativa, segundo ele, de intimidar e obstruir a Justiça. As afirmações integram a defesa apresentada pelo ministro e não representam conclusões judiciais sobre eventual prática de crime. O caso está relacionado ao confronto entre os ministros após Mendonça retirar o sigilo de documentos da Operação Compliance Zero que continham informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro. Segundo a Polícia Federal, o material reunia 52 mensagens que teriam sido enviadas por Vorcaro a Moraes entre 2023 e novembro de 2025, quando o empresário foi preso. Em uma das mensagens, o ex-banqueiro aparenta mencionar um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Em outro trecho, Vorcaro aparenta buscar informações sobre uma possível operação policial contra ele. Os investigadores informaram que as respostas atribuídas ao interlocutor não puderam ser recuperadas. Moraes, por sua vez, negou irregularidades e classificou como “inconstitucional e ilegal” a investigação conduzida por Mendonça relacionada às mensagens. Em reação à divulgação do material, Moraes encaminhou ao presidente do STF os relatórios de inteligência que levantavam suspeitas sobre a atuação de Mendonça e pediu a abertura de investigação contra o ministro por suspeitas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O embate entre os dois ministros ocorre em meio à disputa institucional envolvendo a condução do caso Master. Em setembro, o plenário do STF chegou a analisar questões relacionadas aos pedidos de investigação, mas o mérito não foi examinado naquela sessão após pedido de vista do ministro Flávio Dino.
Ex-sócio de Vorcaro contesta PF e defende Jaques Wagner no STF
Ex-sócio de Vorcaro contesta PF e defende Jaques Wagner no STF
Defesa contesta interpretação da Polícia Federal e afirma que emenda apresentada por Wagner previa limite para juros
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O empresário Augusto Ferreira Lima, ex‑sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma petição afirmando que a ampliação do crédito consignado, alvo da investigação, foi criada por medida provisória do governo Jair Bolsonaro em 2022, e não por emenda do senador Jaques Wagner. A defesa contestou restrições impostas pelo ministro André Mendonça e a interpretação da Polícia Federal sobre a participação de Wagner na tramitação da MP 1.106/2022, que depois se converteu na Lei nº 14.431/2022, destacando que a proposta do senador limitava apenas juros e não favorecia instituições financeiras.
- A petição surge após a PF, ao analisar o celular de Lima, encontrar contatos com Wagner, integrando a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. Enquanto a PF inclui Wagner nos elementos analisados, a defesa argumenta que o banco não teria benefício direto da medida e que a emenda de Wagner não foi incorporada ao texto final da legislação. O senador nega qualquer ilícito, e o caso continuará sob supervisão do STF.
Foto: Marcos Oliveira | Sudoeste Bahia
O empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a ampliação do crédito consignado apontada na investigação como possível benefício ao setor teve origem em uma medida provisória editada pelo governo de Jair Bolsonaro em 2022, e não em uma emenda apresentada pelo senador Jaques Wagner (PT-BA). A manifestação consta de uma petição apresentada ao STF em junho, cuja existência foi divulgada pelo Metrópoles nesta terça-feira (22), no contexto da investigação que apura a relação entre Wagner e pessoas ligadas ao Banco Master. A defesa de Augusto Lima contestou medidas restritivas determinadas pelo ministro André Mendonça e também questionou a interpretação da Polícia Federal sobre a participação do senador na tramitação da Medida Provisória nº 1.106/2022. A documentação oficial da Câmara dos Deputados confirma que a MP foi editada pelo Poder Executivo em março de 2022 e tinha como objetivo ampliar a margem de crédito consignado para aposentados, pensionistas e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de autorizar operações para beneficiários de programas federais de transferência de renda. A medida posteriormente foi convertida na Lei nº 14.431/2022. Segundo a defesa de Lima, teria ocorrido uma confusão entre o conteúdo original da medida provisória e a Emenda nº 30 apresentada por Wagner durante a tramitação no Congresso. A proposta do senador, conforme o texto oficial disponível na Câmara, estabelecia limites para os juros cobrados em operações de crédito consignado. A emenda não foi incorporada ao texto final da legislação. Na petição, os advogados argumentam que a diferença seria relevante para a investigação porque, na avaliação da defesa, uma proposta destinada a limitar juros não demonstraria intenção de favorecer instituições financeiras. A Polícia Federal, por outro lado, incluiu a atuação de Wagner na tramitação da MP entre os elementos analisados na investigação sobre sua relação com integrantes do Banco Master. Segundo a PF, o senador teria atuado em temas de interesse da instituição financeira, enquanto a defesa de Augusto Lima contesta essa interpretação. Outro argumento apresentado ao STF é que o Banco Master não estaria habilitado para operar na modalidade de crédito consignado relacionada à medida provisória. A defesa sustenta, por isso, que não haveria benefício direto ao banco decorrente da MP. A manifestação ocorre após a Polícia Federal identificar, durante a análise do celular de Augusto Lima, contatos e conversas entre o empresário e Jaques Wagner. As informações integram a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas relacionadas ao Banco Master. A investigação também analisa outros episódios envolvendo Wagner e pessoas ligadas ao banco. O senador nega irregularidades e afirma que não praticou atos ilícitos. As alegações apresentadas pela defesa de Augusto Lima ainda fazem parte do processo e serão analisadas no âmbito da investigação conduzida sob supervisão do STF.
Mensagens citam Kassio Nunes em tratativas ligadas ao Banco Master
Mensagens citam Kassio Nunes em tratativas ligadas ao Banco Master
Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro citam o desembargador Newton Ramos e pedidos atribuídos a Kassio Nunes Marques
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- Um contrato de até R$ 427 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos Advocacia entrou no centro das investigações sobre o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro. O acordo previa honorários de 5 % sobre valores recebidos em 12 processos de precatórios e indenizações, que podem totalizar cerca de R$ 8,5 bilhões para o banco.
- Mensagens extraídas do celular de Vorcaro revelam conversas com a advogada Camilla Ramos e seu marido, o desembargador Newton Ramos, referindo‑se a eles como a “Turma do KN” em relação ao ministro do STF Kassio Nunes Marques. As trocas citam pedidos de hospedagem no Fasano, camarotes e influências nos julgamentos, embora o ministro negue ter feito tais solicitações e afirme não ter sido impedido ao votar. O caso, conhecido como Caso Master, segue sob investigação.
Foto: Reprodução
Um contrato de até R$ 427 milhões firmado pelo Banco Master com um escritório de advocacia entrou no centro das investigações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O documento, obtido pelo Metrópoles e confirmado por outros veículos, previa honorários de êxito para o escritório Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos Advocacia, do qual a advogada Camilla Ramos faz parte. Segundo a apuração, o acordo estabelecia o pagamento de 5% sobre os valores recebidos pelo banco em 12 processos relacionados a precatórios e indenizações decorrentes do antigo controle de preços do Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). Os processos poderiam representar cerca de R$ 8,5 bilhões ao Banco Master, que aparece nos documentos como credor ou cessionário dos créditos. Mensagens extraídas do celular de Vorcaro e divulgadas pelo Metrópoles também mostram assessores do empresário se referindo a Camilla Ramos e ao marido dela, o desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), como a “Turma do KN”, em referência ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). As conversas registram ainda tratativas envolvendo hospedagens no hotel Fasano, acesso a camarotes e outros pedidos atribuídos a Newton Ramos como sendo de interesse do ministro. Em uma das mensagens, uma solicitação de diária no Fasano é apresentada como um pedido que teria sido feito por Kassio Nunes Marques. O ministro, porém, nega ter feito pedidos a Vorcaro, afirma que nunca trocou mensagens com o ex-banqueiro e diz que não autorizou terceiros a falar em seu nome. Kassio também declarou que nunca votou a favor de Vorcaro ou do Banco Master. Em relação ao julgamento citado nas mensagens, o ministro afirmou que o processo não era uma ação específica do Banco Master, mas tratava de uma tese que poderia alcançar diferentes empresas. Segundo ele, inicialmente havia uma anotação de impedimento porque havia participado do caso quando era vice-presidente do TRF-1, mas posteriormente entendeu que tecnicamente não estava impedido e solicitou a correção antes de votar. No julgamento mencionado, Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli e Edson Fachin votaram pelo reconhecimento do débito, enquanto Gilmar Mendes e André Mendonça ficaram vencidos. Camilla Ramos também aparece nas mensagens acompanhando o andamento dos processos e comentando um voto de Kassio Nunes Marques. Em uma das conversas, ela classificou o voto como positivo para a tese discutida. Já Newton Ramos confirmou que a esposa atua em causas cíveis para o Banco Master e afirmou que os dois mantinham uma relação pessoal com Vorcaro antes dos fatos atualmente investigados. O desembargador disse ainda que situações envolvendo imóveis e transportes foram tratadas de forma privada e negou ter julgado qualquer processo de interesse do Banco Master. As informações sobre o contrato e as mensagens fazem parte dos documentos relacionados às investigações do chamado Caso Master.
Mensagens de Vorcaro mostram que ele se dizia “número 1” de Hugo Motta
Mensagens de Vorcaro mostram que ele se dizia “número 1” de Hugo Motta
Dados extraídos pela PF também revelam referências a encontros com o presidente da Câmara e outros políticos
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- Mensagens obtidas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, revelam que ele se autodenominava “número 1” do presidente da Câmara, Hugo Motta, chamando‑o de “irmão”. Em conversa de 2 de fevereiro de 2025 com o diretor jurídico Luiz Rennó, Vorcaro confirmou estar em Brasília com “Davi e Hugo”, referindo‑se ao presidente do Senado Davi Alcolumbre e ao deputado Motta, logo após a eleição de Motta à presidência da Câmara e de Alcolumbre ao Senado.
- A investigação da Polícia Federal aponta que Vorcaro custeou estadias de Motta em Lisboa, pagou suítes para o senador Ciro Nogueira e organizou uma degustação de uísque e charutos em Nova York, cujo gasto chegou a US$ 1,02 milhão (cerca de R$ 5,25 milhões). Mensagens adicionais mostram contato direto entre Motta e Vorcaro, inclusive discussões envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, levantando suspeitas de favorecimento e vantagens indevidas no Congresso nacional.
Foto: José Cruz | Agência Brasil
Dados obtidos do celular de Daniel Vorcaro pela Polícia Federal (PF) mostram que o dono do Banco Master se definia como “o número 1” do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), a quem também chamava de “irmão”. As informações são da coluna de Malu Gaspar, do jornal O Globo. Em uma conversa de 2 de fevereiro de 2025 com o diretor jurídico do banco, Luiz Rennó, Vorcaro afirmou que estava em Brasília “com Davi e Hugo”, em referência ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e a Motta. Questionado pelo advogado se tinha bom trânsito com o deputado, o banqueiro respondeu: “Transito bem? Kkkk. Sou ‘number 1’. Amigo irmão”. A conversa ocorreu um dia após Motta ser eleito presidente da Câmara em primeiro turno, com 444 votos e o apoio de 17 partidos, entre eles PL e PT. Na mesma data, Alcolumbre foi eleito para comandar o Senado, com 73 dos 81 votos. Procurado por meio de sua assessoria, Hugo Motta ainda não havia se manifestado sobre o conteúdo das mensagens. O espaço permanece aberto para posicionamento. Viagens e encontros - Segundo a investigação da PF, Vorcaro também teria custeado estadias de Motta durante uma viagem a Lisboa, em 2024. Na ocasião, o presidente da Câmara afirmou não ver problemas no pagamento das diárias, por se tratar de um evento que classificou como “corporativo e jurídico”. A PF apontou ainda que Vorcaro pagou suítes em um hotel de Lisboa para Motta e para o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Ciro é investigado por suspeita de ter recebido vantagens indevidas do banqueiro em razão de sua atuação em favor do Banco Master no Congresso Nacional. Em maio de 2024, Motta também esteve entre as autoridades que participaram de uma degustação de uísque e charutos organizada por Vorcaro em Nova York. O encontro ocorreu no Carnegie Club, em Manhattan, e a conta do estabelecimento chegou a US$ 1,02 milhão, valor convertido pela PF para cerca de R$ 5,25 milhões. Mensagens obtidas anteriormente pela investigação também mostram que Motta mantinha contato com Vorcaro. Em março de 2025, durante uma conversa com a então namorada, Martha Graeff, o banqueiro afirmou que “Hugo e Ciro” haviam chegado à sua casa para “falar com Alexandre”, em referência ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
STF: entenda próximos passos do julgamento envolvendo ministros após pedido de vista
Ministro interrompeu julgamento que discute se os dois casos devem ser analisados em conjunto ou separadamente; placar estava em 4 a 3 pela separação
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta terça‑feira (15) a análise sobre a tramitação conjunta dos procedimentos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, após o ministro Dino solicitar vista. A votação provisória foi de 4 a 3 a favor da separação dos casos, com Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia apoiando a divisão, enquanto Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes defendiam a análise conjunta.
- O pedido de vista permite que o ministro tenha até 90 dias para estudar o processo antes de emitir voto, interrompendo temporariamente o julgamento. Quando o processo for devolvido, o STF retomará a votação para decidir se os procedimentos permanecem separados ou são reunidos, e só então avançará nas investigações relacionadas ao caso do ex‑banqueiro Daniel Vorcaro e ao caso Banco Master.
Foto: Rosinei Coutinho | STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta terça-feira (15) a análise sobre como devem tramitar os procedimentos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. A discussão foi interrompida depois que o , ou seja, solicitou mais tempo para analisar o processo antes de uma conclusão. A questão começou a ser discutida a partir de uma proposta do ministro Gilmar Mendes para que os procedimentos envolvendo Moraes e Mendonça fossem analisados conjuntamente. O caso de Moraes trata de informações reunidas pela Polícia Federal a partir de dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Já o procedimento envolvendo Mendonça questiona a atuação do ministro na condução de apurações relacionadas ao caso Banco Master. A votação terminou, de forma provisória, em 4 votos a 3 pela manutenção dos casos separados. Votaram pela separação Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Pela análise conjunta, votaram Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. Dino chegou a se manifestar a favor da análise conjunta, mas, antes da proclamação do resultado, pediu vista. Com isso, seu voto não foi contabilizado no placar provisório e a questão ficou sem uma decisão definitiva. O que significa o pedido de vista? O pedido de vista é um mecanismo que permite a um ministro ter mais tempo para estudar um processo antes de concluir sua manifestação. Na prática, a solicitação interrompe temporariamente o julgamento. Isso não significa, por si só, que Dino tenha mudado de posição. O ministro poderá apresentar seu voto quando o julgamento for retomado. O que acontece agora? - Com o pedido de vista, o julgamento fica suspenso. Dino tem até 90 dias para devolver o processo, conforme o prazo regimental. Depois da devolução, o caso deverá voltar à pauta do STF para que a Corte retome a votação. Quando o julgamento for retomado, os ministros deverão concluir primeiro a discussão sobre a reunião ou a separação dos procedimentos de Moraes e Mendonça. Só depois dessa definição é que a Corte poderá avançar nas questões relacionadas a cada procedimento. No caso de Moraes, por exemplo, ainda não houve decisão definitiva sobre o prosseguimento de uma eventual investigação. A sessão de terça-feira foi encerrada antes que o STF chegasse a essa etapa. Portanto, o placar de 4 a 3 não representa uma decisão final do STF. Trata-se do resultado parcial da votação sobre a forma de tramitação dos dois procedimentos, que poderá ser retomada após a devolução dos autos por Dino.
Eduardo Bolsonaro quer usar sessão do STF para pedir novas sanções dos EUA
Eduardo Bolsonaro quer usar sessão do STF para pedir novas sanções dos EUA
Em publicação no X, ele criticou ministros da Corte e mencionou uma nova rodada de punições.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O ex‑deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL‑SP) anunciou que pretende enviar aos EUA os registros da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que debatia a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, esperando que isso desencadeie uma nova rodada de sanções americanas. Em post no X, ele também criticou publicamente Moraes, o presidente Gilmar Mendes e o ministro Flávio Dino, acusando‑os de abusos e de interferir na justiça.
- A manifestação ocorre enquanto o STF analisa informações da Polícia Federal sobre mensagens atribuídas a Moraes e ao ex‑banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, que podem aprofundar as investigações contra o ministro, sem ainda definir culpa. O caso tem gerado intenso debate político e internacional sobre a atuação do Judiciário brasileiro.
Foto: Reprodução
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, na terça-feira (15), que pretende apresentar a autoridades dos Estados Unidos registros da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que discutiu a possibilidade de abrir uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Em publicação no X, Eduardo disse esperar que a iniciativa resulte em uma “nova rodada de sanções” americanas. Durante a sessão, ele também criticou Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino. O ex-parlamentar acusou Moraes de exigir direitos que, segundo ele, teriam sido negados a réus, criticou Gilmar por confrontar o ministro André Mendonça e chamou Dino de “bobo da corte”. A manifestação ocorreu enquanto o STF analisava informações reunidas pela Polícia Federal sobre mensagens atribuídas a Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. O julgamento trata da possibilidade de aprofundar as investigações, não de definir eventual culpa do ministro.
“Vocês acham que Fachin é isento?”, dispara Malafaia em crítica ao presidente do STF
Líder evangélico critica atuação do ministro e diz esperar que sessão do STF confirme suas suspeitas.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O pastor Silas Malafaia divulgou nas redes sociais um vídeo em que questiona a imparcialidade do ministro do STF Edson Fachin, acusando‑o de favorecer o governo Lula e de agir contra o ministro André Mendonça. Malafaia critica ainda a decisão de Fachin de suspender medidas adotadas pelo ministro da Justiça Flávio Dino, como a operação da PF contra o deputado Cezinha de Madureira e a suspensão do afastamento de Andrei Rodrigues.
- O pastor também aponta supostas intervenções de Fachin em processos envolvendo o Banco Master e o INSS, e reaviva a polêmica sobre a anulação das condenações de Lula na Operação Lava Jato. Malafaia afirma ser alvo de inquéritos sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes e encerra o vídeo alertando para a sessão do STF marcada para o dia 15, chamando‑a de “teatro”.
Foto: Reprodução
O pastor Silas Malafaia atacou o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, em um vídeo divulgado nas redes sociais, no qual questiona a imparcialidade do magistrado e o acusa de atuar para beneficiar o governo Lula e atingir o ministro André Mendonça. “Vocês acham que Fachin é isento?”, questiona Malafaia. “Se Fachin fosse isento, mandava Flávio Dino parar com essas cortinas de fumaça para desviar o foco, tentar atingir o André Mendonça.” A crítica ocorre após decisões envolvendo os ministros Flávio Dino e André Mendonça. Na segunda-feira (14), Dino autorizou uma operação da Polícia Federal contra o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP), aliado de Mendonça. Na semana anterior, Dino havia suspendido uma decisão de Mendonça que determinava o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da PF. Fachin interveio no conflito e suspendeu tanto o afastamento quanto a decisão de reintegração de Rodrigues, mantendo o diretor-geral no cargo até que o Supremo analise o caso. Malafaia contestou a medida e defendeu que Fachin anulasse apenas a decisão de Dino. “O que que Fachin tem que fazer? Cancelar a decisão de Flávio Dino e manter a decisão de André Mendonça, que é o relator do caso”, afirmou. “O que que ele faz? Ele anula também a decisão de Mendonça”. O pastor também criticou Fachin por assumir processos relacionados ao Banco Master e ao INSS. A mudança ocorreu em 12 de setembro, depois de o presidente do STF determinar a suspensão temporária de procedimentos de investigação envolvendo ministros da Corte. “Fachin determinou que André Mendonça suspenda a investigação do INSS, onde o filho de Lula tá enrolado na lama e chega lá pertinho do gabinete de Lula”, disse Malafaia. Em seguida, questionou por que, na avaliação dele, Fachin não adotou a mesma postura em relação a Dino: “Por que Fachin não manda Flávio Dino suspender o que tá fazendo e deixa Flávio Dino continuar operando?” Malafaia ainda acusou Fachin, Alexandre de Moraes, Dino, Lula e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, de integrarem uma suposta articulação para proteger Moraes. “Estão todos juntos nessa confraria para tentar livrar a cara da lama em que Alexandre de Moraes está metido”, declarou. O pastor também retomou a atuação de Fachin nos processos que anularam as condenações de Lula na Operação Lava Jato. “Só tá no STF porque era cabo eleitoral de Dilma”, afirmou, antes de dizer que o ministro “na caneta, numa das maiores vergonhas, descondena Lula”. Malafaia disse ainda ser alvo de dois inquéritos sob relatoria de Moraes e afirmou temer possíveis retaliações pelas críticas. “Eu sei da maldade que podem fazer contra mim, mas eu creio na Bíblia e creio em Deus”, declarou. Ao final do vídeo, o pastor mencionou a sessão do STF marcada para esta terça-feira (15) e afirmou: “Vamos ver o teatro que vão tentar fazer amanhã”. As declarações são acusações e interpretações feitas por Malafaia; não constituem, por si só, comprovação de irregularidade ou de articulação entre os citados.
Flávio Bolsonaro cobra investigação e afastamento de Alexandre de Moraes
Flávio Bolsonaro cobra investigação e afastamento de Alexandre de Moraes
Senador afirma que STF deve autorizar investigação contra o ministro; julgamento está marcado para terça-feira.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- Senador Flávio Bolsonaro (PL) exigiu que o Supremo Tribunal Federal autorize a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes e determine seu afastamento, antecipando a sessão extraordinária em que a Corte analisará um relatório da Polícia Federal que aponta ligações entre Moraes, o ex‑dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e um contrato de R$ 131 milhões com o escritório da esposa do ministro. O senador alertou que a decisão será um dos momentos mais importantes da política brasileira nos últimos anos e criticou o uso do inquérito das fake news para perseguir adversários.
- O relatório da PF também menciona outras apurações, como o financiamento do filme “Dark Horse”, envolvendo Flávio Bolsonaro, e investigações sobre o INSS e o caso “Lulinha”. Flávio, que está sob investigação no STF por supostos US$ 24 milhões negociados com Vorcaro, destacou a necessidade de transparência nas investigações enquanto a crise no STF se aprofunda, com o presidente Edson Fachin retirando Moraes da relatoria do inquérito das fake news.
Foto: Fábio Porciúncula | AFP
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) cobrou nesta segunda-feira (14), em Belém, que o Supremo Tribunal Federal (STF) autorize a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes e determine seu afastamento. A declaração foi feita na véspera da sessão extraordinária em que a Corte analisará um relatório da Polícia Federal sobre as relações entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. “Amanhã vai ser um dos dias mais importantes dos últimos anos do Brasil. É o início de um julgamento que eu tenho certeza que vai fazer com que o Alexandre de Moraes seja oficialmente investigado. Com tudo que já veio à tona, eu acho que não há nenhuma dúvida que pelo menos a maioria do Supremo, no plenário, tem a obrigação de autorizar o início de uma investigação contra ele”, afirmou. Flávio acrescentou que Moraes “precisa ser afastado” e criticou o uso do inquérito das fake news, que, segundo ele, seria usado para perseguir adversários políticos. A sessão está marcada para esta terça-feira (15), às 10h. O relatório da PF aponta Moraes como interlocutor de Vorcaro e registra um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. Em meio à crise no STF, o presidente da Corte, Edson Fachin, retirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news e suspendeu decisões de André Mendonça e Flávio Dino relacionadas a investigações envolvendo ministros. Flávio também pediu transparência em apurações sobre o filme “Dark Horse”, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, além de casos relacionados ao INSS e a “Lulinha”. O senador é investigado no STF no inquérito sobre o financiamento do filme. Segundo informações divulgadas pelo The Intercept e pela revista Piauí, Flávio teria negociado com Vorcaro recursos de pelo menos US$ 24 milhões para a produção, dos quais ao menos US$ 12,3 milhões teriam sido pagos. A Polícia Federal investiga a origem e o destino do dinheiro, incluindo suspeitas de que parte dos recursos tenha sido usada para custear a estadia de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. As suspeitas estão sob investigação e não representam, por si só, comprovação de irregularidade. Belém, onde Flávio fez as declarações, fica na região Norte do Brasil, no estado do Pará.
STF julga nesta terça-feira (15) se abre investigação contra Alexandre de Moraes
STF julga nesta terça-feira (15) se abre investigação contra Alexandre de Moraes
Ministros vão analisar relatório da Polícia Federal sobre mensagens atribuídas ao ministro e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O Supremo Tribunal Federal (STF) realizará, nesta terça‑feira (15), uma sessão extraordinária para decidir se abre investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, com base em relatório da Polícia Federal que traz mensagens trocadas entre o ministro e o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A sessão será conduzida pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, que também será relator do caso, e contará com a participação da Procuradoria‑Geral da República e da defesa antes da votação.
- A audiência acontecerá sob rígido esquema de segurança em Brasília, com apoio da Polícia Militar, monitoramento por drones, controle de acesso ao Plenário e restrições de circulação. A imprensa acompanhará a sessão em estrutura montada na marquise do edifício‑sede, com transmissão ao vivo pela TV Justiça, Rádio Justiça e canal oficial do STF no YouTube.
Foto: Divulgação
O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta terça-feira (15), a partir das 10h, uma sessão extraordinária para analisar se será aberta uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O julgamento tem como base um relatório da Polícia Federal que reúne mensagens atribuídas a Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A sessão será conduzida pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, que também assumiu a relatoria do caso. Após a abertura dos trabalhos, Fachin fará a leitura do relatório e delimitará os pontos em análise. A Procuradoria-Geral da República poderá se manifestar, assim como a defesa, antes da apresentação dos votos. A decisão desta terça-feira será sobre a eventual abertura de investigação, e não sobre culpa ou condenação do ministro. Moraes nega irregularidades e contestou o relatório da PF. O julgamento ocorre sob esquema especial de segurança em Brasília. A Polícia Militar do Distrito Federal e equipes do STF atuarão de forma integrada, com compartilhamento de informações de inteligência, reforço do policiamento, monitoramento por câmeras e drones, além de restrições ao espaço aéreo. A Praça dos Três Poderes terá controle de acesso e bloqueios; também haverá restrições para estacionamento e circulação de veículos nas proximidades. No Supremo, somente pessoas previamente credenciadas poderão entrar no plenário, e todos passarão por detectores de metais e equipamentos de raio-X. Os celulares deverão permanecer desligados e guardados em sacolas lacradas durante a sessão; o rompimento do lacre poderá resultar na retirada do local. A imprensa acompanhará os trabalhos de uma estrutura montada na marquise do edifício-sede, com telões. A sessão será transmitida pela TV Justiça, pela Rádio Justiça e pelo canal oficial do STF no YouTube.
Fachin tira de Mendonça caso sobre Moraes e pode assumir inquéritos do Master e INSS
Decisão do presidente do Supremo ocorre em maio ao agravamento da crise causada por conflito interno entre ministros da Corte
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, retirou o ministro André Mendonça da relatoria do caso que envolve o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, e passou a assumir também os inquéritos sobre o Banco Master e fraudes no INSS. A medida, anunciada neste sábado (12), busca garantir a imparcialidade diante da crescente disputa institucional entre Moraes e Mendonça, que já inclui a divulgação de mensagens trocadas entre os dois e pedidos de investigação cruzada.
- Fachin determinou que novas investigações envolvendo integrantes da Corte sejam previamente submetidas à Presidência do STF, suspendendo temporariamente os autos e encaminhando‑os para nova definição. O plenário analisará a questão das mensagens em 15 de setembro e o julgamento contra Mendonça está marcado para 23 de setembro, reforçando a estratégia de centralizar a arbitragem dos conflitos internos e evitar que ministros conduzam processos nos quais são partes interessadas.
Foto: Divulgação | STF
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu neste sábado (12) retirar do ministro André Mendonça a relatoria do caso que envolve o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master. A decisão também abre caminho para que Fachin assuma a condução de outros dois processos de grande repercussão que estão sob responsabilidade de Mendonça: os inquéritos relacionados ao Banco Master e às fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A mudança ocorre em meio ao agravamento da disputa entre Moraes e Mendonça. O primeiro havia pedido a abertura de uma investigação contra o colega por suposto abuso de autoridade na condução de processos relacionados ao Master e ao INSS. Mendonça, por sua vez, era o relator do procedimento que apura a existência de contatos e negócios envolvendo Moraes e Vorcaro. A crise escalou depois que Mendonça tornou públicas mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro no âmbito da investigação. A divulgação levou o caso para o centro da disputa interna do STF e aumentou a pressão sobre Moraes, ao mesmo tempo em que expôs o grau de confronto entre os dois ministros. A reação de Moraes, que pediu a investigação de Mendonça, aprofundou o embate e criou uma situação inédita: dois integrantes da mesma Corte passaram a protagonizar medidas judiciais com potencial de atingir diretamente um ao outro. Ao retirar o caso de Mendonça, Fachin considerou que a situação poderia comprometer a imparcialidade da análise, diante do conflito institucional entre os dois ministros e dos impactos claros sobre o processo eleitoral. O presidente do Supremo determinou ainda que novas investigações envolvendo integrantes da Corte deverão ser previamente submetidas à Presidência do tribunal. A decisão tem efeito imediato sobre os processos conduzidos por Mendonça. Os inquéritos relacionados ao Banco Master e ao INSS foram temporariamente suspensos e os autos serão encaminhados à Presidência do STF. Com isso, Fachin poderá assumir também a relatoria desses casos. A medida não significa o encerramento das investigações. Os processos continuam em tramitação, mas passam a ser submetidos a uma nova definição sobre quem deverá conduzi-los. Decisão ocorre em meio ao auge da crise no STF - O episódio expõe uma das mais delicadas crises internas do Supremo nos últimos anos. De um lado, está Moraes, um dos ministros mais influentes da Corte e responsável por investigações de grande impacto político. De outro, Mendonça, indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que passou a protagonizar decisões com potencial de atingir diretamente o colega. Fachin, que assumiu a Presidência do Supremo recentemente, tenta agora retirar os processos da esfera de influência direta dos dois ministros. A estratégia é concentrar na Presidência da Corte a análise de investigações que envolvam integrantes do próprio tribunal. O plenário do STF mantém para 15 de setembro a análise do caso envolvendo as mensagens entre Vorcaro e Moraes. Já o julgamento relacionado à investigação contra Mendonça está previsto para 23 de setembro. Na prática, a decisão de Fachin transforma a Presidência do STF em uma espécie de instância de arbitragem da crise. Mais do que uma simples troca de relatoria, a medida estabelece novas regras para evitar que investigações envolvendo ministros sejam conduzidas por integrantes da Corte diretamente envolvidos no conflito. O movimento também terá impacto sobre os casos Master e INSS, que estão entre as investigações mais sensíveis atualmente em tramitação no Supremo. A definição sobre quem ficará responsável por esses processos deverá ser tomada a partir das novas regras estabelecidas por Fachin.
Proposta de delação aponta supostos repasses milionários a ACM Neto e Antônio Rueda
Documento apresentado por Daniel Vorcaro foi rejeitado pela PF e pela PGR por falta de elementos considerados suficientes.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- Uma proposta de delação premiada apresentada pelo ex‑banqueiro Daniel Vorcaro acusa o candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), e o presidente nacional do partido, Antônio Rueda, de atuarem em um suposto esquema de captação de recursos para o Banco Master junto a institutos de previdência estaduais, resultando em cerca de R$ 2 bilhões captados e uma comissão estimada em R$ 200 milhões. O documento menciona ainda pagamentos a escritórios ligados a Rueda e a uma consultoria de ACM Neto, além de uma reunião em junho de 2024 em Brasília envolvendo representantes do Banco de Brasília (BRB) para discutir novas captações.
- As propostas de colaboração premiada foram rejeitadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria‑Geral da República por falta de informações inéditas, e tanto Rueda quanto ACM Neto negam as acusações, classificando‑as como falsas. O caso destaca investigações sobre possíveis esquemas de corrupção envolvendo políticos, bancos e fundos de previdência, com valores totais de investimentos que chegam a R$ 3,62 bilhões entre 2023 e 2025.
Foto: Reprodução
Uma proposta de delação premiada apresentada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro coloca o candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), e o presidente nacional do partido, Antônio Rueda, no centro de um suposto esquema de captação de recursos para o Banco Master junto a institutos de previdência estaduais. Segundo o documento, Vorcaro afirma que ACM Neto e Rueda teriam atuado para facilitar investimentos de fundos do Rio de Janeiro, Amapá e Amazonas, além da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae). Como resultado dessa articulação, o Banco Master teria captado cerca de R$ 2 bilhões. O ex-banqueiro sustenta que havia um acordo para pagamento de uma comissão equivalente a 10% dos valores captados, o que representaria uma obrigação de aproximadamente R$ 200 milhões. No entanto, a proposta não informa quanto desse montante teria sido efetivamente pago. Vorcaro também afirma que os repasses ocorreriam por diferentes meios, incluindo contratos de consultoria, pagamentos em espécie e contratos com empresas ligadas aos investigados. Segundo o relato, o Banco Master mantinha uma espécie de controle interno dos valores destinados a ACM Neto e Antônio Rueda. A delação ainda cita uma reunião realizada em junho de 2024, em Brasília, envolvendo Vorcaro, Rueda e o então presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. De acordo com o documento, teria sido discutida a captação de recursos para um aumento de capital do BRB, com previsão de pagamento de comissões sobre operações envolvendo ativos do Banco Master. Dados mencionados na reportagem apontam que quatro instituições aplicaram cerca de R$ 3,62 bilhões no Banco Master entre 2023 e 2025. O valor é superior aos R$ 2 bilhões citados por Vorcaro, diferença que não é explicada na proposta. O documento também não apresenta valores individualizados supostamente recebidos por ACM Neto e Rueda, nem descreve atos específicos praticados por eles junto aos fundos de previdência. Entre os registros citados estão pagamentos de R$ 6,4 milhões para escritórios ligados a Rueda entre 2022 e 2025 e R$ 5,4 milhões para uma empresa de consultoria de ACM Neto no mesmo período, conforme dados de investigações e relatórios do Coaf. As propostas de colaboração premiada apresentadas por Daniel Vorcaro foram rejeitadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. Os órgãos entenderam que o material não apresentava informações inéditas nem garantias suficientes para a recuperação de valores relacionados às investigações. O ex-banqueiro tenta reabrir as negociações para firmar um acordo de delação. Em nota, Antônio Rueda afirmou que não teve acesso ao documento e negou qualquer irregularidade. Já ACM Neto classificou as acusações como "absurdas, completamente fantasiosas e mentirosas", negando envolvimento em qualquer esquema ilícito.
STF marca sessão para analisar relatório da PF sobre Moraes e Vorcaro
STF marca sessão para analisar relatório da PF sobre Moraes e Vorcaro
Ministros vão avaliar validade de documento que aponta encontros e mensagens entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, convocou sessão plenária para a próxima terça‑feira (15) a fim de analisar um relatório da Polícia Federal que aponta suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O documento, elaborado a pedido do ministro André Mendonça, baseia‑se em mensagens de WhatsApp apreendidas durante a Operação Compliance Zero, trocadas entre março de 2024 e agosto de 2025, e foi tornado público em 1º de setembro após a retirada do sigilo.
- A Corte avaliará a validade do relatório, decidirá se há elementos suficientes para abrir uma apuração contra Moraes ou se o caso deve ser arquivado, e considerará o pedido da Procuradoria‑Geral da República (PGR) para anular a investigação, argumentando que a iniciativa de Mendonça carece de autorização plenária.
Foto: Divulgação
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, convocou uma sessão do plenário para a próxima terça-feira (15) para analisar um relatório da Polícia Federal (PF) que reúne informações sobre uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Os ministros deverão avaliar a validade do documento elaborado a pedido do ministro André Mendonça, relator do caso Master. Parte dos integrantes da Corte questionou a iniciativa de Mendonça de determinar a apuração envolvendo outro ministro do STF sem autorização do plenário. Também estará em discussão o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular a investigação. A Corte deverá decidir ainda se os elementos reunidos justificam a abertura de uma apuração contra Moraes ou se o caso deve ser arquivado. O relatório foi elaborado a partir de mensagens encontradas no celular de Vorcaro, apreendido durante a Operação Compliance Zero. As conversas foram trocadas pelo WhatsApp entre março de 2024 e agosto de 2025 e incluem registros de contatos e encontros entre o ex-banqueiro e Moraes. O documento veio a público em 1º de setembro, depois que Mendonça retirou o sigilo do material. Na ocasião, a PGR defendeu a nulidade da investigação, sob o argumento de que Mendonça não poderia determinar, sem provocação do Ministério Público ou da PF, uma apuração sobre o destinatário das mensagens. Para a Procuradoria, uma eventual investigação contra Moraes deveria ser submetida ao plenário do STF.
Dino determina retorno de diretor-geral e chefe de Inteligência da PF
Dino determina retorno de diretor-geral e chefe de Inteligência da PF
Andrei Rodrigues e Leandro Almada haviam sido afastados por decisão de André Mendonça
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, reverteu nesta quarta‑feira (9) a decisão do ministro André Mendonça que afastava Andrei Passos Rodrigues da direção geral da Polícia Federal e Leandro Almada da Costa da chefia da Inteligência Policial. Ao analisar o recurso de Andrei, Dino considerou que a remoção dos dirigentes poderia comprometer investigações em curso, como a apuração de recursos de emendas parlamentares destinados ao filme "Dark Horse" e casos envolvendo o Banco Master e o INSS, e determinou a reintegração dos dois servidores.
- A medida também proibiu novas medidas cautelares contra os dois, salvo se houver evidências de atos fora do exercício regular de suas funções. A decisão foi encaminhada ao plenário do STF e à Procuradoria‑Geral da República, destacando a preocupação com a continuidade das atividades de inteligência e a prevenção de interferências políticas nas investigações da PF.
Foto: Victor Piemonte | STF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (9) o retorno de Andrei Passos Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal e de Leandro Almada da Costa à direção de Inteligência Policial. A decisão derruba, na prática, o afastamento determinado na terça-feira (8) pelo ministro André Mendonça. A medida foi tomada após Andrei recorrer da decisão e alegar que sua saída poderia comprometer investigações em andamento, entre elas a apuração sobre recursos de emendas parlamentares destinados ao filme Dark Horse. Segundo ele, a mudança na direção da corporação poderia dificultar o trabalho da equipe responsável pelo caso, atrasar o acesso a materiais e prejudicar a condução das diligências. Dino considerou os argumentos e afirmou que o afastamento dos dirigentes e a suspensão da produção de relatórios de inteligência poderiam provocar prejuízos a investigações urgentes sob sua relatoria. O ministro classificou como inédita a paralisação das atividades de inteligência da PF determinada por outro integrante da Corte e criticou a possibilidade de decisões individuais interromperem trabalhos policiais em andamento. A determinação de Mendonça havia ocorrido após o ministro apontar indícios de direcionamento político na elaboração de relatórios da PF relacionados aos casos Banco Master e INSS. Ele também havia determinado investigações para apurar quem solicitou e produziu os documentos. Ao restabelecer os dois servidores nos cargos, Dino proibiu ainda que novas medidas cautelares contra Andrei e Almada sejam adotadas exclusivamente com base em atos praticados no exercício regular de suas funções e no cumprimento de ordens judiciais. A decisão foi encaminhada ao plenário do STF e à Procuradoria-Geral da República.
André Mendonça libera relatório da PF sobre Alexandre de Moraes para julgamento no STF
Presidente do STF definirá quando o caso será levado à análise da Corte.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O ministro André Mendonça, do STF, autorizou o julgamento do relatório da Polícia Federal que aponta supostos vínculos entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master. A decisão sobre levar o processo ao plenário ou ao órgão competente ficará a cargo do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, e ainda não há data prevista para o julgamento.
- O documento, tornado público após a retirada de sigilo, traz diálogos atribuídos a Moraes e Vorcaro, além de um contrato entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do ministro, aprofundando a crise institucional no STF. Em resposta, Moraes solicitou investigação contra Mendonça por supostos abusos de autoridade e improbidade, enquanto Fachin exigiu esclarecimentos de diversas autoridades, e a ADPF pediu impedimento do procurador‑geral da República, Paulo Gonet, nos procedimentos relacionados ao caso.
Foto: Reprodução
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou para julgamento o relatório da Polícia Federal que aponta supostos vínculos entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso envolvendo o Banco Master. Com a decisão, caberá ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, definir quando o processo será levado ao plenário ou ao órgão competente para análise. A liberação foi publicada neste domingo (6), mas ainda não há previsão para o julgamento. O relatório tornou-se público após Mendonça retirar o sigilo do documento na última semana. Entre os elementos apresentados pela Polícia Federal estão diálogos atribuídos a Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, incluindo mensagens trocadas antes da prisão do empresário em 2025. O documento também cita informações relacionadas a um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa de Moraes. A divulgação do relatório aprofundou a crise institucional dentro do STF. Em resposta, Alexandre de Moraes pediu a abertura de investigação contra André Mendonça, alegando supostos crimes como abuso de autoridade e improbidade administrativa. Posteriormente, Edson Fachin retirou esse pedido do inquérito das fake news e determinou que Mendonça, Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestassem esclarecimentos sobre o caso. Enquanto isso, Paulo Gonet manifestou-se pela nulidade do relatório produzido pela Polícia Federal, sustentando que a investigação teria extrapolado os limites legais. Já a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) solicitou que o procurador-geral se declarasse impedido de atuar nos procedimentos relacionados ao Banco Master por também ser mencionado nas conversas analisadas.
Justiça determina remoção de reportagem que cita Nikolas Ferreira e dono do Banco Master
Decisão atendeu pedido do deputado e também alcança publicações nas redes sociais.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) determinou a retirada da reportagem do ICL Notícias que divulgava mensagens entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, por suposta alteração do conteúdo da conversa.
- O juiz Jair Francisco dos Santos destacou que o áudio original mostra que o deputado usou apenas o apelido “Dani”, não “lindão”, e concedeu medida cautelar que obriga ICL Notícias e Meta a removerem o material em 24 horas, enquanto o Ministério Público Eleitoral e o direito de resposta são analisados.
Foto: reprodução
O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) determinou a retirada do ar de uma reportagem publicada pelo portal ICL Notícias que abordava mensagens trocadas entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A decisão também determina a remoção das publicações relacionadas ao conteúdo nas redes sociais. Segundo o juiz auxiliar Jair Francisco dos Santos, responsável pela decisão, a reportagem teria alterado o conteúdo da conversa ao afirmar que o parlamentar se despediu de Vorcaro utilizando o termo "lindão". De acordo com o magistrado, o áudio original mostra que Nikolas utilizou apenas o apelido "Dani", o que, na avaliação da Justiça, comprometeu a integridade da informação divulgada. A ação foi movida pelo deputado, que pediu a suspensão imediata da reportagem. Na decisão, o juiz afirmou haver indícios suficientes para conceder a medida e determinou que o ICL Notícias e a Meta removam o conteúdo. O portal terá prazo de 24 horas para apresentar defesa, assim como o Ministério Público Eleitoral. Além disso, a Justiça ainda irá analisar o pedido de direito de resposta apresentado por Nikolas Ferreira.
PF desmente relatório falso compartilhado por Nikolas Ferreira sobre caso Banco Master
Deputado afirma que apenas republicou publicação no X e apagou o conteúdo após a exclusão do perfil de origem.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- Polícia Federal desmentiu a autenticidade de um relatório divulgado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que alegava inexistência de indícios de crime nas conversas com o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master. Segundo a PF, o documento é falso e apresenta erros de datas, transcrições e divergências com registros oficiais.
- Após a repercussão, Nikolas afirmou ter apenas republicado a postagem e a retirou quando a origem foi removida, negando receber recursos de Vorcaro e ironizando as denúncias. O parlamentar anunciou que divulgará vídeos contra Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) e confirmou presença nos atos de 7 de Setembro em Belo Horizonte e São Paulo.
Foto: reprodução
A Polícia Federal (PF) desmentiu a autenticidade de um relatório compartilhado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que apontava inexistência de indícios de crime nas conversas entre o parlamentar e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master. Segundo a PF, o documento é falso. Após a repercussão, Nikolas afirmou que apenas republicou uma postagem de um perfil na rede social X e que apagou o conteúdo logo depois que a publicação original foi removida. O suposto relatório afirmava que as mensagens entre o deputado e Vorcaro representavam apenas um contato de natureza pessoal e profissional, sem elementos para justificar uma investigação. No entanto, plataformas de checagem identificaram diversas inconsistências, como erros em datas, transcrições e divergências em relação aos documentos oficiais da Polícia Federal. As conversas entre Nikolas Ferreira e Daniel Vorcaro vieram a público na quinta-feira (3). Em um dos diálogos divulgados, o deputado chama o empresário de "Dani" e manifesta interesse em estreitar a relação entre os dois. Em outra mensagem, solicita apoio para uma demanda relacionada à liberação de um ativo minerário. Nesta sexta-feira (4), Nikolas voltou a comentar o caso nas redes sociais, negou ter recebido recursos de Vorcaro, ironizou as denúncias e anunciou que publicará, no domingo (6), uma série de vídeos com acusações contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O parlamentar também confirmou participação nos atos marcados para 7 de Setembro em Belo Horizonte e São Paulo.
Kássio Nunes diz que TSE não escolhe vencedores nem favorece candidatos
Kássio Nunes diz que TSE não escolhe vencedores nem favorece candidatos
Declaração foi feita durante cerimônia de lacração dos sistemas que serão usados nas eleições de 2026.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- Em discurso na cerimônia de lacração dos sistemas eleitorais de 2026, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kássio Nunes Marques, reforçou que a Justiça Eleitoral atua com total imparcialidade, não escolhe vencedores e garante eleições seguras por meio de múltiplas camadas de proteção, auditorias e fiscalização permanente.
- A declaração surge em meio à crise no Supremo Tribunal Federal, onde os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes estão envolvidos em investigação após relatório da Polícia Federal sobre o caso Banco Master. O presidente do STF, Edson Fachin, determinou prazo de cinco dias para manifestações e encaminhou o caso a procedimento próprio, separado da apuração das fake news.
Foto: Reprodução
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, afirmou nesta sexta-feira (4) que a Justiça Eleitoral atua com imparcialidade e não interfere na escolha dos eleitores. A declaração foi feita durante a cerimônia de lacração dos sistemas que serão utilizados nas eleições de 2026. Em seu discurso, o ministro ressaltou que o papel do TSE é garantir o cumprimento da Constituição e a realização de eleições seguras. "A Justiça não escolhe vencedores, não interfere na escolha popular e não possui preferência por candidaturas. Nossa paixão é a democracia. Nossa missão é cumprir a Constituição", afirmou. Nunes Marques também destacou que a segurança do processo eleitoral é resultado de diversas camadas de proteção, auditorias e fiscalização permanente, reforçando que os sistemas permanecem transparentes e passíveis de verificação pelas entidades responsáveis. A manifestação ocorre em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF), envolvendo os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. Após a divulgação de um relatório da Polícia Federal relacionado ao caso Banco Master, Moraes pediu a abertura de investigação contra Mendonça. O presidente do STF, Edson Fachin, concedeu prazo de cinco dias para manifestações dos envolvidos e determinou que a apuração tramite em procedimento próprio, separado do inquérito das fake news.
Lula chama caso Banco Master de "maior roubo da história do Brasil" e cobra investigação
Presidente também defende criação de um código de ética para o Judiciário.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou o caso Banco Master como o "maior roubo da história do Brasil" e exigiu que as investigações avancem sem blindagem para nenhum suspeito, independentemente de cargo ou influência política. Em post nas redes sociais, Lula reforçou a necessidade de apurar todos os envolvidos, inclusive o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro, e alertou contra "vazamentos seletivos" que possam comprometer a transparência.
- Além de cobrar respostas firmes do STF, do presidente da Corte Edson Fachin e do procurador‑geral Paulo Gonet, Lula apontou a crise como sinal da urgência de reformas no sistema político e judicial, defendendo a criação de um código de ética para magistrados e reforçando o direito da população de conhecer a verdade completa sobre o escândalo.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom | Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou, nesta quinta-feira (3), o caso Banco Master como o "maior roubo da história do Brasil" e defendeu que as investigações avancem sem qualquer tipo de proteção aos envolvidos. Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que a apuração deve alcançar todos os suspeitos, independentemente de cargo ou influência política. "É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer", declarou. O presidente também criticou o que chamou de "vazamentos seletivos" e disse que a população tem o direito de conhecer toda a verdade sobre o caso. Segundo ele, a crise evidencia a necessidade de reformas no sistema político e no Judiciário, incluindo a criação de um código de ética para magistrados. Lula afirmou ainda que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, apontado por ele como líder do esquema, mantinha relações com pessoas influentes e destacou que sua prisão e o fechamento do Banco Master ocorreram durante seu governo. Na primeira manifestação pública sobre a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente também cobrou uma atuação firme do presidente da Corte, Edson Fachin, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para garantir a credibilidade das investigações.
André Mendonça pede afastamento de Alexandre de Moraes do STF
André Mendonça pede afastamento de Alexandre de Moraes do STF
Pedido foi encaminhado ao presidente do STF após novos desdobramentos do caso Banco Master.
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O ministro do STF André Mendonça solicitou ao presidente da Corte, Edson Fachin, o afastamento do ministro Alexandre de Moraes, em meio à escalada da crise envolvendo as investigações do Banco Master. O pedido surge após a divulgação de um relatório da Polícia Federal que aponta mensagens entre Moraes e o ex‑controlador Daniel Vorcaro, levando a Corte a abrir novo processo de análise.
- Em retaliação, Moraes encaminhou um pedido para que Mendonça seja investigado por supostos indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento político nos casos Banco Master e INSS. Fachin concedeu prazo de cinco dias para que os envolvidos – incluindo o procurador‑geral da República e o diretor da Polícia Federal – apresentem esclarecimentos, mantendo o foco nas investigações em curso.
Foto: Antônio Augusto | STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, o afastamento do ministro Alexandre de Moraes das funções no Supremo. O pedido foi apresentado em meio ao agravamento da crise envolvendo as investigações relacionadas ao Banco Master. A solicitação ocorreu após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que cita mensagens e contatos entre Moraes e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Em resposta, Alexandre de Moraes encaminhou a Fachin um pedido para que André Mendonça seja investigado por supostos indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento político na condução de investigações ligadas aos casos Banco Master e INSS. Os dois pedidos agora estão sob análise da Presidência do STF. Edson Fachin determinou prazo de cinco dias para que André Mendonça, Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, apresentem esclarecimentos sobre os fatos investigados.
Fachin dá cinco dias para Mendonça responder a acusações feitas por Moraes
Fachin dá cinco dias para Mendonça responder a acusações feitas por Moraes
Presidente do STF também encaminhou o caso à PGR e retirou as imputações do inquérito das Fake News
Por: Redação Sudoeste Bahia
Ouvir Notícia
Narração automática (IA)Ouvindo Notícia
Narração automática (IA)Resumo
- O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, determinou que o ministro André Mendonça se manifeste, em até cinco dias, sobre as acusações apresentadas por Alexandre de Moraes e enviou o caso à Procuradoria‑Geral da República (PGR) para parecer sobre a admissibilidade e a regularidade do procedimento. Fachin também retirou as acusações de Moraes do âmbito do inquérito das Fake News, mantendo a análise sob a presidência do STF.
- As denúncias apontam suposta improbidade administrativa, crime de responsabilidade e abuso de autoridade, alegando que Mendonça teria interferido em investigações ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, ao Banco Master e a possíveis acordos de colaboração premiada, além de direcionar alvos como o próprio Moraes e o senador Davi Alcolumbre. A PGR deverá emitir seu parecer antes que o STF decida os próximos passos.
Foto: Luiz Silveira | STF
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou que o ministro André Mendonça se manifeste, no prazo de cinco dias, sobre as acusações apresentadas por Alexandre de Moraes. A decisão, tomada nesta sexta-feira (4), também prevê o envio do caso à Procuradoria-Geral da República (PGR), que terá o mesmo prazo para apresentar um parecer sobre o procedimento. Fachin decidiu ainda retirar as acusações feitas por Moraes contra Mendonça do âmbito do inquérito das Fake News. A análise do caso ficará sob a responsabilidade da Presidência do STF. As (3), no qual o ministro apontou que Mendonça teria, em tese, adotado condutas que poderiam configurar improbidade administrativa, crime de responsabilidade e abuso de autoridade. Segundo Moraes, a atuação de Mendonça teria comprometido a imparcialidade judicial e beneficiado determinados grupos políticos. Entre os pontos citados estão decisões relacionadas às investigações sobre mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. Moraes também acusa o colega de interferir na condução das investigações sob responsabilidade das autoridades policiais. No despacho, ele menciona ainda uma suposta atuação irregular nas tratativas sobre uma eventual colaboração premiada de Vorcaro. De acordo com as acusações, teria havido direcionamento de alvos de investigação, incluindo o próprio Alexandre de Moraes e o senador Davi Alcolumbre, por razões pessoais e políticas. O ministro também cita uma suposta indicação antecipada de medidas cautelares que seriam posteriormente solicitadas pela Polícia Federal. Com o envio do caso à PGR, o órgão deverá se pronunciar sobre a admissibilidade e a regularidade do procedimento e, caso considere necessário, sobre as acusações apresentadas. A análise sobre o prosseguimento do caso só ocorrerá após o fim dos prazos concedidos por Fachin.
























